"Eu me confesso ser do número daqueles que, aprendendo, escrevem; e escrevendo aprendem" - Agostinho

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sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

Mulheres - Deus não quer sua virgindade!


Você é virgem? Considera a virgindade um “tesouro precioso” e está comprometida em guarda-lo a sete chaves até o casamento? É do tipo que não dá ouvidos às pressões das amigas descoladas e, não importa o quanto te rotulem, está decidida a manter o padrão bíblico de pureza sexual? Se sua resposta foi afirmativa para qualquer destas perguntas, deve estar tão assustada quanto eu mesma fiquei ao ler a afirmação que dá o título a este artigo.

Fui surpreendida com essa chamada na linha do tempo de uma amiga meses atrás. Pronto, confessei!… o título não é fruto de minha originalidade nem do lado polêmico que pulsa dentro de mim. Tomei-o emprestado – razão de estar entre aspas. Quando li este título, conhecendo bem o perfil da autora original e sabendo de suas lutas que como conselheira cristã de jovens e adolescentes, já imaginei o que ela tinha em mente. Resumidamente, minha amiga escreveu sobre sua indignação diante dos discursos sobre virgindade que não são acompanhados por uma vida de pureza sexual como nos orienta a Palavra de Deus. Um trecho do que ela escreveu:

Uma questão em particular tem pesado em meu coração: as pessoas estão usando anel, fazendo votos de castidade e mais outras promessas para Deus que garantem ‘virgindade’ até o casamento! Lindo, se não fosse trágico! O problema é que estão prometendo apenas o hímen e não a pureza e santidade que Deus exige! [1]

E então volto com a primeira pergunta que te fiz: você é virgem? Se sua resposta é “Sim, eu sou virgem!”, vamos pensar juntas o que isso quer dizer e o quanto você está – ou não – glorificando a Deus com sua virgindade.

Se você é virgem mas não perde a oportunidade de se oferecer aos garotos, seja pelas roupas que usa – mostrando mais pele do que deve ou destacando “todas” as suas curvas – seja pelo seu “jeitinho manhoso” de falar, pelo modo como você olha ou pelos selfies provocantes que você compartilha… devo te alertar: Deus não está interessado nesse tipo de virgindade.

Se você é virgem no mundo real mas descobriu na privacidade do mundo virtual – chats, pornografia, jogos eróticos,… – a alternativa para saciar seu apetite sexual, sem correr o risco de ser descoberta… cuidado: você não entendeu que para Deus, nesse momento, sua virgindade não tem valor algum.

Se você é virgem, está namorando um garoto que também é cristão, pretende se casar com ele e até fizeram um pacto de pureza, mas juntos perceberam que não é tão fácil assim manter o placar em 0 x 0 e, aos poucos, foram descobrindo que carícias mais ousadas e conversas mais picantes poderiam deixar o namoro mais interessante… e desde então vale “quase tudo” quando vocês ficam sozinhos… lamento: você “quase” entendeu como glorificar a Deus com sua virgindade, mas não entendeu.

Se você é virgem, tímida, nunca fez mal uso da internet, não tem um namorado, é romântica e sonhadora, fica imaginando o dia em que o “príncipe” virá ao seu encontro e vocês serão felizes para sempre… ops, o que eu disse? “sonhadora”?… Talvez tão sonhadora que já não consiga mais controlar as próprias fantasias. E, no mundo das fantasias, mesmo as mais tímidas e românticas, nem sempre são tão puras e certinhas. Qual é o conteúdo dos seus pensamentos nesta vida paralela? Você “ainda é virgem” em suas fantasias? Não se iluda… porém, saiba Deus está mais interessado em restaurar a pureza da sua mente, do que em ouvir de sua boca uma promessa de castidade.

Espero, sinceramente, que você não se identifique com nenhum destes perfis. Mas não os ignore; eles são reais e demonstram como as armadilhas de Satanás podem nos enganar e desviar nossa atenção do que realmente importa para o nosso Deus. Também não estou diminuindo o valor da virgindade, pois ela é parte fundamental no plano divino para o casamento. Só estou dizendo que virgindade e pureza sexual precisam andar juntas; uma não tem sentido sem a outra. Paulo deixou isso muito claro quando escreveu:

Quanto ao mais, irmãos, já os instruímos acerca de como viver a fim de agradar a Deus e, de fato, assim vocês estão procedendo. Agora lhes pedimos e exortamos no Senhor Jesus que cresçam nisso cada vez mais. […] A vontade de Deus é que vocês sejam santificados: abstenham-se da imoralidade sexual. Cada um saiba controlar o próprio corpo de maneira santa e honrosa, não com a paixão de desejo desenfreado, como os pagãos que desconhecem a Deus. Neste assunto, ninguém prejudique a seu irmão nem dele se aproveite. O Senhor castigará todas essas práticas, como já lhes dissemos e asseguramos. Porque Deus não nos chamou para a impureza, mas para a santidade. Portanto, aquele que rejeita estas coisas não está rejeitando o homem, mas a Deus, que lhes dá o seu Espírito Santo. (1Ts 4.1, 3-8)

Paulo não gastou tempo fazendo uma lista do que ele chama de “imoralidade”, mas entendemos perfeitamente o que ele disse. Não devemos nos envolver em quaisquer tipos de práticas ou pensamentos que despertem desejos sexuais – em nós ou nos outros – que não nos seja permitido satisfazer fora do casamento. Isso é muito mais do que desfilar por aí com uma camiseta de campanha, ou exibir um anel de compromisso, ou postar discursos impactantes em redes sociais. Pureza sexual é mostradas por uma vida de desejos controlados, inclusive quando não há ninguém por perto e até onde o acesso é restrito, como por exemplo o campo dos pensamentos.

Estou ciente de que vencer os apelos do mundo sobre o sexo e as reações naturais do nosso próprio corpo não é tão simples assim. Até parece que Deus está exigindo algo que vai além de nossa capacidade; mas isso não é verdade. Ele não espera que lutemos sozinhas, mas que aprendamos a depender dEle em nossa fraqueza. A luta não é fácil e, em muitos casos, uma vitória não significa vitória definitiva. Porém, quando recorremos à força de Deus e estamos decididas a viver para agradá-lo, nós o glorificamos por meio da luta, ainda que aconteçam fracassos no meio do caminho. Portanto, não desista, não se entregue!

Agora, se você está mais preocupada com a sua virgindade do que em viver para a glória de Deus, isso é um sinal de “virgindade falsificada”. Deus não está mais preocupado em que Suas filhas se casem virgens do que em que elas se casem “puras”.

[1] Sara Maria Vieira
- por Flórence Franco

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

O chamado de Jeremias e nossa incapacidade


"Assim veio a mim a palavra do Senhor , dizendo: Antes que eu te formasse no ventre, eu te conheci; e, antes que saísses da madre, te santifiquei e às nações te dei por profeta. Então, disse eu: Ah! Senhor Jeová ! Eis que não sei falar; porque sou uma criança. Mas o Senhor me disse: Não digas: Eu sou uma criança; porque, aonde quer que eu te enviar, irás; e tudo quanto te mandar dirás. Não temas diante deles, porque eu sou contigo para te livrar, diz o Senhor . E estendeu o Senhor a mão, tocou-me na boca e disse-me o Senhor : Eis que ponho as minhas palavras na tua boca. Olha, ponho-te neste dia sobre as nações e sobre os reinos, para arrancares, e para derribares, e para destruíres, e para arruinares; e também para edificares e para plantares." Jeremias 1:4-10

O chamado de Jeremias ao ministério profético é um dos mais famosos textos do antigo testamento. No relato, vemos Deus convocando um jovem que reluta, tenta se esconder atrás de suas limitações e, por fim, cede. Ao perceber que seus argumentos haviam sido refutados de forma inquestionável por Deus, o profeta se viu diante do maior dilema de sua vida: olhar para minhas limitações e recuar ou confiar no Deus que me capacita e seguir em frente?

É um erro acreditar que Jeremias era um covarde sem causa. Seus motivos eram plausíveis: o mundo não vivia seus melhores dias. Egito, Assíria e Babilônia disputavam o poder a preço de sangue e, Israel --além de ser umas das nações disputadas por essas três potências militares -- vivia internamente um dos períodos mais negros de sua história; a idolatria que fora propagada por governantes que antecederam o ministério de Jeremias havia tomado conta da nação, e como se não bastasse o colapso mundial por conta das intermináveis guerras, o juízo de Deus era iminente sobre o povo idólatra.

Diante desse cenário,  é de se esperar que um jovem de 20 anos (essa era a idade de Jeremias quando foi chamado) procure as mais variadas desculpas para não ter de assumir uma responsabilidade tão grande. O que causa certa estranheza é que Jeremias não culpa as circunstâncias externas. Ele não usa as guerras ou a idolatria para tentar persuadir ao Senhor. O que ele faz é olhar para dentro de si mesmo e, após fazer uma auto-análise, declara: "Eis que não sei falar: porque sou uma criança.". Com tantos argumentos possíveis, Jeremias lançou  exatamente aquele que jamais devia ter usado, pois ele quis se valer da sua própria incapacidade sem considerar que estava diante d'aquele que capacita. Naturalmente,  o jovem profeta fracassou em seu intento de se esquivar do seu chamado. Saiu dali para ser um dos maiores profetas da história.

Atualmente, não é difícil encontrarmos jovens que, ao se depararem com um dilema semelhante ao de Jeremias, tendem a cometer o mesmo equívoco. O medo de errar faz com muitos passem a vida toda sem um único acerto. São cristãos que confiam em Deus para lhes dar um bom casamento, uma boa casa e uma saúde estável. Mas quando se trata de usarem as capacidades que esse mesmo Deus lhes concedeu, hesitam. O receio que se tem da reação do outro faz com deixem de confiar naquele que os capacitou.

É por essa razão, que cresce a cada dia o número de cristãos frustrados, principalmente na área profissional. Gastam tanto tempo olhando suas limitações que acabam por não perceberem os belos talentos que Deus lhes deu. É óbvio que devemos buscar corrigir nossas falhas, mas viver como se nossa realidade se limitasse a elas é um sinal de que precisamos reaprender o significado do que é a suficiência em Cristo. Quando estamos nEle, é Ele quem nos capacita. Sendo assim, por que duvidar? Use aquilo que Deus lhe deu da melhor maneira possível para que, através de você, o nome dele seja glorificado. Olhe menos para a criança que você julga ser. Você não é. Ele lhe deu talentos e responsabilidades. Use-os! Ele estará sempre disponível para te ajudar. Confie menos em você e mais nEle.

Encerro com as palavras do apóstolo Paulo:

"E é por Cristo que temos tal confiança em Deus; não que sejamos capazes, por nós, de pensar alguma coisa, como de nós mesmos; mas a nossa capacidade vem de Deus" (2Co 3.4-5).

- por Alcino Júnior
Fonte: Alcino Júnior

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

Filhofobia - o novo medo do mundo!


“Você sabe o que causa isso?” “Nossa, vocês têm um bocado.” “Fecharam a fábrica, né?” “Vocês vão encher o planeta” “São todos seus?” “Você consegue bancar todos eles?”

Estas são apenas algumas das perguntas que você ouvirá de completos estranhos se você tiver mais filhos que a média nacional aprovada de 1,7. E isso não inclui aqueles olhares maldosos e risinhos na sua direção. Vocês já devem ter ouvido falar da postura corporal de homens que se sentam com as pernas abertas no transporte público ou gordofobia, considerados os últimos ultrajes na nossa cultura politicamente correta. Bem, hoje eu gostaria de adicionar um novo item a essa lista: filhofobia.

Parece espantoso que uma pessoa realmente queira ter mais de 2 filhos. Pressupõe-se que o terceiro certamente foi um acidente. Digo, é fato que filhos te deixam pobres, certo? Eles custam muito dinheiro, não custam? Além disso, eles são uma ameaça ao meio ambiente!! Basicamente, na mentalidade popular, filhos são o equivalente a uma doença sexualmente transmissível - e quem iria querer mais do que duas delas??

FILHOS SÃO O MÁXIMO

Esqueça o que a cultura diz. Filhos são o máximo. Não há nada que se compare a ter duas miniaturas de homens correndo até a porta gritando “Papai!” no momento em que eu entro em casa. Poucas coisas podem se comparar à felicidade de ter bracinhos em volta do meu pescoço, ou ouvi-los dizendo, “ Amo-te, papai”. Ou ver o seu garoto com o boné para trás imitando um jogador de beisebol. Ou lutando ferozmente com guerreiros de brinquedo.

É uma alegria poder ajudar aquele pequeno ser a descobrir o mundo - explorar, aprender, a maravilhar-se diante de quase tudo. É maravilhoso assisti-los exibindo um bigode de leite e dizer, “Eu tenho uma barba igual a sua!”. Tem também as leituras antes de dormir, frases engraçadíssimas ditas com toda seriedade do mundo, construções de torres imensas com tijolos, vê-los juntar as mãozinhas em oração [...]. Acreditem, eu poderia dar muitos outros exemplos.

A paternidade é assustadora às vezes, sim, mas na maior parte do tempo, é maravilhosamente feliz. Há momentos em que me sinto cheio de gratidão por tudo isso.

É claro que há momentos de estresse, e frustração, e sacrifício também. Os lençóis molhados; a teimosia em comer comida, ainda que esteja perfeitamente boa; as fraldas cheias; as birras; as idas ao pronto socorro; despesas inesperadas; gripe e infecções de ouvido; [...]. E eu não tenho dúvidas de que na medida em que eles crescerem, as dificuldades só vão aumentar. Não há amor sem dor. É assim que as coisas funcionam num mundo caído. E como pais mais experientes se apressariam em me lembrar, eu estou apenas começando.

FLECHAS NAS MÃOS DE UM GUERREIRO

Um dos Salmos que eu aprendi a amar é o 127. Ele dá grandes conselhos sobre como confiar a Deus os seus trabalhos e os bençãos que Ele te deu. Mas a minha parte favorita é o final, que diz que os filhos são um presente, não uma maldição: “Sim, os filhos são a herança de Iahweh, é um salário o fruto do ventre! Como flechas nas mãos de um guerreiro são os filhos da juventude. Feliz o homem que encheu sua aljava com elas…”

Sacou? Aquele que tem muitos filhos é feliz. Nós acabamos de descobrir que o bebê número três está a caminho, e acredite, é verdade - eu não poderia estar mais feliz. Mal posso esperar para receber essa nova vida. Homens, filhos não são coisas pelas quais você deve se desculpar ou se envergonhar. Eles são presentes preciosos com os quais nos regozijamos. Eles são tão lindos e elegantes quanto flechas nas mãos de um hábil e poderoso guerreiro. Só é necessário apontá-los para o Céu.

Concluindo, não deixe que o mundo roube a alegria da paternidade. Ignore os haters (nota minha: pessoas que postam conteúdo de ódio). Sim, você provavelmente teria uma casa maior ou um carro mais maneiro se não tivesse mais filhos. Mas quem se importa? Qual a vantagem de se ter uma casa vazia de risos e alegria? E um carro não retribuirá o amor que você deu a ele não importa o quanto seja legal dirigi-lo. Eu fico com uma casinha repleta de crianças e uma van enferrujada com vários assentos. Sério.

Homens, celebrem seus filhos. Tenham muitos deles. Amem, dediquem seu tempo e atenção a eles, rezem por eles, invistam - mas acima de tudo, valorizem seus filhos. Outras bênçãos passarão, mas os filhos são uma recompensa que durará para sempre.

- por Sam Guzman
Fonte: Seja Homem

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

Um amigo de Jó veio me visitar


Quando estive internado por causa das recentes cirurgias pelas quais passei, recebi diversas visitas. Amigos, parentes, irmãos na fé, pastores — gente de perto e de longe — todos querendo me ver e deixar comigo alguma palavra de encorajamento e apoio. Como foi bom receber essas visitas! Às vezes eu estava me sentindo mal e não conseguia expressar todo o meu apreço por aquelas pessoas tão queridas. Elas, no entanto, entendiam a minha situação, mostravam-se indulgentes comigo, oravam por mim, teciam algumas frases de ânimo e fé e, então, iam embora, às vezes tentando conter o choro.

Eu louvo a Deus por todas aquelas pessoas e pelo modo como ministraram a graça de Deus em minha vida. Houve, porém, um visitante que se destacou por outro motivo. Imitando até certo ponto os amigos de Jó, ele foi me visitar com o objetivo muito claro de passar “lições de moral”; foi me ver com o alvo especial de fazer acusações veladas e sutis, dando a entender que Deus tinha me colocado naquela situação como uma espécie de castigo, para que eu revisse coisas erradas que havia em minha vida.

“É...” — ele dizia (e esse “é” era um “é” prolongado. Tipo “ééééé...”: um artifício pobre usado para conferir solenidade à fala) — “Tudo isso é bom pra gente avaliar a nossa vida e rever nossos valores... Às vezes Deus nos coloca numa cama de hospital pra gente refletir e ver o que temos que mudar...”. E, assim, esse meu amigo prosseguia em seus jargões de santarrão, repetindo-os a cada dez minutos e se aproveitando do meu estado de debilidade para sugerir o que bem entendesse, já que eu, fraco e cheio de dores, não tinha forças nem ânimo para replicar qualquer coisa. Ademais, as acusações eram veladas, indiretas e sutis, não dando margem para que eu me defendesse. É certo que, se eu estivesse bem, perguntaria: “Você tem algo mais específico em mente — algum pecado ou desvio que vê em minha vida e que acredita que eu deva corrigir?”. Contudo, minha debilidade só permitia que eu ficasse em silêncio. Eu não queria criar uma situação muito pesada. Tudo já era ruim demais.

Depois que tudo passou, pensei um pouco sobre o meu visitante especial e concluí que o problema principal do amigo de Jó talvez não sejam suas frases batidas, nem seu empenho em acusar direta ou indiretamente. Creio que um dos problemas maiores de um “amigo” assim é o prazer que ele demonstra no momento em que diz aquelas coisas. Segundo parece, ele vê na nossa doença uma prova imbatível de que a bronca que tem contra nós é justa, pois, segundo entende, o próprio Deus está nos punindo. Então, diante dessa prova cabal, ele se deleita, se sente “por cima” (afinal de contas, ele não está sendo punido. Logo, é alguém melhor!), repete seus jargões com um leve sorriso nos lábios e um brilho malicioso nos olhos, tenta falar com gravidade, fazendo o doente se sentir rebaixado à condição de um réu que ouve as correções de um sábio e grande juiz.

Todo esse modo de agir e sentir do amigo de Jó pode ter sua causa resumida em mais ou menos dez palavras: falta de conhecimento da verdade e falta de amor para com aquele que padece. A falta de conhecimento do amigo de Jó é no campo da teologia do sofrimento. Ele comete o erro de acreditar que a dor sempre decorre da punição de Deus! Ora, a Bíblia mostra que, de fato, Deus pune os seus filhos com doenças e até com a morte (1Co 11.27-32). Isso, porém, ele só faz às vezes. O amigo de Jó, contudo, acredita que a doença sempre tem como causa alguma iniquidade que cometemos, quando a própria história de Jó mostra que isso não é verdade.

Com efeito, Jó passou pelas maiores desgraças que um ser humano poderia enfrentar e, no entanto, não havia na terra homem mais justo do que ele (Jó 1.1,8). Ficar doente, portanto, pode sim ser resultado da disciplina de Deus, mas nem sempre é assim e, por isso, temos de ter cuidado para não julgar precipitadamente os outros como fazem os modernos amigos de Jó, sob pena de cairmos no desagrado de Deus (Jó 42.7-9).

Conforme eu disse acima, além da falta de conhecimento, o amigo de Jó também demonstra falta de amor por aquele que sofre. Note bem: quando alguém está doente, a Bíblia ensina que devemos nos aproximar dessa pessoa com compaixão, suprindo suas necessidades (At 20.35), orando por sua melhora (Tg 5.15) e promovendo de alguma forma o seu bem-estar (Tg 5.14). Decididamente, a enfermidade de um irmão não fornece o contexto para dançarmos vitoriosos sobre o quase cadáver dele; não nos autoriza a, satisfeitos e orgulhosos, saborear palavras do tipo “tá vendo?”. Tampouco nos concede o direito de aumentar o seu sofrimento lançando culpas (imaginárias ou não) em seu rosto.

Na verdade, se tivermos motivo para acreditar que o sofrimento do nosso irmão decorre de pecado e disciplina, o correto é esperar que tudo passe e, então, quando a dor se tornar somente uma lembrança, dizer a ele: “Irmão, eu testemunhei seu sofrimento e chorei ao vê-lo padecer tanto. Eu orei muito por sua melhora e agora que tudo passou eu me regozijo e suplico ao Senhor que confirme sua restauração. No entanto, como seu irmão na fé, com temor, tremor e humildade eu gostaria de lhe dizer que acredito que tudo que o irmão enfrentou talvez tenha como causa a mão de um Deus amoroso que disciplina seus filhos. Eu o conheço faz algum tempo e sei que o irmão nutre tal e tal pecado em sua vida. Eu não sou seu juiz, nem me julgo acima de você, mas, como irmão na fé, movido pelo amor e sob a autoridade da Palavra, eu gostaria de incentivar você a avaliar se tudo que ocorreu não foi uma forma que Deus usou para chamar a sua atenção para esse problema. Na verdade, não sei se foi essa a causa da sua dor, porém, como seu irmão, eu me senti no dever de dizer isso a você”.

A gente nunca consegue prever como as pessoas vão reagir a palavras como essas. Deus, no entanto, conhece os corações e sabe o que nos move nessas horas: se é o orgulho malicioso e julgador do amigo de Jó ou se é o amor fraterno, sincero e preocupado do discípulo de Jesus. Além disso, no fundo no fundo, aquele que é admoestado também perceberá se estamos sendo bondosos ou não e, sob a influência do Espírito Santo, será levado ao arrependimento.

O que deve ser evitado, porém, a todo custo, é tomar o caminho do amigo de Jó. Afinal de contas, amigos de Jó cedo ou tarde também adoecem. Cedo ou tarde também são visitados no hospital. Seria muito chato sermos um deles e, no dia do sofrimento, alguém (outro amigo de Jó) nos fazer tomar nosso próprio remédio.

- por Marcos Granconato
Fonte: Bereianos

Educar pressupõe desagradar a criança


Especialista em questões relacionadas à família e à escola, a psicóloga paulistana Rosely Sayão acredita que as crianças estão sendo educadas sob o peso da superproteção, o que as desconecta da realidade. O excesso de zelo também dificulta o desenvolvimento da resiliência, a capacidade de resistir às adversidades e empurra para mais tarde a conquista da maturidade.

Para Rosely, falta aos pais, preocupados em demasia com um futuro de sucesso para os filhos, um olhar focado no presente.

— A gente perde de vista o filho como ele é hoje. Quem é o meu filho? Do que ele gosta? Do que ele não gosta? Quais são os talentos dele? Quais são as impossibilidades? Algumas delas a gente pode superar? — pergunta-se a psicóloga, colunista da Folha de S.Paulo e da Band News FM.

Confira os principais trechos da entrevista.

Você aponta a superproteção dos filhos como um estilo dos pais hoje em dia, independentemente de classe social, econômica e cultural. Onde isso fica mais evidente?

Em todas as situações que envolvem essa neurose de segurança que a gente adquiriu: filho não sai sozinho, na esquina, na padaria, não usa transporte público. Há adolescentes que usam sem os pais saberem, mas não para ir para a escola. Para ir para a escola, ou tem perua, ou o pai leva e busca, e eles vão ficando um pouco distantes da realidade. Em casa, eles são muito poupados dos afazeres domésticos com que poderiam contribuir, sempre acham que tem alguém que faça. A gente não tem ensinado para os filhos que tudo tem um processo com começo, meio e fim. Por exemplo, ir a um aniversário. Tem o antes, que é pensar na pessoa, pensar no presente, sair para comprar o presente, pedir para os pais se pode ir, perguntar se os pais podem levar e buscar. Depois tem a festa, o desfrute, e depois da festa tem de ver quem vai buscar. Tudo fica com os pais e, para os filhos, é só ir à festa. Tomar banho é a mesma coisa: é só entrar debaixo do chuveiro. Não tem a organização da roupa e do banheiro, enxugar o banheiro. Nada disso, para os filhos, faz parte desse processo. Isso tudo é superproteção.

É comum os pais se colocarem contra a escola, atacando o professor ou o método de avaliação para defender os filhos.

Exato. Às vezes, os filhos reclamam de um colega e os pais vão tomar satisfação com os pais do outro colega. Briga entre crianças sempre vai acontecer, e elas são capazes de resolver. Quando não são, a escola tem de dar conta se elas estão lá. Mas os pais querem resolver tudo, metem-se na vida escolar dos filhos muito intensamente. A escola deveria ser a primeira batalha que a criança aprende a enfrentar por conta própria. Os pais estão com a ideia de que ir bem na escola, passar de ano, ser exitoso é um índice de que eles são bons pais. Eles fazem tudo para que isso aconteça. Os filhos vão aprendendo que “se tem problema, meus pais resolvem”.

A imaturidade é a principal consequência da infância e da adolescência poupadas de percalços?

A maturidade vai ficando mais tardia. Hoje, muitas empresas reclamam demais da falta de compromisso dos seus funcionários mais jovens, uma geração que já foi criada assim. Se o chefe dá uma bronca, o funcionário já quer sair do emprego. Os pais, resolvendo tudo, não colaboram para que o filho construa a resiliência, que é a capacidade de resistir às adversidades, de cair e levantar, de tropeçar, machucar o joelho, fazer o curativo e seguir em frente. O mundo das crianças pequenas é absolutamente irreal. As escolas privadas são obrigadas a limpar a areia semanalmente, os móveis não têm cantos, é tudo arredondado. As crianças não podem vir da escola machucadas que os pais reclamam. Esses pequenos incidentes fazem parte da adaptação ao mundo. É contraditório: a gente diz que os pais não dão limites, mas as crianças estão limitadas em demasia. Não pode isso, não pode aquilo, não pode aquele outro. E como é realidade da vida que dá os limites, aí, elas não reconhecem esses limites.

Qual é a maior angústia dos pais atualmente?

O sucesso dos filhos a qualquer custo, o que tem custado uma formação deficitária. O sucesso futuro retira um pouco o presente da vista dos pais. A criança e o adolescente estão no presente, não é pensar só no futuro. A gente deveria substituir aquela famosa e malfadada pergunta “o que você vai ser quando crescer?” por “o que você quer ser antes de crescer?”, para eles terem a ideia de que são alguma coisa agora.

Outro lado que o sucesso no futuro tem provocado é a formação dos valores, da moral, da ética, dos princípios. Está todo mundo focado em “meu filho tem de ter um bom emprego, ganhar bem, ter conforto”, mas, se ele não for uma pessoa de bem, vale a pena? Essa é a pergunta que a gente tem de se fazer.

Uma pesquisa recente afirma que os pais andam muito distraídos com seus smartphones, não prestando atenção na conversa com os filhos, além de ser comum a troca de mensagens de texto entre pessoas que estão na mesma casa. Você acha que a tecnologia está afetando muito as relações?

Muito. Há um percentual muito grande de crianças e jovens no mundo que dizem que os pais dão mais atenção ao celular do que a eles. Esse índice explodiu no Brasil.

A gente vive dizendo que os jovens só querem saber de celular, mas somos nós que estamos deixando eles de lado em nome dessas conversas por mensagem instantânea e do trabalho que não termina nunca. Quem tem filho precisa se comprometer e honrar o seu compromisso. A gente não educa apenas para que ele tenha um bom futuro. A gente educa para que ele construa um bom futuro também.

Há pouco você escreveu que “nossa sociedade adulta, infantilizada, adora brincar de faz de conta: fazemos de conta que cuidamos muito bem de nossas crianças”. As crianças deixaram de ser prioridade na vida dos pais?

A gente fez algumas transformações no que significa ser prioridade, por conta de o mundo adulto estar infantilizado. Hoje todo mundo é jovem, independentemente da idade. O jovem tem um compromisso muito grande consigo mesmo, sobra muito pouco tempo para olhar para os outros. Os pais acham que os filhos são prioridade porque trabalham para dar do bom e do melhor e vivem declarando amor a eles, verbalmente. Mas a paciência, a perseverança, isso anda mais escasso.

Além dessa obsessão pela juventude, que outros valores sociais estão moldando as famílias?

O consumo, muitas vezes, determina a posição familiar. “Quero isso”, “vou dar isso para o meu filho fazer parte do grupo e não ficar excluído”. A criança fica desacreditada de si porque precisa ter isso ou fazer aquilo para se inserir, e não ser alguma coisa, pensar alguma coisa, ter posições. Isso atrapalha muito a autoimagem que a criança constrói. Tem também a busca desenfreada da felicidade. Ninguém é capaz de dar felicidade para alguém. A gente é capaz de preparar o filho para que ele consiga buscar a própria felicidade, identificar situações que possam lhe dar momentos de felicidade. Educar pressupõe sempre desagradar à criança. Aí, a gente acha que a criança está infeliz, não desagrada e não educa.

É excessiva a procura por psicólogos, psicopedagogos, neurologistas? Os pais estão com dificuldade de entender os filhos? A solução para eventuais dificuldades e problemas é muito “terceirizada”?

Às vezes não há nada de errado. É preciso lembrar do que os estudiosos têm chamado de medicalização da vida. Olhamos a vida pela lógica médica, e a lógica médica tem a saúde e a doença, o normal e o anormal. Se não está dentro do que se considera normal, procura-se um diagnóstico para poder tratar e transformar em normal. Muitas crianças e muitos jovens têm recebido diagnósticos desnecessariamente, equivocadamente. São poucos os profissionais da saúde, de modo geral, que também conseguem resistir a essa ideologia.

Segundo o IBGE, o número de divórcios no país cresceu mais de 160% na última década. Como essa mudança de comportamento está impactando na criação dos filhos?

Os rompimentos não acontecem só no plano amoroso, do casamento, mas também no da amizade. Bauman, sociólogo polonês, chamou isso de tempos líquidos, tudo é líquido, tudo se dissolve. Mas as crianças nasceram nesse mundo líquido. Acho que afeta menos as crianças se os pais puderem lembrar que o casamento foi rompido, mas a paternidade e a maternidade não. Isso os unirá até que a morte os separe. Tem sido ainda difícil para os adultos deixar de lado as mágoas que sempre ficam depois de um rompimento, para exercer a paternidade e a maternidade de modo mais civilizado. Há muitas brigas, inclusive na Justiça, “é meu dia”, “não é meu dia”. Nem mesmo a guarda compartilhada resolve muito porque é uma questão pessoal, de rixa, em que o filho parece que se transforma em uma moeda de troca. Acho que isso afeta (o filho), não a separação em si.

Como a internet está influenciando a formação das crianças?

Vou ligar essa questão à primeira, sobre a superproteção. É surpreendente que os pais superprotejam os filhos, a ponto de não deixar ir na esquina comprar um pão, e os deixem sozinhos na internet muito precocemente. Eles esquecem que a internet é uma rua, uma avenida, uma praça pública. Talvez a criança e o jovem fiquem tão focados nisso que deem menos trabalho aos pais. A gente vai a restaurante e vê um monte de criança com celular ou tablet. A internet móvel é um “cala a boca”, “fica quieto”. Aí é que a criança aprenderia a socialização, como se comportar em locais diferentes com pessoas diferentes. Aí estaria o empenho da família na formação dos filhos. Nas crianças e nos jovens, a internet sem tutela provoca aquela ideia do descompromisso: “Posso fazer e falar o que eu quiser que não tem consequência”. Mas não é a internet em si a responsável por isso. Ela não é o único elemento a dar essa ideia para os mais novos, é só mais um.

- por Rosely Sayão

sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

Um celular quebrado e a confiança em Deus


Nem de longe sou alguém rico. Economizei bastante e pesquisei durante vários meses sobre qual celular deveria comprar. Ainda assim, o preço era demais para mim. O jeito foi comprar um usado. A alegria durou pouco mais de um mês: o deixei cair e o valor para conserto (na assistência técnica autorizada), girava nos seus R$ 650,00. Era o fim de um "sonho". Após ter meu primeiro celular "razoável", tudo se foi.

É triste você trabalhar para conseguir algo e quando vê, aquilo que lhe custou bastante esforço, foi por "água abaixo" e se volta a estaca zero. É difícil se empenhar por qualquer coisa e depois a perder, pois surge em nós um misto de sentimentos, os quais não se podem expressar corretamente, mas vagueiam entre ódio, tristeza, impotência diante dos fatos da vida e alguma revolta para com Deus. Aquilo que era para ser uma fonte de alegria, se tornou de tristeza. O aparelho que era para ser forte, se revelou fraco.

Fato é, porém, que o Senhor utiliza todas as coisas da vida para o nosso crescimento - "E sabemos que todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito" (Rm 8.28). E se são todas as coisas, isto inclui um celular recém comprado e que eu estava gostando bastante. Por algum motivo o Deus que possui o controle de absolutamente tudo, teve por bem que meu celular caísse e simplesmente se tornasse inútil. Algum motivo existiu e eu preciso aprender com isso.

No dia do ocorrido (quarta-feira, 27/01/2016), fiquei, como descrevi acima, com um misto de sentimentos. Não sabia porque tinha ocorrido aquilo. Sei que falhei ao segurar o objeto, mas por que comigo? Justamente um celular com pouco uso e comprado com bastante esforço? Eu me perguntava, somente, por que disso acontecer. Na verdade, eu estava decepcionado comigo e de certa forma, com Deus - muito embora eu soubesse que não merecia coisa alguma.

Ainda na quarta-feira, então, liguei para minha esposa e informei do ocorrido, a fim de que se ela tentasse me ligar, talvez não tivesse sucesso. Mas ao chegar em casa, parece que todos os problemas e angústias cessaram: vi minha esposa e meu filho, sorrindo, brincando e ficando feliz com minha chegada. Para o pequeno, não importava o celular, não importavam as dívidas, não importava estar sem a possibilidade de tirar fotos dele e da família; nada mais importava, porque o seu pai havia chego para brincar com ele.

Refleti, então, sobre isso e agora escrevendo, me lembro das palavras de Cristo: "Em verdade vos digo que, se não vos converterdes e não vos fizerdes como meninos, de modo algum entrareis no reino dos céus" (Mt 18.3). Agora tendo um filho, compreendo melhor o que é ser como criança. Meu filho não sabe se existe ou não comida para ele na geladeira; se sua cama estará ou não pronta para o aquecer; não entende alguns perigos dentro de casa e outras coisas mais; mas de uma coisa está certo: que vive com seus pais e isto significa que possui todos os cuidados necessários. Ele não vê, mas sabe que está em boas mãos.

E diante de tudo isso, olho para trás e vejo o quão bobo fui em valorizar tanto aquele celular. Algo passageiro e efêmero, se comparado a minha esposa e filho, e muito menos importante se comparado ao cuidado que o Senhor tem tido por nós.

Lembremos, portanto, sempre das preciosas palavras: "Lançando sobre ele toda a vossa ansiedade, porque ele tem cuidado de vós" (1Pe 5.7). Se Ele tem cuidado de nós, por que nos afligimos tanto por coisas pequenas da vida? Reflita nisso, querido crente. Aprendamos, ainda que seja de um jeito difícil.

Que Deus o abençoe.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

O amor é um sopro diário


O amor não é tão complexo quanto a física quântica nem tão abstrato como a maioria dos quadros do Jackson Pollock, agora eu sei.

O amor, acredite se quiser, está bem mais para feijão com arroz feito no capricho do que para o complexo prato de bistrô que comemos somente em datas comemorativas, cujo nome nós não conseguimos nem pronunciar.

O amor, apesar de exigir de nós constantes contorcionismos, tem muito mais a ver com um papai-e-mamãe cheio de entrega do que com elaboradas posições do Kama Sutra realizadas apenas a pedido do ego que, vez ou outra, coloca em xeque o próprio desempenho.

Engana-se quem pensa que o amor é apenas aquilo que rola em datas especiais, nas quais vestimos trajes de gala e trocamos presentes à luz de velas. Engana-se, redondamente, porque amor é, principalmente, a carícia verdadeira que acontece numa terça-feira comum; é o beijo na testa que antecede uma segunda-feira cheia de e-mails na caixa de entrada.

O amor, apesar de ser comumente representado por buquês imensos de rosas colombianas e por declarações de parar quarteirões, a meu ver, está muito mais para um “Eu adoro a cara que você faz quando acorda!” dito espontaneamente num domingo de manhã. Ou para um cafuné que continua a acontecer, a todo vapor, mesmo depois que os dedos começam a doer e o sono ameaça nos desligar.

Amar não é dar joias caríssimas escolhidas pela vendedora que precisa bater a meta para não levar um pé na bunda. Amar é ir ao supermercado só para escolher, com todo carinho do mundo, as frutas que ela gosta e que servirão como matéria-prima para uma vitamina surpresa capaz de mudar humores, amenizar os reflexos da TPM e fazer com que ela se esqueça das grosserias recém-ditas pelo chefe insensível.

Amar é aprender a dizer “Tá” em vez de “VÁ SE FERRAR!”; é arranjar forças para fazer silêncio quando houver vontade de berrar as tripas.

Amar é deixar uma blusa extra no carro por saber que ela vive a sair de casa sem consultar o Climatempo, é reservar apenas hotéis que têm secador de cabelo para evitar que ela caia no mundão de madeixas molhadas.

Amar é entender que em uma relação normal há muito mais calcinhas beges e confortáveis do que fios dentais de oncinha.

Amar é ajudar o outro a lidar com o tanto que o mundo vive a cobrar, em vez de se tornar mais um cobrador. Não entendeu? Se a sociedade tem mania de exigir rostos sempre maquiados e peles sem imperfeições, incentive-a a sair de cara limpa e a se amar, perdidamente, sem rímel, base e batom. Se ela não pode trabalhar de cabelos bagunçados e de Havaianas nos pés, faça o possível para demonstrar o quanto você ama vê-la dentro de trajes confortáveis, ao menos nos finais de semana ou quando estão de férias. Sacou? Porque amar é aliviar a pressão, não pressionar.

Amar não é preparar duas surpresas mirabolantes por ano e passar 363 dias sem tocá-la direto na alma. Amar é surpreendê-la com um cupcake coberto de Nutella quando ela estiver triste, com um abraço apertado quando ela estiver se sentindo só, com um “Eu gosto do seu cabelo assim” quando ela estiver se sentindo horrível, com um “Vai ficar tudo bem, acredite!” quando ela achar que tudo está prestes a desmoronar, com uma careta bizarra quando ela estiver achando a vida mais sem graça do que Zorra Total. E por aí vai…

O amor, em minha opinião, está mais para pijamas velhos, pernas entrelaçadas sob o edredom e maratonas de séries na TV do que para as poses repetidas e os beijos milimetricamente arquitetados que vemos em festas de casamento.

O amor é dia a dia, é manter os corações lado a lado faça chuva ou faça tempestade de sapos à la Magnólia; não é só aquilo que é retratado – e postado – em dia de solão, céu azul e feriado.

O amor é a soma de pequenas e regulares carícias atômicas, não uma faraônica comemoração anual feita para tentar suprir a constante falta delas.

O amor é um sopro diário que não deixa a chama apagar, não fogos de artifício lançados sazonalmente para tentar reacender uma fogueira que já não aquece mais.

- por Ricardo Coiro
Fonte: Superela

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Mulheres: fujam destes quatro tipos de homens!


O que muito tem sido visto pelo mundo, e também (infelizmente) nas igrejas, são moças que se entregam a rapazes degenerados ou as vezes, cheios de problemas. Resolvi, então, ser mais claro e objetivo, citando quais são estes que você, mulher cristã e piedosa, deve fugir para que não seja contaminada.

1. O ÍMPIO

Chega a ser tão óbvio que normalmente não seria necessário a explicação do porque uma moça cristã deve fugir deste, mas como o mundo atual tem tentado distorcer os princípios bíblicos, é necessário falar. O ímpio é aquele rapaz que não quer nenhum tipo de compromisso com Deus e nem está interessado no que se diz em relação a Palavra de Deus. Paulo disse: "Não vos prendais a um jugo desigual com os infiéis; porque, que sociedade tem a justiça com a injustiça? E que comunhão tem a luz com as trevas?" (2 Coríntios 6.14). Paulo não está se referindo diretamente ao namoro, mas sim na comunhão impossível de acontecer quando se trata de um cristão e de um ímpio. Ora, como seria possível você, uma mulher cristã, namorar um rapaz que não está preocupado em agradar a Deus? O pai dele é o diabo e ele está preocupado em agradá-lo (João 8.44). Deus chamou você, moça, para uma vida de santidade. Alguém que não O ame, não estará preocupado em agradá-Lo. Em Amós 3:3 é perguntado: "Andarão dois juntos se não estiverem de acordo?" A resposta para essa pergunta é um grande e sonoro "NÃO!". É incompatível! Portanto, não arrisque e nem pense que você irá convertê-lo depois que começar o namoro. Isso não vai acontecer. Uma frase que sempre ouvi da minha mãe é: "se começou errado, vai terminar errado". Até hoje, tenho visto inúmeros exemplos como estes se cumprindo e principalmente quando se trata de namoro. Não arrisque e nem tente, pois a certeza que tenho em relação a isso é que você, moça, irá sofrer demais. Preserve e guarde o seu coração, entregue-o apenas a quem quer honrar a Deus em um namoro. Fuja de tudo o que vier além disso.

2. O GALANTEADOR

Muitas moças tem caído na lábia de rapazes com essa característica. Meninos assim não querem compromisso nenhum nem com Deus, nem com você. Geralmente, ele chega com elogios, tal como "linda", "princesa" e as vezes até "meu amor". Tais elogios são sem nexo principalmente por acontecerem nas primeiras conversas. Se isso acontecer com você, fique atenta. É bem provável que esse cara esteja dizendo as mesmas coisas para outras. Portanto, se o galanteador lhe aparecer, ele não irá sequer tocar na palavra "namoro", muito menos em casamento. Ele só quer tirar "uma casquinha" sua.

O propósito de Deus para o casamento é uma união entre UM homem e UMA mulher. Temos visto muitos rapazes deste tipo na internet, e é por isso que moças devem vigiar e não entregar os corações a qualquer um. Não é porque ele te chamou de linda ou de princesa que ele quer ser seu marido. Fique atenta. Lembrem-se do que Lewis disse: "O coração de uma mulher deve estar tão bem escondido em Deus, que um homem para achá-lo, precisa buscar a Deus primeiro".

3. O SEPULCRO CAIADO

Estes são, aparentemente, belos por fora. Quando olhamos para eles, vemos uma vida cheia de Cristo. Mas quando o seu interior é revelado, mostra-se que são apenas hipócritas. Jesus chamou os fariseus de "sepulcros caiados" por uma razão lógica. Veja: "Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! pois que sois semelhantes aos sepulcros caiados, que por fora realmente parecem formosos, mas interiormente estão cheios de ossos de mortos e de toda a imundícia" (Mateus 23.27). Por fora eles até pareciam verdadeiros cristãos, mas por dentro estavam podres por conta do pecado. Assim estão muitos destes que vivem na internet. Quando olhamos para eles, vemos crentes fervorosos e que buscam a santidade. Mas eles quando estão sozinhos, em seu quarto, mostram o quanto são sujos. Suas conversas em secreto nos "Whatsapp" da vida são todas com conteúdos pornográficos, cheio de lascívia e desejos imorais. Moças, fujam sem pensar duas vezes. Moleques assim precisam de correção por parte de Deus e não de uma namorada. Não pense que com você ele irá fazer diferente, pois isso é praticamente raro de se acontecer. Manter a distância é o recomendado. Preserve sua vida piedosa e séria diante de Deus e fique longe de pessoas assim.

4. O NEÓFITO

De todos, este é o único que salva. Mas mesmo assim uma moça cristã não deve namorar neófitos (novos na fé). Este é aquele rapaz que até semana passada vivia afundado no pecado e hoje está aprendendo a lutar contra ele. Não é a hora dele namorar, é a hora dele entender cada dia mais quem é o Senhor Jesus Cristo. O novo convertido ainda luta para abandonar certos vícios, e talvez um namoro antes da hora pode torná-lo ainda mais viciado em certas coisas, tal como a pornografia. O melhor que você pode fazer por ele é orar, para que se for da vontade de Deus, que ele seja o homem da sua vida, que o próprio Deus o capacite a ser um líder que O agrade e um cristão que queira te amar como Cristo amou a igreja. Paulo ao escrever a Timóteo as características de um bispo/líder/pastor, diz: "Não neófito, para que, ensoberbecendo-se, não caia na condenação do diabo" (1 Timóteo 3.6). Ainda que o contexto não seja acerca de namoro, é válido entender que o líder não pode ser neófito para que não se ensoberbeça. O que vale também a um relacionamento, afinal, no namoro/casamento, o homem deve exercer o papel de líder, e um líder neófito correrá grandes riscos de cair. Portanto, fuja destes também, mas continuem a orar ao Senhor. Quem sabe após certo período, ele amadureça e seja o homem que o Senhor preparou a você?

Estes são somente alguns dos tipos que vocês, moças, devem fugir. Lembrem-se, qualquer homem que não está preocupado em agradar a Deus deve ser rejeitado sem pensar duas vezes, quando o assunto é namoro. Respeitem-se e procedam de maneira honrosa a vida que o Senhor Deus deu a você. Glorifique a Deus, pois foi para isso que Ele mesmo a chamou (1 Coríntios 10.31).

- por Clinton Ramachotte e Natali Albuquerque 

segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Aconselhamento bíblico - opine, por favor


Olá, amados.

Tenho trabalhado neste blog há mais de seis anos (mais de novecentos artigos publicados) e à frente da igreja (com pregações, ensino e aconselhamento) há quase dez anos. Durante todo este tempo, pude ajudar as mais variadas pessoas (e ser muito ajudado!) em assuntos voltados à teologia - ou seja, como fazer isso ou aquilo de modo bíblico. Fiz e faço todas estas coisas, porque creio que este é um dos focos que o Senhor tem para minha vida, até mesmo para me dedicar mais intensamente a isso.

Porém, tenho sentido uma necessidade maior com relação ao aconselhamento mais pessoal, algo que possa ser utilizado de modo específico na vida ou projeto de cada um. Pessoas tem me procurado, por exemplo, para ajudar em seus casamentos, na criação de filhos ou em como ensinar teologia em suas igrejas.

Diante disso, estou pensando em abrir uma espécie de "Consultoria Teológica", um espaço onde possamos conversar de modo mais envolvente, resolver problemas e trilhar um caminho juntos à luz da Palavra.

Gostaria, então, de saber o que você, leitor deste blog, acha da ideia. Você tem sentido falta de algum aconselhamento mais pessoal? Acha válido investir algum dinheiro nisso? Quer dizer, você sente esta necessidade de uma ajuda mais pessoal no matrimônio, digamos, e apoiaria este trabalho? Pode ser um aconselhamento sobre casamento que você precise; um passo-a-passo para escrever um livro; uma direção e ajuda para como reformar sua igreja; um direcionando sobre namoro ou finanças... São muitas as opções e em todas elas a Escritura nos tem muito para ensinar.

Se você puder deixar sua opinião nos comentários, serei muito grato! E se tudo der certo, quem sabe podemos começar o quanto antes!

Deus abençoe!

quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

7 maneiras de ensinar o seu filho a ser grato


Ensinar gratidão a seu filho não envolve culpa, sermões sobre os menos favorecidos e os benefícios são duradouros. Crianças agradecidas podem se tornar adultos mais felizes, de acordo com a Dra. Christine Carter, socióloga da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos.

“Cientistas sociais pioneiras afirmam que 40% da nossa felicidade é intencional, e vem de atividades escolhidas ao longo do dia. Gratidão não é uma característica fixa, é uma habilidade que pode ser cultivada”, afirma. Por isso, experimente estas dicas simples e interessantes para ensinar ao seu filho como desenvolver.

1. Organize e doe

Encoraje seu filho a doar os brinquedos que eles não usam mais ou as roupas que não servem. Ensine-os que as coisas que eles não precisam podem ser muito úteis a outras crianças. Sugira uma lista de itens para a doação, mas lembre-se de não forçar se eles ainda não se sentirem prontos para dar alguma coisa.

2. Compre e divida

Idas ao mercado, à farmácia ou à loja de brinquedos podem ser oportunidades para pensar no próximo. Da próxima vez que estiver indo às compras, incentive seu filho a escolher um ou dois itens para doar a um banco de alimentos, abrigos ou instituições de sua confiança, como sabonete, pasta de dentes, fraldas ou roupas. Inclua seu filho na escolha dos mantimentos. Eles vão aprender a pensar além de si mesmos e começar a pensar nas coisas que eles têm garantidas.

3. Ceda seu tempo

Procure oportunidade para se voluntariar como família. Amigos e famílias podem saber de algum grupo que precisa de ajuda. Mostre como dar tempo, não só dinheiro e objetos, é outra forma de ser útil e reconhecer que é grato pelo que já tem. Cozinhar uma refeição para parentes e amigos também é uma opção.

4. Escreva notas de agradecimento

Peça a seus filhos que escrevam bilhetes à mão para alguém a quem eles são gratos. Se eles forem muito novos para escrever, podem fazer um desenho. Pergunte quem fez ou faz a vida deles melhor. Uma tia? Uma amiga da família? A babá? Quando as crianças refletem sobre para quem querem enviar a nota, aprendem o valor que as pessoas têm na vida delas. E não duvide que o receptor vai apreciar o bilhete de coração.

5. Dê o exemplo

Muitos pais ensinar que a os filhos devem agradecer quando recebem um bilhete, mas acabam esquecendo de agradecer membros da família quando eles fazem um favor. Agradeça seu filho ou seu esposo ou esposa dizendo “obrigada por arrumar a sala”, ou “obrigada por dividir com seu irmão”. Assim, seu filho saberá que os esforços dele estão sendo reconhecidos. Além disso, esta atitude passa a ideia de que palavras de agradecimento não são restritas aos aniversários. É bom para a harmonia da casa e para colocar a gratidão em ação.

6. Aprecie os pequenos momentos

Separe tempo para apreciar as coisas boas com as crianças. Por exemplo, use o tempo que vocês passam no carro como uma oportunidade para dizer algo positivo como “Não foi divertido fazer aquele desenho na aula hoje?”. Esse simples diálogo encoraja seu filho a contemplar as coisas boas ao redor dele. Quando coloca-los na cama, pergunte a que eles são gratos naquele dia em particular. Gradualmente, você vai cultivar a gratidão.

7. Continue praticando a gratidão

É importante ser grato fora da temporada de festas ou de datas comemorativas. Ou seja, durante o ano todo. Uma das formas mais práticas de inspirar a gratidão é também a mais simples. Separe tempo para nomear uma ou duas coisas que cada um da família tem motivos para agradecer todos os dias. “Pesquisadores descobriram que pessoas que praticam a gratidão se sentem mais felizes. Elas são mais alegres, interessadas e determinadas, além de terem tendência maior a serem gentis e prestativas”, afirma a Dra. Carter. Criar filhos com essas características é suficiente para fazer qualquer pai agradecido.

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