"Eu me confesso ser do número daqueles que, aprendendo, escrevem; e escrevendo aprendem" - Agostinho

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Quando você é tentado a irritar-se com a fraqueza dos outros


“Exortamo-vos, também, irmãos, a que admoesteis os insubmissos, consoleis os desanimados, ampareis os fracos e sejais longânimos para com todos.” (1 Tessalonicenses 5.14)

Deus salva todo tipo de gente, coloca essas pessoas juntas em sua igreja e diz “agora amem um ao outro”. A família de Deus inclui aqueles que já andaram com Deus por anos e aqueles que ainda estão esfregando os olhos, maravilhados por terem sido salvos por Deus duas semanas atrás. Deus une os fracos e os fortes, e nos diz para vivermos juntos de uma forma que irá glorificá-lo.

Às vezes precisamos admoestar os outros

Aparentemente havia alguns em Tessalônica que não estavam trabalhando. Talvez eles tivessem se demitido acreditando que o retorno de Jesus era iminente. Talvez eles fossem só preguiçosos. Paulo manda admoestá-los, avisá-los, exortá-los a trabalhar e prover para suas famílias, e serem diligentes.

No entanto, Paulo também manda ser paciente com eles. É fácil ficar chateado com alguém que é preguiçoso. Quando você levanta cedo, aguenta o tráfego na hora do rush, moureja no seu trabalho, aguenta um chefe exigente, e chega em casa pra descobrir que seu irmão dorme até o meio dia e quer pegar dinheiro emprestado com você. É fácil ficar irritado. Fale com ele. Admoeste-o. Mas seja paciente com ele.

Perceba que, dos três tipos de pessoas que Paulo menciona, dois terços são “desanimados” e “fracos”. Aparentemente, mais crentes tessalonicenses eram tentados ao desânimo do que à ociosidade. Esse tem sido o caso em minha experiência pastoral ao longo dos anos.

Paulo diz para “consolar os desanimados” – os desencorajados, débeis e tímidos. Eles querem desistir, estão com medo, é difícil para eles ter fé. Você gasta algumas horas encorajando-os, eles saem confiantes e crendo no Senhor, mas no dia seguinte eles voltam tão desanimados e incrédulos como sempre foram. Seja paciente com eles.

É fácil ficar frustrado com os desanimados, especialmente se você não tem as mesmas dificuldades que eles. Deus deu a alguns de nós um dom de fé, ou nós crescemos na fé ao longo dos anos, então somos capazes de confiar em Deus quando ele nos leva pela enchente ou pelo fogo. Outros não têm este tipo de fé. Eles são constitucional e continuamente “desanimados”. Eles não parecem acreditar nas promessas de Deus. Eles querem e tentam acreditar, até creem por um tempo. E então afundam de novo. Não despreze-os. Lide com suas quedas. Seja paciente com eles.

Outros crentes são “fracos”. Eles não têm muita força espiritual. Eles falham repetidamente e parecem não conseguir vencer o pecado. Seja paciente com eles.

É fácil para aqueles que são fortes julgar os outros a partir de sua própria força.

Meu pai era uma ótima pessoa, mas não conseguia entender por quê as pessoas tinham tanta dificuldade em parar de fumar. “Eu fumei por vinte anos, então um dia eu simplesmente decidi desistir e pronto. Nunca fumei outro cigarro depois disso. Você só decide parar e para”. Não foi tão fácil pra mim. Eu havia usado tabaco por uns poucos anos e parei quando me tornei um jovem crente. Foi tão difícil pra mim. Eu falhei repetidamente e demorei um bom tempo até finalmente parar.

Pode ser pecado sexual ou bulimia ou raiva, mas muitos de nós somos fracos em alguma área. Aqueles que nunca lutaram contra um pecado específico podem ser tentados a desprezar aqueles que lutam. É fácil ficar impaciente com alguém se você nunca passou por isso. Em vez de dizer pra alguém pra se animar, superar, simplesmente parar ou simplesmente fazer, Paulo diz “ampare os fracos”. Ajude-os em oração. Ajude-os com encorajamento ou gentilmente se oferecendo para que prestem contas. E seja paciente com eles quando eles falharem. Jesus vai ajudá-los e eles vão crescer. Talvez cresçam devagar, mas vão crescer.

Deus tem sido incrivelmente paciente e longânimo comigo. Como eu posso ser impaciente e não ser longânimo com outros? Jesus aguentou as minhas falhas, descrença, preguiça e diversas fraquezas por anos, ainda assim ele nunca desistiu de mim. Como eu posso não fazer o mesmo por outros?

- por Mark Altrogge
Fonte: Reforma21

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Série Homeschooling - parte 2 (O que é?)



 - parte 2 (O que é?)       
     - parte 3 (Como praticar?) 
                       - parte 4 (A situação jurídica no Brasil)

Dando seguimento, listemos algumas coisas sobre o que vem a ser, efetivamente, o homeschooling.

Em primeiro lugar, significa usar todo o dia e todas as coisas para ensinar. A expressão "escola em casa", para fins práticos, significa o mesmo que ensinar em tempo integral. Quer dizer, esteja você limpando a casa ou cozinhando, pode e dentro do possível, deve, ensinar seus filhos sobre as coisas envolvidas. Por exemplo, ao encher um copo de água, ensine sobre a lei da física que diz não ser possível dois corpos ocuparem o mesmo espaço; se cortar uma fruta e ela tiver sementes, mostre o que é isso e qual a utilidade delas. Certamente você poderá ensinar muito mais do que apenas guiar as páginas e exercícios a serem feitos.

Em segundo lugarsignifica sair e mostrar o mundo, ensinar no cotidiano da vida. Se quando a criança vai à escola formal ela recebe ensinamentos sobre o que é "turismo", apenas para ilustrar, no ensino doméstico acontece a mesma coisa, só que de uma forma muito mais interessante. Ao sair com seu filho, seja criativo e ensine sobre o que é "fazer turismo"; qualquer viagem ou mesmo ida ao supermercado pode significar grande aprendizado (número, unidades de medida [gramas, litros...], expressões comuns em línguas estrangeiras [diet, light, no sugar...]). Conforme seu filho cresce a responsabilidade aumenta, ao mesmo tempo em que todas as coisas podem servir para ensinar - até mesmo um outdoor é uma oportunidade de ensinar sobre marketing, não é mesmo?

Em terceiro lugarsignifica ser parte ativa no processo de aprendizagem, e não somente fiscalizar. Em tese, no ensino formal, cabe aos pais a responsabilidade de fiscalizar o que os filhos estão aprendendo, entretanto, uma vez que você é o "professor", sua função não é somente verificar o quanto seu filho tem aprendido, e sim se envolver ativamente em todas as áreas. Não será o bastante a correção das tarefas no fim do dia, se você o deixou sozinho a tarde toda e não lhe ensinou ou guiou os primeiros passos. Não é porque você será um facilitador, conforme já dissemos, que isso lhe dê o direito de meramente verificar o progresso, pois muitas vezes ele pode não vir, caso você não esteja sendo participante intenso e eficaz.

Em quarto lugarsignifica que ambos os pais precisam estar envolvidos. É um erro o imaginar que somente à mãe cabe o ensino. Muito embora, geralmente, seja ela quem está em casa durante o dia e por isso ensine durante um tempo maior, o pai, mesmo após um cansado dia de trabalho, precisa se envolver, mesmo que um pouco. É preciso que seu filho entenda que os pais estão interessados em sua aprendizagem. Se ambos estão envolvidos, a criança não enxergará a mãe como "professora" e o pai como "brincalhão", e sim ambos em igual estima.

Em quinto lugarsignifica aprender que a responsabilidade pela criação é sua. Com a criança na escola formal é muito fácil colocar culpa na instituição, nas más companhias, na má grade curricular e em qualquer outra coisa quando seus filhos não estão aprendendo ou estão sendo rebeldes. Ao ensinar em casa, porém, cabe aos pais e tão somente a eles, a responsabilidade. Se seu filho está desobedecendo, entenda que a responsabilidade é sua - ainda que a culpa não seja sua, mas o dever de controlar a situação o é.  Esteja ciente de que o futuro de sua prole está em suas mãos. E por favor, não pratique o ensino doméstico se você foge das responsabilidades.

Em sexto lugarsignifica que alguém terá de ficar em casa com a criança ou precisará a levar para algum local semelhante. É preciso ter em mente que nem todos podem fazer isso. Muitos pais gostariam de poder ficar o dia inteiro com seus filhos, mas nem todos possuem condição financeira para tanto; porém, não é preciso ser "rico" para praticar, bastando que os pais reajustem os gastos e, por vezes, passem a viver mais modestamente. Assim, para ensinar domesticamente, seja na própria casa ou levando para cursos específicos (ou até mesmo casa de amigos, onde mais crianças se reúnem), é preciso que você se prepare para esta mobilidade. Certamente que o ensino em casa não se traduz em deixar o filho com a babá, lhe passar tarefas e só voltar no fim da tarde. É preciso disposição por parte de quem trabalhará "fora" e uma boa dose de planejamento, a fim de que mesmo com poucos recursos, o filho possa ter o máximo possível de ferramentas para compreender e entender o necessário.

Em sétimo lugarsignifica aprender o que é paciência e perseverança. Muitas vezes as expectativas são sufocadas pela tristeza e aparente falta de bons resultados. Os pais se esforçam para ensinar os filhos, entretanto, acabam vendo pouco ou nenhum progresso em curto/médio prazo. É imperioso, assim, entender a alta probabilidade de seu filho não gostar de estudar e/ou demorar muito para aprender certas coisas; não é porque o filho do amigo sabe o alfabeto inteiro que o seu também saberá. A vantagem de ensinar em casa é que seu filho será medido conforme a sua capacidade, acabando por não gerar frustrações ou concorrência desnecessária. E ainda que os esforços pareçam não dar resultados, persevere e não desista - talvez o filho seja a maneira pela qual você aprenderá isso.

Em oitavo lugarsignifica lutar por estabelecer um laço de amizade sem igual com o filho. Uma professora "chata" não agrada os alunos e pais igualmente inflexíveis ou pouco amorosos, também provocarão a raiva nos filhos. Se os filhos já possuem seus momentos de rebeldia, quando frequentam o ensino tradicional, quanto mais estando sempre na companha dos pais. Se não houver um estreito laço amoroso e fraterno na família, absolutamente tudo se tornará mais difícil e pesaroso, afinal, que pais gostariam de ensinar um rebelde ou que filhos desejariam ter pais/professores sem compaixão?

Em nono lugarsignifica que você precisará estabelecer limites entre a verdade e o erro. Jamais pense que seu filho é livre para criar a visão do mundo que bem entender, pois esta é a receita para uma vida conturbada e misturada às devassidões. É verdade que você não poderá delimitar todas as coisas que seu filho assiste na televisão (caso você opte por ter uma), na internet e com os amigos, no entanto, você precisa ensinar a ele que existem verdades inegociáveis. Se sua família possui valores essenciais, não deixe que seu filho se sinta livre para os quebrar.

Em décimo lugarsignifica que certos assuntos "cabulosos" precisam ser ensinados. Este interessante vídeo ilustra como os pais ficam envergonhados ao falar com os filhos sobre como os bebês são gerados. Palavras normais para adultos são temerosamente transmitidas aos filhos - e muitos deles ficam um tanto quanto surpresos (risos). Desta forma, não somente cabe aos pais ter o dever (veja como um privilégio!) de ensinar sobre sexo, e sim sobre os mais variados assuntos. Não deixe que o mundo doutrine seus filhos, sendo que você pode os guiar, tirar suas dúvidas e lhes ser a melhor companhia!

Em décimo primeiro lugarsignifica que você precisará disciplinar seu filho quando ele desobedecer. Crianças são teimosas e nem sempre um mero "falar mais sério" resolve os problemas. Como indivíduos em formação, seu filho precisa aprender que é recompensado quando faz o correto e punido quando transgride as ordens. Ensinar em casa, portanto, implica em estar preparado para ver o seu filho "sofrer" momentaneamente, seja com uma pequena disciplina e/ou sendo privado de algo que tanto gosta. Convém estabelecer, também, que a disciplina, primeiramente, é fundada no amor. Pais que castigam seus filhos a todo o momento e por qualquer coisa, mesmo quando eles nunca foram ensinados sobre aquilo (mas os pais acham que eles já deveriam saber), tendem a fazer mais mal do que bem. O objetivo do ensino em casa é fazer com que os filhos sejam obedientes por amor, e não que sejam disciplinados por toda e qualquer coisa que contrarie o mundo dos adultos (por exemplo, por que bater na primeira vez em que seu filho pular no sofá? Não seria melhor lhe ensinar primeiro sobre que ali não é o local adequado?) E lembre-se de que é melhor o fazer chorar agora do que chorar de desgosto por ter um filho obstinado e de dura cerviz.

Em décimo segundo lugarsignifica que deve haver um bom casamento. Querido leitor, preste atenção nisso: seu filho é uma das coisas mais importantes para você, mas ele deve vir depois do amor que você nutre por seu cônjuge. Todo esforço para ensinar, possivelmente será inútil, caso os pais briguem constantemente e não demonstrem ao filho um amor genuíno entre si. Ainda que ao filho seja dito que ele deve respeitar as pessoas, pedir "por favor" e dizer "obrigado", se dentro de casa ele enxergar um comportamento destoante do que lhe dizem para fazer, as chances de imitar o mau exemplo serão maiores. Um casal unido é um requisito essencial para um ensino domiciliar saudável.

Eis doze coisas sobre o que é o homeschooling. Em seguida anotaremos algumas dicas e sugestões sobre como praticar.

*agradeço a todos que leram previamente este texto e contribuíram com ele.

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

25 razões pelas quais eu tenho certeza que meu marido me ama


Estamos casados há mais de 50 anos e eu não trocaria meu marido por nada neste mundo. Quer saber por quê? Vou dizer em linguagem clara e simples. Para todos vocês que estão lendo, aqui está o que é preciso para ter uma esposa feliz e um casamento feliz.

25 coisas que meu marido faz

1. Ele me diz que me ama todos os dias, isso mesmo, todos os dias. Às vezes, várias vezes ao dia.

2. Ele me diz que meus abraços dão-lhe conforto e energia, tudo ao mesmo tempo. Ele diz: "Eu preciso de um abraço", e eu respondo: "Eu também." Nós gostamos de abraços.

3. Ele é um cavalheiro e me trata como uma dama - abre as portas para mim, me ajuda com o meu casaco, pega a minha mão quando atravessamos uma rua, cobre-me com o guarda-chuva quando chove. Coisas assim.

4. Ele sai comigo semanalmente. Ele tem feito isso por tanto tempo quanto posso me lembrar. Ele sabe o quanto é importante para nós termos um tempo juntos sem as crianças.

5. Ele está disposto a me levar para assistir a um filme tipo romance água com açúcar, e ainda age como se gostasse. Eu o recompenso assistindo com ele um filme de aventura da próxima vez.

6. Ele faz minha comida favorita quando estou me sentindo para baixo. Ele sabe o que eu realmente gosto - e isso é um remédio para mim, mesmo que ele não compartilhe meu gosto alimentar.

7. Ele ora por mim e comigo. Sou importante o suficiente para que ele fale com Deus sobre mim e minhas necessidades.

8. Ele trabalha duro para proporcionar uma vida para nós. Eu sempre me senti segura com sua determinação de fazer isso. Não significa que não tivemos nossos momentos difíceis, nós ainda temos. Mas ele continua a se ocupar em manter um teto sobre nossas cabeças, pelo qual eu sou muito grata.

9. Ele queria que eu fosse mãe de tempo integral para as crianças. Ele sabia como isso era importante para os nossos filhos e quanto eles significam para mim. Sou muito feliz que ele tenha fornecido essa oportunidade para mim.

10. Ele me encoraja a desenvolver meus talentos. Quando eu quis ter aulas de pintura a óleo, ele fez isso acontecer. Quando eu queria ser compositora, ele aplaudiu os meus esforços, ainda me elogiava para os outros.

11. Ele me diz que eu sou linda, mesmo durante os momentos em que eu não me sinto nem um pouco atraente. Você sabe, antes da maquiagem ou mesmo de pentear os cabelos. Isso me surpreende e me faz intimamente feliz. Ele me dá vontade de fazer tudo o que puder para parecer bela para ele e para mim mesma.

12. Ele gosta de me comprar roupas novas. Aprecio o fato de ele estar disposto a sentar-se fora dos provadores esperando que eu avalie e escolha a minha possível compra e ainda esteja disposto a ir até os mostruários e encontrar um melhor tamanho ou cor. Eu sei que é raro um homem fazer isso, então eu realmente aprecio sua atitude.

13. Ele me quer ao seu lado. Às vezes ele diz: "Quer ir à loja de ferragens comigo?" E eu vou, a maioria das vezes, porque gosto de estar com ele, mesmo que eu não me sinta nem um pouco atraída por loja de ferragens. Mas, fico feliz que ele gosta de estar comigo.

14. Ele me leva para a igreja. Se, por alguma razão, eu não posso ir, ele vai de qualquer maneira, porque ele acha que é importante. Eu amo a sua dedicação a Deus. Isso me conforta.

15. Ele me ajuda a arrumar a cama. Se eu me levantar antes dele, o que muitas vezes eu faço, ele arruma a cama sozinho. Isso mesmo, ele gosta de um quarto arrumado e limpo tanto quanto eu.

16. Ele se preocupa com os outros. Então, muitas vezes eu o vejo ajudando um vizinho, ou oferecendo-se para visitar alguém que está doente. Sua compaixão toca e preenche meu coração.

17. Ele ama nossos filhos e se preocupa com suas tristezas e mágoas. Ele não é tão emocional como eu, mas o seu amor é profundo e real. Seu coração está com eles. Ele os ajuda sempre.

18. Ele adora os nossos netos. Alegra-me porque fica ainda mais divertido mimá-los. E ele é bom em atiçá-los e ser brincalhão com eles. Eles adoram, e eu também.

19. Ele não questiona meus gastos. Ele sempre confiou em mim com relação às nossas finanças. Como resultado, eu faço o possível para ser sábia com o que temos.

20. Ele sempre foi fiel a mim. Por toda a nossa vida de casados eu sabia que ele nunca iria me trair, mesmo quando ele ficava fora a serviço como um piloto da Força Aérea. Como é que eu sei? Pela maneira como ele demonstra que considera sagrados nossos votos de casamento. Ele nunca vacilou na confiança, nem eu.

21. Ele cuida de si mesmo, se veste bem e cheira bem. Ele não é de usar perfumes porque sou alérgica. Ele só cheira bem naturalmente, porque ele é limpo. Claro, ele não tem medo de ficar suado e sujo com um pouco de trabalho no quintal. Eu meio que gosto desse cheiro também.

22. O que me faz lembrar que eu adoro o fato dele estar sempre disposto a fazer o trabalho no quintal, mesmo isso não estando no topo da sua lista de atividades favoritas. Ele faz isso para mim, porque eu gosto de um quintal bonito. Ele está disposto a trabalhar comigo para isso.

23. Ele come a minha comida sem reclamar. Eu nunca fui uma grande cozinheira. Alguns dias, só cozinho o essencial para não morrermos de fome. Ele foi sempre paciente e bondoso enquanto eu aprendia truques culinários. Ao menos alguns deles.

24. Ele cuida de mim quando estou doente. Depois de uma cirurgia difícil quando eu não conseguia segurar as lágrimas de dor, ele me abraçou e vi lágrimas em seus olhos. Ansiava por me fazer sentir melhor. Seu carinho ajudou muito.

25. Ele encontra suas tirinhas favoritas no jornal diário e as compartilha comigo. Ele ri, e isso me faz rir também.

Ele não é perfeito

A essa altura, você deve estar pensando que meu marido é perfeito. Bem, ele não é perfeito, mas é quase. Eu poderia dizer sobre o seu lado imperfeito, mas por que andar por este caminho? Minha mente está muito cheia de coisas boas sobre ele. Acho que isso é o que o casamento deve ser. Basta perceber e manter as coisas boas, e você verá todas as razões para ter certeza que seu marido a ama.

- por Gary e Joy Lundberg

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Série Homeschooling - parte 1 (O que não é?)


 - parte 2 (O que é?)       
     - parte 3 (Como praticar?) 
                       - parte 4 (A situação jurídica no Brasil)

Iniciando esta pequena série, precisamos esclarecer o que não é homeschooling.

Em primeiro lugar, homeschooling, do inglês "escola em casa" ou "ensino domiciliar", não significa que se está afirmando superioridade de ensino, em oposição à escola "tradicional" ou "escola formal". Não é porque uma criança estuda em casa, que necessariamente será mais inteligente e aproveitará melhor o conhecimento (maiores informações na parte 3 desta série). Se seu filho aprende em casa, possivelmente será melhor dirigido em seu intelecto, mas não faça disso uma regra.

Em segundo lugar,  não significa que a escola tradicional seja algo maligno. A escola é boa, útil e creio que sempre precisará existir, pois nem todos os pais dispõe de tempo e esforços suficientes para guiar seus filhos. É verdade que a tradicional possui seus erros grotescos e influências do Estado, mas não é porque a criança é ensinada no lar que a família deve falar somente mal da escola comum. Aprenda mais a valorizar o ensino doméstico do que a criticar a escola tradicional.

Em terceiro lugar, não significa que todas as coisas sairão como você imagina e que seus filhos serão reconhecidos internacionalmente. Ainda que existam exemplos de crianças notáveis, se acautele para não criar expectativas além do razoável. Ensinar em casa é o meio para um fim, a saber, uma educação mais próxima e direcionada, e não uma ponte para o sucesso. Se você deseja ensinar seus filhos, saiba que eles não precisam impressionar o mundo, muito menos você; tão somente precisam aprender os valores corretos e serem privados do mal (até onde é possível).

Em quarto lugar, não significa que tudo será mil maravilhas. Não raro, o restante da família é contra sua opção e acaba sendo a principal pedra de tropeço para uma harmonia. Muitos não irão lhe compreender e poderão chegar a lhe intimidar, dizendo que falarão com o Conselho Tutelar, por exemplo. Lembre-se de que ensino domiciliar não significa aceitação total. Esteja preparado para ter de explicar mil vezes a mesma coisa e ter calma para lidar com as situações que podem surgir.

Em quinto lugar, não significa que os pais precisam ser peritos em todas as matérias. Na verdade, ensinar em casa não é sinônimo de mera transferência de conhecimento. Você não ensina tudo para o seu filho, pois o papel dos pais é serem como que intermediadores do conhecimento ou, noutras palavras, devem facilitar o aprendizado comprando livros, indicando sites e planejando as disciplinas. Nada, porém, relacionado aos pais precisarem ser uma enciclopédia viva. Você poderá chamar amigos para ensinar no que você tem dificuldade, contratar professores, os colocar em algum curso e coisas do gênero.

Em sexto lugar, não significa que você nunca colocará seus filhos na escola tradicional ou que ela será extinta. Como tudo nesta vida, nem sempre as perspectivas se concretizam e talvez você venha a desistir deste método de ensino. Ou talvez você prefira os ensinar somente nos primeiros anos da infância, fazendo com que tenham bases mais sólidas. Não inicie, porém, pensando que seu filho estará, necessariamente, sempre dentro de casa. Aliás, não pense que ensinar em casa é sinônimo de ficar trancado (mais sobre isso na parte 2) Ademais, o propósito da ensino domiciliar nunca foi o de banir a escola tradicional, e sim abrir o leque de oportunidades para os pais ensinarem da maneira que mais lhes convém.

Em sétimo lugar, não significa que será fácil. Enganam-se os pais que imaginam ser mais tranquilo ensinar em casa do que levar à escola tradicional. Em casa você precisa de mais disciplina própria, delimitar horários (quando a criança não consegue por si) e estipular algumas metas. É mais difícil e custoso do que a escola, pois você passa a ser o Diretor dela.

Em oitavo lugar, não significa que você, só porque ensina em casa, pode ensinar qualquer coisa a seus filhos. Jamais imagine que deixar as crianças vendo televisão (e geralmente bobagem) significa ensino domiciliar. Ensinar em casa requer, sim, excluir coisas maléficas a seus filhos. Se na escola tradicional você não consegue gerir a grade curricular, em casa você tem a obrigação de fazer.

Em nono lugar, não significa que você não precisará gastar com coisa alguma. Se seu filho fosse à escola tradicional, teria de comprar materiais, uniforme, gastar com o deslocamento, lanches e afins - em casa é a mesma coisa. Você precisará comprar alguns livros, quem sabe investir em uma internet um pouco mais rápida ou algum computador/tablet (o que achar melhor), materiais para seu filho escrever, brinquedos... Enfim, você terá uma mini escola em casa.

Em décimo lugar, não significa que tudo será monótono. Se num dado período seu filho perde o interesse por certa matéria, você precisa ser criativo! Se não há dinheiro suficiente para comprar os melhores mapas e tabelas, faça você mesmo! Em verdade, ensinar em casa é um desafio constante, pois você precisa, tal qual um professor, despertar o interesse na criança, o que muitas vezes não é nada fácil!

Em décimo primeiro lugar, não significa que seus filhos deixarão de socializar. Isto é um verdadeiro mito. "A família é o primeiro grupo social em que a criança aprende a exercer sua sociabilidade. Assim como a igreja, os vizinhos, os parentes, enfim, os diferentes grupos etários do qual a sociedade é feita, compõem um vasto campo de possibilidades de socialização. Também há a participação da criança em cursos extras, esportes e parques, bem como em toda a agenda curricular escolhida pela família"¹.

Até aqui, então, onze coisas sobre o que não é o homeschooling. Na próxima parte veremos sobre o que é o ensino em casa, de maneira a trazer uma visão mais clara sobre o tema.

*agradeço a todos que leram previamente este texto e contribuíram com ele.
¹ Contribuição da Coordenadora Pedagogica, Glaucia Mizuki - entre em contato com ela.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

A Lei de Deus e a Cesta de Lixo


Quem nunca se deparou com uma daquelas cestas de lixo, como a da foto acima, e percebeu que o objeto em sua mão - latinha, sacola, etc - muito bem poderia ser jogado ali dentro, contudo não ficaria retido (cairia por entre os furos) e pensou: "bom, joguei dentro da cesta de lixo. Estou com a consciência tranquila"? Eu já.

E, infelizmente, isso se dá muitas vezes ao nos depararmos com a Lei de Deus e buscarmos cumpri-la, porque sabemos que tem de ser cumprida, porque Deus nos ordena ou porque aprendemos assim. Mas a questão é: estamos realmente interessados no motivo de obedecermos a Lei de Deus?

Deuteronômio 6:6-7 diz o seguinte sobre a lei de Deus: "Amarás, pois, o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todas as tuas forças. E estas palavras, que hoje te ordeno, estarão no teu coração" (grifo meu).

Segue-se então que primeiro a Lei de Deus vem pelo Seu Espírito, através do entendimento (Rm 10:14;17), depois desce ao coração e por fim produz os frutos da obediência ao Senhor (Gl 5:22). Isto quer dizer que a partir do momento em que o cristão é regenerado ele cumpre toda a Lei de Deus perfeitamente e de todo o coração? Não; não aqui nesta vida.

Então, qual o fim da Lei, visto que ela nos dá o entendimento do pecado (Rm 3:20), mas não é o suficiente para nos justificar (Gl 2:16)?

Paulo nos responde em Gálatas 3:24 "De maneira que a lei nos serviu de aio, para nos conduzir a Cristo, para que pela fé fôssemos justificados". Mas, então, alguém responderá: "agora que sou justificado, não preciso mais cumprir a lei e posso viver da maneira como eu bem entender". Bom, não é isto que a Escritura nos diz, pelo contrário:

"Veio, porém, a lei para que a ofensa abundasse; mas, onde o pecado abundou, superabundou a graça; Para que, assim como o pecado reinou na morte, também a graça reinasse pela justiça para a vida eterna, por Jesus Cristo nosso Senhor.  Que diremos pois? Permaneceremos no pecado, para que a graça abunde? De modo nenhum. Nós, que estamos mortos para o pecado, como viveremos ainda nele?" (Romanos 5:20-21 e 6:1-2. Grifo meu).

Isto demonstra que aqueles que não buscam viver de acordo com as ordenanças de Deus, devem questionar-se sobre seu cristianismo. E aqueles que buscam viver de acordo com a Escritura, com amor, não são legalistas, e sim amantes da palavra de Deus (Salmo 119:2), e portanto, temem pecar contra o Senhor que os resgatou de tamanha imundícia.

Deste modo, toda vez que formos tentados a simplesmente "arremessar o lixo na lixeira", sem nos importarmos com o fim deste gesto, e formos tentados ao formalismo, lembremo-nos do verdadeiro propósito da Lei: A glória de Deus (1 Samuel 15:22).

Que Deus nos auxilie nisto e nos faça viver de maneira que entendamos Sua Palavra e a busquemos seguir de todo o coração, e não apenas com atos ou palavras.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Aceite sua fraqueza


Você já se sentiu falho? Inadequado? Ineficaz? Você já examinou seu coração e vislumbrou pecado, trevas e derrota? Eu já. E é desencorajador e desmoralizante. Faz-me imaginar o que Deus vê em mim. Não há dúvida de que eu sou um vaso falho. Mas isso significa que eu seja um vaso inútil?

Às vezes nós tentamos driblar nossa fraqueza ao negá-las. Outras vezes nós dizemos a nós mesmos que se apenas tentarmos um pouco mais.. nos animarmos, tentarmos por nossos próprios esforços, então seremos bem sucedidos; então nós experimentaremos vitória e derrotaremos as trevas. Mas essas não são as respostas que eu vejo na Escritura.

Em 2 Corintios 4:6-7, Paulo afirma que a "luz do conhecimento da Glória de Deus na face de Jesus Cristo" brilha em nossos corações, que inerentemente contém trevas. No entanto, temos esse tesouro em "vasos de barro, para mostrar que a excelência do poder pertence a Deus e não a nós.". O lugar para começarmos, então, é pelo conhecimento de que somos falhos e danificados - vasos de barro que são rachados, surrados e facilmente quebrados. Fraqueza não é para ser negada. Nem devemos nós vencê-la por nós mesmos. Ao invés, fraqueza é para ser aceita. Paulo realmente tem prazer e se gloria sobre suas enfermidades (2 Coríntios 12:9-10). Devemos reconhecer a escuridão que habita em nossos corações e a nossa falha e inabilidade para superá-las por nós mesmos.

Mas, uma vez aceito e reconhecido, essa escuridão e essa fraqueza se tornam canais para a brilhante luz e para o poder esmagador de Deus. Esta luz da glória de Deus que brilha na face de Cristo pode superar as trevas que se escondem em nossos corações. Sua luz sobrepuja e então resplandece nas nossa escuridão. E a razão pela qual Paulo tem prazer nas suas fraquezas é porque na sua fraqueza o poder e a força de Deus são feitas perfeitas (2 Coríntios 12:9-10). É por causa de sermos falhos e débeis que qualquer sucesso ou vitória brilham mais claramente ao demonstrar a eficácia de Deus e o resultado da impressionante força de de Deus. Elas emanam da excelência do poder de Deus, e não de qualquer força intrínseca que possuamos.

Se nós esperarmos até sermos perfeitos, até repararmos todas as nossas rachaduras, para então nos oferecermos a Deus, então nunca o faremos. Mas se nos oferecemos a Deus, com todas as nossas falhas e fraquezas, nossos machucados e escuridão, sua luz irá permear nossas rachaduras e então brilhará através delas. Ele vencerá nossa fragilidade com Sua força. Nós continuaremos sendo vasos de barro, mas jarros de barro são particularmente vasos apropriados para realçar o glorioso poder de Deus, porque, em si próprios, eles não tem poder algum.

O refrão de um poema chamado "Hino", de Leonard Cohen, expressa estas verdades de uma maneira particularmente sugestiva e eloquente:

"Toquem os sinos que ainda podem ser tocados
Esqueça seu sacrifício perfeito
Há uma rachadura em tudo
E é assim que a luz adentra."

- por Joy Mosbarger

domingo, 4 de janeiro de 2015

A importância da liberdade entre os cônjuges


Noutro pequeno artigo, já tivemos a oportunidade de falar sobre a importância da sinceridade e transparência entre os cônjuges (clique aqui para ler), mas precisamos ir além e expormos a necessidade de os cônjuges terem a liberdade para tratarem dos mais variados assuntos e isso com naturalidade.

Para não ser superficial, trarei alguns pequenos exemplos de meu casamento, buscando ajudar o leitor a compreender que a realidade pode, com a graça de Deus, ser bem diferente do que muitas vezes é.

Pela bondade e misericórdia de Deus, casei com uma esposa muito linda :) e isto significa que eu gosto de quem e como ela é. Sim, eu escolhi casar com quem preenchesse certas "preferências" e nisto não há mal algum (não é o essencial, todavia, tem importância - vide os inúmeros exemplos bíblicos). Minha esposa, portanto, segundo meus desejos, é magra, branca e loira. Sendo assim, sempre procurei dizer a ela (com muito amor e delicadeza) que não gostaria de que ela fosse gorda (não usarei eufemismos, ok?), mas se algo acontecesse, continuaria a amando - mas mesmo assim, não gostaria que se tornasse gorda.

Agora, pela magnífica graça de Deus, minha esposa está grávida e como em toda a gravidez, ela tende a engordar um pouco, de modo que eu possuo a liberdade de dizer a ela quando está comendo "demais" e quando acho, apenas acho, que não deve comer determinada coisa/quantidade. Pelo amor de Deus por nós, até aqui tem dado tudo certo.

De minha esposa para comigo funciona da mesma forma. Tendo em vista que estou correndo e me exercitando mais do que fazia, ela diz que "não quer um marido magrelo". Evidente que assim como eu, fala em tom gentil - mas em verdade. Embora hoje esteja mais magro, já estive mais "pesado" e ela também conversava sobre isso.

Noutro tom, como toda mulher, minha esposa corta o cabelo, faz as unhas e outras coisas inerentes ao ser feminino. Acontece, porém, que existem certos tipos/comprimento de cabelo que eu realmente não aprecio e ela sabe disso. Isto se traduz, então, que antes de ir ao cabeleireiro, ela me pergunta sobre se eu iria gostar se ela cortasse o cabelo da forma "x" ou "y" e se eu apreciaria a cor do esmalte usado, por exemplo - tudo visando o bem comum.

Dela para comigo, houve um tempo em que eu deixei a barba crescer por uns 10 meses e o resultado não agradou minha esposa (na maioria das vezes). Ela me dizia, então, que não gostava de minha barba comprida e que se fosse possível eu deveria cortar. Por fim, cortei.

Falei destas breves coisas para demonstrar que o casal precisa (sim, precisa - não é uma opção) ter a liberdade de conversar sobre os mais variados assuntos. Por que esconder desejos e preferências para o cônjuge? Por que eu não poderia dizer à minha esposa que a prefiro loira, em vez de ruiva, e magra, em vez de gorda? Por que ela não pode ter a liberdade de dizer que me deseja "não tão magrelo"? Por que muitos casais não tem essas e outras liberdades? Por que tanto "mimimi"?!

As Escrituras são claras em dizer que a união matrimonial deve ser uma demonstração do firme e indissolúvel laço entre Cristo e sua Igreja: "Vós, maridos, amai vossas mulheres, como também Cristo amou a igreja, e a si mesmo se entregou por ela" (Ef 5.25). Assim, não é sem motivo que o apóstolo tenha escrito: "A mulher não tem poder sobre o seu próprio corpo, mas tem-no o marido; e também da mesma maneira o marido não tem poder sobre o seu próprio corpo, mas tem-no a mulher" (1Co 7.4).

Não há sombra de dúvidas, portanto, de que se no casamento entre cristãos não está havendo liberdade para falar sobre os mais variados assuntos (preferências corporais, estéticas, culinárias, sexuais...), algo está muito errado, pois os cônjuges já não são mais dois, e sim um - "e serão dois numa carne" (Ef 5.31). Se são um, devem conversar, dialogar e não esconder coisa alguma do outro, de maneira que possam, com a graça de Deus, demonstrar a poderosa, perfeita e saudável união de Cristo com Sua Igreja.

Que o Senhor nos abençoe e conceda casamentos graciosos a todos os Seus filhos! "Quão formosa, e quão aprazível és, ó amor em delícias!" (Ct 7.6).

*minha esposa leu este texto e teve a liberdade de fazer críticas e sugestões;
**não pense, querido leitor, nem por um minuto, que somos um casal perfeito - longe de nós qualquer pretensão de passar esta imagem!

sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

10 Maneiras de se tirar férias para a glória de Deus


"Portanto, quer comais quer bebais, ou façais outra qualquer coisa, fazei tudo para glória de Deus" (1Co 10.31).

1. Não seja um "super espiritual", condenando tudo e todos, pois você também possui pecados (Mt 7.5);
2. Entenda que o descanso é necessário, pois Deus o instituiu para o bem de Seu povo (Êx 20.8-11);
3. Aproveite o tempo livre, mas se lembre de que o pecado nunca descansa (1Pe 5.8);
4. Você tirou férias dos afazeres do mundo, todavia, não do Senhor - por isso, continue a orar e ler a Bíblia (1Ts 5.17; 2Tm 3.16-17);
5. Não seja como os ímpios e coloque nas férias a sua esperança - se elas forem "frustrantes", recorde que o Senhor é acima de todas as coisas e estas cooperam para o seu bem (Rm 8.28);
6. Se for sair de casa, aproveite a criação com sabedoria e prudência, louvando ao Senhor por todas as Suas obras (Sl 40.5);
7. Se não puder aproveitar as férias na intensidade que gostaria, procure se manter sóbrio e não cobiçar coisa alguma do próximo (Êx 20.17);
8. Se você tem grandes recursos para aproveitar as férias, se lembre que existem irmãos que não possuem, de modo que é prudente ser cauteloso nas postagens em redes sociais, a fim de não levar outrem a pecar (Mc 9.42);
9. Férias não são sinônimo de "fazer o que quiser e com quem quiser" - se você possui família, a atenção primordial deve ser a ela (1Tm 5.8);
10. Mantenha em mente que mais importante do que esta época do ano, é o andar com o Senhor durante toda a vida, de maneira que as férias devem lhe dar novo ânimo na caminhada cristã, e não o contrário (Sl 128.1).

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

15 razões para rejeitar o pecado e aceitar o sofrimento


O pastor David Murray escreveu um artigo lembrando de um sermão feito pelo puritano Thomas Manton a respeito da escolha de Moisés em não aceitar os prazeres do Egito para falar sobre as 15 razões que se deve escolher o sofrimento no lugar do pecado.
O artigo do professor de Velho Testamento e Prática Testamental do Seminário Teológico Puritano Reformado de Michigan, nos Estados Unidos, usa um discurso que pode ser aplicado em todas as áreas da vida de um cristão.
A começar ele oferece duas opções, a primeira seria aceitar o pecado, mesmo que seja o menor deles, algo que lhe traga riqueza ou outros prazeres materiais. E a segunda é aceitar o sofrimento por rejeitar o pecado.
Qual dos dois você escolheria? Antes do leitor responder, Murray comenta o sermão de Manto baseado em Hebreus 11:25, usando Moisés como exemplo de que vale a pena rejeitar o pecado“porque a maior aflição é melhor do que o menor pecado”, diz.
Veja as 15 razões:
1. No sofrimento a ofensa é feita a nós, mas ao pecar a ofensa é contra Deus, e que somos nós comparados a Deus?
2. O pecado nos separa de Deus, mas o sofrimento e aflição não, e, portanto a maior aflição deve para ser escolhida diante do menor pecado.
3. O pecado é o mal em si, quer o sintamos ou não, mas a aflição só é má para nossos sentidos e sentimentos.
4. A aflição traz inconvenientes somente sobre o corpo e as preocupações do corpo, mas o pecadotraz inconvenientes sobre a alma.
5. Um estado de aflição é compatível com ser amado por Deus, mas um estado pecaminoso é um sinal do desagrado de Deus.
6. Aflição pode ser bom, mas o pecado nunca é bom.
7. Não há nada que humilhe um homem mais do que o pecado.
8. Aflições vem de Deus, mas o pecado do diabo.
9. A aflição é enviada para impedir o pecado, mas o pecado não deve ser cometido para evitar a aflição.
10. O mal do sofrimento é momentâneo, mas o mal do pecado é para sempre.
11. Nos sofrimentos e perseguições perdemos o favor dos homens, mas pelos pecados perdemos o favor de Deus.
12. Sofrer não é nossa escolha, mas pecar é escolha nossa. Aflições são infligidas, os pecados são cometidos.
13. Um homem aflito pode morrer alegremente, mas um homem em pecado não.
14. O pecado é contrário à nova natureza, mas a aflição é contrária apenas à velha.
15. Quando você deliberadamente escolher o pecado, em pouco tempo terá a maior das aflições.


Ainda quer ficar com a sua escolha?

- por David Murray

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Liberdade? Não, o povo não gosta de liberdade.


É costumeiro ouvirmos que "o povo quer liberdade", que "quer ser livre para pensar, expressar e viver sua própria opinião". Todavia, este sentimento é gerado por uma ilusão, pois, não raro, as pessoas que esboçam tais ideias, ainda não entenderam no que implica a liberdade, a saber: em responsabilidade.

Responsabilidade é uma palavra totalmente atrelada à liberdade, mas que muitos insistem em não entender. Não é exatamente que não entendem, e sim que não desejam aceitar, afinal, a ideia de "liberdade" parece querer expressar um ideal aonde não será cobrado coisa alguma do indivíduo, afinal, ele é livre.

Para tentar ilustrar, pense no primeiro exemplo: que coisa maravilhosa seria andar de motocicleta sem capacete - já pensou? O vento no rosto e a sensação de frescor aumentada exponencialmente. Quem não gostaria? Ouso dizer que a maioria teria tal desejo (ao menos para pequenas distâncias). Suponhamos, então, que isto seja possível em nossa legislação, entretanto, com o seguinte requisito: quem se acidentar e não estiver usando capacete, não será atendido pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Refletindo sobre a ideia acima, muitos dos defensores da liberdade de andar sem capacete, certamente reveriam seus posicionamentos, pois do que adianta a liberdade para dirigir como quiser, sendo que o Estado não lhe dará o amparo "necessário"? Ou seja, a pergunta que se faria é: o risco da liberdade, valeria a responsabilidade atribuída?

Tentando clarear, permitam-me um segundo exemplo: que seja possível, em nosso Brasil, beber e dirigir alcoolizado. Sim, suponha que alguém possa ir para uma festa, "beber todas" e depois pegar seu carro, passar por policiais/agentes de trânsito e tudo isso sem qualquer receio de ser pego em alguma fiscalização, porque tal coisa não existiria. Todavia, caso acontecesse algum acidente - em especial com morte - o motorista seria severamente punido e no caso de morte, nunca mais poderia dirigir e/ou alguma outra sanção severa (o ideal seria a pena de morte, mas... estamos no Brasil).

Tal qual no primeiro exemplo, os mesmos indivíduos que outrora rogavam por maior liberdade, teriam grandioso receio em beber e dirigir - não porque "não se garantem", e sim pelo medo da responsabilidade que a liberdade lhes colocou. A pergunta que fariam é: alguma bebida e "felicidade", valeriam o peso da responsabilidade e uma sanção para toda uma vida?

Desta forma e com muitos outros exemplos que poderiam ser citados, se verifica que o povo fica "confortável" com as leis impostas pelo governo. Ficam confortáveis porque seja lá que barbaridade cometerem no trânsito, o SUS lhes assistirá e proporcionará todos os mantimentos necessários; ficam confortáveis porque poderão beber, dirigir e a sanção não será "lá aquelas coisas".

O resultado, então, é simples: o povo clama por liberdade, mas não sabe no que ela implica. E enquanto vivermos em uma sociedade com este tipo de mentalidade, sempre haverão mais legisladores prontos para dar "segurança" ao indivíduo, tudo em troca de lhes retirar a responsabilidade. Noutras palavras, o Estado continuará a dizer: "não seja livre; seja meu escravo e eu lhe tiro a responsabilidade".

Tristes dias.

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