"Eu me confesso ser do número daqueles que, aprendendo, escrevem; e escrevendo aprendem" - Agostinho

terça-feira, 12 de agosto de 2014

Algumas breves dicas para corrida



Já aviso, de antemão, que não sou qualquer expert em corridas. Como alguns têm acompanhado, comecei a correr no início deste ano e, portanto, o que abaixo descreverei, foram dicas colhidas de diversas fontes (quase todas do site corridanoar.com.br) e que me foram úteis - pode ser que não o sejam para você, mas não custa tentar.

A forma de aterrizar com o pé e postura

Muitas pessoas usam o calcanhar para aterrizar, mesmo que não tenham consciência disso. Ora, o calcanhar não serve a esta finalidade, tendo em vista que, por exemplo, quando pulamos corda, aterrizamos com o médio-pé (nem o calcanhar, nem a ponta propriamente dita); quando descemos escadas, não colocamos o calcanhar primeiro, e sim o médio pé; quando se corre "bem rápido", é impossível colocar o calcanhar primeiro; crianças começam a caminhar usando o médio-pé...

Outra coisa a notar é a postura. Ela irá variar conforme o objetivo. Para corredores mais rápido, todo o corpo (não somente o tronco, ok?) estará ligeiramente inclinado à frente, enquanto corredores de maiores distâncias, por exemplo, correrão mais "retos", tendo em vista que a velocidade não é tanto. Nunca porém, inclinado para trás

Para saber mais sobre a forma de aterrizar e postura, veja este vídeo.

Passos largos ou curtos?

Deve-se dar passos bem largos ou curtos? A resposta é certa: curtos. Passadas muito longas fazem com que o centro de equilíbrio do corpo se perca e articulações tenham de "equilibrar" o corpo a cada novo passo, gerando tensões desnecessárias e grande risco de lesões.

Este excelente pequeno artigo poderá lhe ajudar nesta questão.

O cuidado nas descidas

Lesões ocorrem porque algo foi feito errado (muito esforço, muita distância, pouco preparo...) e isso é bastante comum durante as descidas. Lembre-se de algo importante: existem duas formas de descer uma rua/ladeira: andando ou correndo; não existe meio termo. A figura abaixo ajuda a ilustrar (o boneco de camisa azul faz o movimento correto):


Ao descer, lembre-se de jogar o corpo para frente e deixar "ele ir" (como na figura - em azul). Se a descida for muito inclinada, o melhor é andar, pois se tentar segurar o corpo (figura - em vermelho), o impacto nas articulações será muito maior e a chance de lesões será alta.

Não alongue antes das corridas

Alongar faz com que os músculos fiquem relaxados, não é mesmo? Basta lembrar da famosa "espreguiçada" na cama e a baita "moleza" que dá após isso - o mesmo vale para a corrida. Não se alongue antes das corridas, e sim aqueça. Isso mesmo, faça aquecimentos dando alguns pulos, mexendo os braços, iniciando com uma caminhada leve, mas nada de "se matar" de alongar, pois isso trará relaxamento aos músculos, fazendo com que os mesmos fiquem mais "fracos" - faça isso após as corridas, porém, de leve, tendo em vista que os músculos estarão "fracos" e toda força além do necessário sobre eles colocada será prejudicial.

Sobre o alongamento, você pode ler mais aqui.

Hidratação

O corpo precisa manter a sua temperatura corporal, por isso a hidratação é importante - não é somente para "matar a sede". Todavia, muitos exageram na hidratação e acabam "viciando" o corpo em tomar água frequentemente. Um exemplo é quando o corredor não consegue correr 5km sem tomar água! Uma coisa é se 5km para ele foram o ápice da distância, mas, mesmo assim, não justifica essa necessidade imensa de água, tendo em vista que o desgaste não foi tão grande. Sobre isotônicos (Gatorade e afins) a regra é clara: se for exercício de baixa duração (até 1 hora), não há necessidade alguma de os tomar, pois a perda de sais minerais pelo corpo será pequena.

Para saber mais, recomendo este e este artigo.

Procure novos estímulos

Nestes poucos meses de corrida já encontrei alguns amigos que diziam: "eu corro Xkm todos os dias". O problema é que isso não é benéfico, pois o mesmo estímulo estará sendo dado sempre aos mesmos conjuntos de músculos. Por exemplo, uma pessoa corre 5km todos os dias por um determinado trajeto - ora, o corpo sempre usará os mesmos músculos, o terreno será sempre o mesmo, a altimetria será igual, os passos terão a mesma cadência... nada mudará; talvez, tal pessoa se torne o "rei" dos 5km naquele trajeto, mas tenho dúvidas se alguém deseja isso.

Você, precisa, então, estimular seu corpo a novas formas. Se você corre 3 vezes por semana e o máximo de quilometragem que consegue é 10km, por exemplo, faça algo parecido com isso: 

Semana 1:
- 2ª feira: treino de velocidade; 4km em velocidade maior do que para os 10km
- 4ª feira: treino de força; 5km com passagem em morros, rampas, escadarias...
- 6ª feira: treino longo de 10km em ritmo moderado

Semana 2:

- 2ª feira: treino leve de 4km, intercalando com alguns "tiros" de 100 metros em ritmo forte
- 4ª feira: treino de força; 5km com passagem em morros, rampas, escadarias...
- 6ª feira: treino longo de 8km com algum morro ou em ritmo ligeiramente mais rápido

Veja que não há o porquê de correr sempre 10km, tendo em vista que 10km é o máximo que você consegue. Logo, se sempre tentar o máximo, vai viver cansado e/ou lesionado. E não custa lembrar: não é porque você não correu sua distância máxima na semana, que seu corpo não aguentará mais correr. Estimule o corpo e o treine que certamente os resultados virão.

Para entender mais, recomendo este e este artigo.

Entenda qual o seu foco

Desde o início não gostei de ter que correr, por exemplo, 5km em 25min, dando uma média de 5min para correr 1km. E por que isso? Simplesmente porque não aprecio ficar contando os segundos, e sim aproveitar a corrida, a paisagem e tudo em volta. Logo, este padrão de corrida faz com que eu não dê tanta ênfase na velocidade, e sim na resistência, pois prefiro correr mais longe e mais devagar, do que menos e mais rápido.

Assim, conforme for o seu desejo, serão os seus treinos. Se o seu desejo é ser um velocista de 100 metros, de nada adiantará fazer o mesmo treinamento que um maratonista; se deseja ser um ultramaratonista (qualquer corrida com mais de 42km), terá de trabalhar força, resistência, o metal e rodar muito nas estradas, diferente do maratonista de 42km.

Portanto, não treine igual ao seu amigo corredor, pois pode ser que o objetivo dele não seja o mesmo que o seu.

Alimentação e emagrecimento

Não gosto de cuidar desta parte, sou sincero. Como tudo o que desejo e por vezes até mais, infelizmente. A grande questão é não viver obcecado por algo ou crendo em mitos. Por exemplo, não adiantar comer uma salada de alface com rúcula de meio-dia e de noite querer ter "pique" para correr 15km! Seu corpo é uma máquina e precisa do combustível adequado. Inverta, se assim desejar, e coma a salada depois da corrida, mas antes, se alimente a fim de abastecer o organismo.

 Para emagrecer, basta fazer uma conta simples: gastar mais energia do que se consome - não há segredo nem mágica.

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Espero ter ajudado com estes breves dicas.
Boas corridas!

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Por que existem crentes endividados?


Não é novidade nem surpresa para ninguém que vivemos numa sociedade capitalista que supervaloriza as aparências e, mais especificamente no caso do Brasil, incentiva o consumo para estimular o crescimento econômico. 

Infelizmente, também não é novidade que muitos crentes estão tão envolvidos com os valores dessa sociedade materialista que a própria Igreja tem se deixado influenciar pelo ritmo do consumismo das sociedades modernas a ponto de, algumas vezes, ser difícil discernir o crente do incrédulo se aquele não estiver com a Bíblia “debaixo do sovaco” e este com uma latinha de cerveja numa das mãos.

Os evangélicos, que deveriam ser exemplos morais, estão tão presentes quanto os incrédulos nas listas do SERASA e SPC. Dever na praça é comum, natural, banal. Quem se importa se Cristo se importa? O negócio é ter o que todo mundo tem, mostrar que pode, que sai, que usa e abusa. O caráter íntegro deixou de ser elemento essencial para o cristão, virou item de “checklist”. Alguns tem, outros não.

Alguns crentes devem e dizem que não conseguem se livrar das dívidas. Estão sempre afogados, religiosamente pedindo dinheiro emprestado a um irmão da fé, e como não podem sonegar o imposto que devem ao Estado, deixam de pagar sua contas e ficam conhecidos como crentes velhacos, inclusive dentro de suas próprias igrejas. Muitos sequer se constrangem de seu mau testemunho, pois se tivessem alguma vergonha na cara mudariam seus hábitos. Para estes que não conseguem viver um dia sem estar devendo, sugiro que façam uma rápida busca na internet por George Müller, que tinha como base para sua vida o texto de Rm 13:8: “A ninguém devais coisa alguma, a não ser o amor com que vos ameis uns aos outros; porque quem ama aos outros cumpriu a lei”.

É óbvio que não estou falando aqui para viver segundo Müller viveu, nem tampouco para jogar-se para o alto financiamentos ou empréstimos eventualmente necessários para atingir-se um propósito específico. Esta crítica vai para aqueles que fazem dívidas sem possuir capacidade de pagamento, e o fazem sabendo disso. A carapuça serve para os cristãos que abusam da má fé para realizar despesas que não se sabe de onde virá o recurso para honrá-las, e especialmente para aqueles pastores que adoram fazer compromissos com base na fé alheia, sobrecarregando suas congregações com pedidos de ofertas para quitar débitos oriundos de seus desejos carnais.

Se você ganha mil reais, aprenda a viver com seus mil. Não tente ter aquilo que seu irmão que ganha dez mil possui. Viva segundo sua condição financeira, e se não consegue conformar-se vá trabalhar ou estudar para conseguir um emprego melhor, mas não desonre sua igreja nem o evangelho com seu mau testemunho. 

Reconheça que o único culpado por suas dívidas é você mesmo. Ninguém obriga ninguém a gastar. Cabe ao cristão ter nem que seja um pouquinho da firme personalidade que Cristo tinha para ter uma postura correta diante das tentações no caminho, não se deixando influenciar pelas propagandas, anseios pessoais ou amizades, usando-os como justificativa para seu atoleiro financeiro.

Só compre o que você tem plena convicção de que poderá pagar. Não gaste o que não tem, pois quando você deixa de honrar com seus compromissos alguém sai prejudicado e você, em vez de ser benção, torna-se uma maldição na vida dos outros. 

Quando acordar uma negociação, cumpra-a. Tenha palavra, “seja o seu sim, sim, e seu não, não” (Mt 5:37, Tg 5:12). Como diziam os antigos, seja homem! Seja mulher sábia, que sabe governar sua casa e que ajuda o marido a gerenciar o dinheiro da família, em vez de fazer compras fúteis que só servirão para desestabilizar a paz familiar, pois, como diz uma piada, “se você não crê no diabo, fique sem dinheiro e você verá o cão”.

Não há segredo para se ter uma vida financeira equilibrada. Basta gastar menos do que ganha. Se seu emprego não é estável, evite financiamentos e empréstimos. Evite-os sempre que possível, pois os juros comem seu dinheiro como traças consomem roupas. Olhando de perto você não percebe, mas em alguns meses o estrago é enorme. E, por último, não faça dívidas pela fé pois, por motivos óbvios, Deus não é o responsável pelas suas idiotices e, por esse mesmo motivo, não pagará suas contas.

Se você seguir esses conselhos e evitar agir como um mundano na hora de honrar seus compromissos, tenha certeza de que, além de estar honrando a Deus, terá mais paz e provavelmente melhores noites de sono.

- por Renato César
Fonte: Bereianos

terça-feira, 5 de agosto de 2014

Comparando a caminhada cristã com uma corrida de 42km


Dezembro e Janeiro de 2014, férias, praia e eu acima do peso ideal - não muito além, mas o suficiente para que as calças já não entrassem com facilidade e algumas outras peças do vestuário ficassem apertadas. A situação não me agradava, pois o pequeno sobrepeso e "barriga" não eram coisas que eu gostaria de ter comigo. Resolvi, então, voltar a correr (aos 17 anos comecei pelo mesmo motivo, mas não dei sequência).

Uma semana de cada vez - primeiro alguns trotes intercalados com caminhada; depois, adquirindo confiança, algum esforço além do normal; após algumas semanas, o que anteriormente era um sacrifício, se tornou um meio para o fim: mais saúde e melhor condicionamento físico.

Em meados de março, creio, fiquei sabendo de uma corrida que aconteceria em Urubuci/SC, na data de 14 de junho deste ano. O problema é que tal corrida teria a distância de 52km, sendo metade deles, literalmente, subindo morros. Refleti, analisei, e resolvi treinar forte para isso. Resumindo a história, me lesionei devido a tanto esforço, uma vez que meu corpo não estava acostumado a isso. 

"Sonho" frustado, quase 1 mês parado, era tempo de recomeçar; se já estava correndo quase 30km (nos treinos longos), agora era tempo de retornar ao primeiro quilômetro e entender o porquê me lesionei. Lendo, conversando e buscando informações, consegui entender: má postura, má pisada, péssima dinâmica durante a corrida... E lá comecei a "aprender a aprender". Tirei os tênis e corri algumas vezes descalço, a fim de aplicar a forma correta de pisada; passei a treinar o descer de morros numa cadência não tão brusca e usando as pernas da maneira como se deveria fazer.

Corridas aqui e acolá, sem nenhum objetivo em mente (o que me prejudicava nos treinamentos), pois havia desistido dos 52km anteriores, de repente ouço falar no Soloman Bombinhas 2014, uma maratona entre trilhas e praias com paisagens alucinantes (clique no link anterior), as quais muito me apeteceram. Todavia, um problema surgiu: eu não era páreo para correr 42km, ainda mais em trilhas íngremes! "Não importa", pensei, "o importante é estar lá e ver o que acontece".

Chega, finalmente, o grande dia. Eu e minha esposa acordamos às 04:30 e saímos às 05:20 rumo à cidade onde seria a largada. Presenciamos um nascer do sol belíssimo e que muito nos encantou.



Faltando alguns minutos para a largada, me ponho a pensar: "eu deveria estar aqui, tentando correr esta distância toda, sem mesmo ter me preparado adequadamente para ela?" Pouco importou o pensamento, tendo em vista que lá já estava e não era hora de desistir! Minha esposa me beija e que comece a corrida!



Nos primeiros quilômetros a alegria saía pela pele - tudo era novidade. A paisagem belíssima fazia com que qualquer pequeno esforço fosse subjugado a nada e o júbilo era constante. Trilha, costão, praia... tudo era magnífico.



Pouco a pouco chegou o primeiro desafio genuino: um enorme morro (para mim, ao menos) com subida constante durante 1km - não teve jeito, tive que caminhar com outros corredores; um bom momento para conversas. Finalizado o morro, entramos na maior trilha da corrida - creio que algo em torno 7km de muita lama e terreno completamente irregular. Durante o trajeto, alternando entre corridas leves e caminhadas, minha coxa começou a dar fortes sinais de que eu estava no local errado, sem a preparação devida e isso que ainda tinham mais quilômetro pela frente! Mas, não havia o que fazer - precisava continuar, pois retroceder não era uma opção e mesmo que fosse, eram vários quilômetros para voltar!

Finalizo a trilha bendita (magnífica, agora em minha memória - enquanto corria, uma angústia que não acabava mais) e chego à estupenda praia de Zimbros. Pergunto à moça que estava indicando o caminho sobre quantos quilômetros era essa posição; obtive a resposta: estava no quilômetro 21 e ainda faltavam outros 21km! 

Sigo em frente, desta vez por um pequeno trecho de praia e novamente uma trilha, desta vez menor. Ali, água direto da fonte natural - sem palavras para o frescor! Porém, a coxa já clamava por sossego e me dizia para parar constantemente; o mental afirmava que deveria seguir adiante, afinal, minha esposa estava na linha de chegada me esperando e eu precisava ir ao encontro dela! As pedras pequenas se tornavam gigantes e cada valo na trilha era um sacrifício a ser vencido.

Volto à praia e me deparo com uma orla "infinita", parecendo não ter fim - e eu precisava ir, no mínimo, até o fim dela. A dor não me permitiria, porém, novamente, desistir, porque minha esposa estava na linha de chegada me esperando! Prossigo, rumo ao proposto.


Andando por toda a orla, com ínfimas corridas, chego ao seu fim e encontro outra pessoa que indicava o caminho seguinte (muitas pessoas ajudaram durante toda a prova - meu muito obrigado a todos!). Pergunto em quanto quilômetros já estava, pois, realmente, cria que não aguentava mais. O rapaz me diz que, possivelmente, estávamos no quilômetro 24. "COMO ASSIM?!" foi o que pensei! Eu andei por toda essa praia e só foram míseros 3km? Não pode ser! Tem que ser mentira! Mas era verdade.

Mais cansado e agora desanimado, com a coxa muito fadigada, sento num banco e fico esperando seja lá o que vier. Se eu tivesse avistado um moto táxi, certamente eu teria solicitado seus serviços. Aguardo sentado, sabendo que alguns corredores vinham atrás de mim - para a grata surpresa, vejo o grande colega (o conheci, primeiramente, pela internet) Rodrigo Ribeiro Rodrigues e sua esposa Bianca, os quais com muita receptividade vieram ter comigo e perguntaram se eu precisava de algo, ao que respondi: companhia para seguir adiante. E assim fizemos - e era hora de encarar outro morro.

Seguimos, eles um pouco à frente, algumas vezes me esperando e eu com a responsabilidade de aproveitar bem a companhia, pois se fosse deixado sozinho, deitaria e esperaria o sono me dominar, a fim de descansar. Do alto do morro, a paisagem era belíssima e tiramos algumas foto.


Trilha abaixo, finalmente! Chega de subir! É hora de descer! Mas, como? Ela, a indomável coxa, não me obedecia. Dizia, gritava, exclamava e quase me obrigava a parar - mas, quem manda sou eu, não ela, dizia minha mente. 

Final da trilha e ledo engano achando que as coisas melhorariam. Agora era tempo de continuar pelo mesmo morro, mas em direção a outro lugar. Recebo um pão de um corredor amigo (obrigado!) e prossigo. Quebro um pedaço de galho e faço um bastão, na esperança de que me ajude na subida. Frise-se: outro morro "infinito", no qual não consegui acompanhar o nobre casal. Segui, então, nada mais a fazer, sozinho, sol na cabeça, mochila que parecia pesar 10kg nas costas e um passo após o outro, pois minha esposa me esperava!

Chego ao fim do morro, após várias horas de exaustão e encontro outra moça gentil que indicava o caminho. Crendo, piedosamente que estava "quase lá", ouço a notícia bombástica: ainda faltavam 10km. NÃO! NÃO! E NÃO! Não podia ser possível! Eu já estava há correndo/caminhando há quase 5:30 horas e ainda faltavam 10km? Algo estava errado! Sentei-me sem saber o que fazer.

Para minha esperança, eis que desce do morro um casal de corredores (Cesar e Priscila Carignano), também fazendo a prova e novamente são solícitos para comigo, perguntando se precisava de algo (infelizmente não tenho foto com vocês!) e me animando para continuar a caminhada.

Era o momento de correr pela praia de Mariscal, outra orla "mais que infinita". Seguimos trotando e a coxa já não existia - era tudo mental (o restante do corpo estava bem - graças!). A perna obedecia os comandos do cérebro, embora eu não saiba como ela se movesse. Trotamos, andamos, apreciamos a paisagem e seguimos caminhando. O casal foi bondoso para comigo e repartiu algumas guloseimas que tinham trazido, a fim de conceder um "novo gás" (qual, ó céus? tudo já se tinha ido!).

Chegamos ao final da praia e adivinhem? Mais morro! Sim! Era tudo o que eu desejava! Mas antes de o subirmos, novas pessoas indicando o caminhando e fornecendo água - tomei um copo, joguei outro sobre mim e levei um terceiro na mão, talvez como uma espécie de esperança. Subimos, subimos e descemos, até finalmente, sim! era o momento, chegamos na última praia (a mesma em que largamos). Algo de estranho, entretanto, acontece: a chegada ficava para a esquerda e nos orientaram a ir para a direita. Não, não era estranho, é que realmente tínhamos que passar por mais uma trilha! Sim! Outra! Mais subida!

Corremos, então, até o final da praia e outra pessoa gentil nos indicou o caminho - ao menos era a última trilha!


Acabamos de a percorrer, eu com a minha coxa invisível, pois não sabia como me movia, e precisávamos percorrer mais alguns minutos até a linha de chegada. Não podia acreditar no que estava acontecendo - estava chegando ao fim! Após todas as incontáveis lutas mentais para não desistir, eis que o caminho finalmente acabava! Tamanha foi a comemoração que sugeri ao casal que chegássemos, evidente, correndo na linha de chegada! Nada de caminhar!


E assim, após 7:19 horas de muita alegria, esforço, vontade de desistir, companheirismo e disposição, finalizei minha primeira maratona.


Era hora de voltar pra casa!


E como diz o título deste relato, leia tudo isso com vistas à caminhada cristã de todos os crentes. Uma vida de alegrias, companheirismo, dificuldades, saudades e desafios, mas cujo fim vale muito a pena! Que venha a próxima corrida!

segunda-feira, 28 de julho de 2014

Esposa, você vem concedendo a devida benevolência ao seu marido?


O marido pague à mulher a devida benevolência, e da mesma sorte a mulher ao marido. A mulher não tem poder sobre o seu próprio corpo, mas tem-no o marido; e também da mesma maneira o marido não tem poder sobre o seu próprio corpo, mas tem-no a mulher. Não vos priveis um ao outro, senão por consentimento mútuo por algum tempo, para vos aplicardes ao jejum e à oração; e depois ajuntai-vos outra vez, para que Satanás não vos tente pela vossa incontinência. Digo, porém, isto como que por permissão e não por mandamento” (1 Coríntios 7:3-6).

Primeiramente, é importante mencionar que a pergunta feita neste artigo poderia destinar-se aos esposos cristãos, até porque alguns deles podem apresentar problemas neste sentido, porém, como creio que a dificuldade em praticar esta ordenança seja mais comum para nós mulheres, resolvi destinar a pergunta a nós mesmas. 

Muitos homens ao lerem “Seja bendito o teu manancial, e alegra-te com a mulher da tua mocidade. Como cerva amorosa, e gazela graciosa, os seus seios te saciem todo o tempo; e pelo seu amor sejas atraído perpetuamente” (Provérbios 5:18-19), talvez pensem: "Ah, como eu gostaria que fosse assim!" 

De um modo geral, os versículos acima citados, não parecem trazer grandes desafios para os homens, afinal, eles têm uma disposição mais intensa para tais coisas, já para nós mulheres, normalmente mais emotivas do que eles, muitas vezes tais versículos são bastante desafiadores. O cansaço devido a agitação do dia, as dificuldades com os filhos pequenos, a tristeza ou o mau humor, o fato de não sentir-se bonita/atraente podem levar-nos a negar ao marido o que lhe é devido e preferirmos esquecer que, conforme diz a Escritura, o nosso corpo pertence ao cônjuge.

Mas, por qual razão Paulo deixa tal advertência em 1 Coríntios 7:5, “(...) para que Satanás não vos tente pela vossa incontinência”? Porque ele sabia que “Porque a carne cobiça contra o Espírito, e o Espírito contra a carne; e estes opõem-se um ao outro, para que não façais o que quereis” (Gálatas 5:17); por saber que o adultério e a impureza são frutos da carne (Gálatas 5:19), com os quais o cristão ainda luta - “(...) porque o diabo, vosso adversário, anda em derredor, bramando como leão, buscando a quem possa tragar” (1 Pedro 5:8). 

Mulher, se você não concede sexo ao seu esposo, você está deixando-o desprotegido e as lutas travadas no coração dele são mais árduas sem a sua ajuda. Ao observar com mais atenção os versículos acima citados, chegamos a conclusão de que Paulo afirma, em outras palavras, “pratiquem bastante sexo”. A escritora Martha Peace tem um capítulo destinado apenas a este assunto em seu livro Esposa Excelente (Ed. Fiel), e ela afirma: “(...) Contudo, uma vez que os desejos do homem tendem a ser mais fortes, pode ser difícil para os homens pensarem em outra coisa que não seja sexo, quando experimentam anseio físico. Sendo assim, Deus instruiu a esposa a suprir as necessidades físicas de seu marido. A esposa também experimenta anseio físico. Por isso, Deus instruiu o marido a satisfazer as necessidades físicas de sua esposa. De outo modo, o marido e a esposa podem ser tentados a nutrir pensamentos e ações imorais. De fato, o marido deve ser tão satisfeito, que, embora outra mulher o seduza, ele não será tentado. (…)” (p.137). Ela ainda comenta: “Se uma esposa pensa: 'Como posso dar prazer ao meu marido?', ela está demonstrando amor. Ao dar prazer ao marido, a esposa possivelmente começará a experimentar mais prazer do que imaginava. (...)” (p.141).

O problema (o pecado de negar a prática do sexo) pode persistir e gerar dificuldades ainda maiores, pois mais e mais pecados serão cometidos tanto por parte da esposa como do marido, a desunião entre o casal se intensificará, o marido poderá vir a acessar sites indevidos, a esposa já não admirará tanto o marido e perderá a confiança nele e, em alguns, casos pode ocorrer o adultério, normalmente por parte do esposo. 

Lembro de uma história relatada por Dave Harvey em seu livro “Quando pecadores dizem sim”, em que um casal cristão, ambos orgulhosos, travavam uma disputa entre si e tal desunião resultou em um adultério por parte do homem. Graças a Deus, este casal reconciliou-se, perdoando-se mutuamente e renovando seu compromisso para com Cristo. Mas o que chamou grandemente minha atenção nesta história foi o fato da esposa deste homem admitir sua parcela de responsabilidade neste adultério. Quando o esposo cai em tentações na área sexual tendo uma mulher que não lhe cuida devidamente, sem, aqui, querer diminuir a responsabilidade/pecado do homem, a esposa tem uma parcela de culpa nesta situação. 

É verdade, também, que há momentos difíceis na vida do homem e da mulher, em que não há clima algum para a prática do sexo, devido a traumas emocionais intensos (como a morte de alguém querido, por exemplo), uma depressão grave, uma doença física, entre outros. Estes momentos devem ser discernidos pelo marido ou esposa, que tem o dever de serem compreensíveis com seu cônjuge, demonstrando apoio e carinho. Porém, que voltem assim que possível a praticar o que lhes é de direito/dever.

Por fim, talvez você esteja passando por isso no seu casamento e fica, então, a pergunta: por qual razão isto vem acontecendo? Para ajudar neste quesito, busque praticar atividade física, como caminhadas frequentes, por exemplo. Se a dificuldade persistir, talvez seja necessário que o esposo e a esposa procurem a ajuda de um médico de confiança. Sabemos que este é um assunto sério e não podemos nos esquecer que quando o descumprimos estamos não apenas pecando contra o cônjuge, mas contra Deus, primeiramente. Por isso é necessário confessar este pecado e pedir perdão ao Senhor, bem como ajuda para cumprir esta ordenança. Orar diariamente a Deus, ler/meditar nas Escrituras são atitudes fundamentais. Pedir perdão ao esposo, bem como perdoá-lo por suas falhas, pedir a ajuda dele, incentivá-lo a afirmar diariamente que a ama, que a acha bela e atraente e trazer algum presente de vez em quando, igualmente são atitudes muito importantes.

Que Deus nos ajude e fale ao nosso coração acerca desta  doutrina desafiadora para nós mulheres!

- por Angela E. P. Machado (esposa do autor deste blog)

terça-feira, 22 de julho de 2014

O exercício físico é de pouco proveito?


"Porque o exercício corporal para pouco aproveita, mas a piedade para tudo é proveitosa, tendo a promessa da vida presente e da que há de vir" (1Tm 4.8).

O versículo acima tem confundido muitos cristãos sinceros, os quais, em uma primeira leitura, entendem que o apóstolo está contrastando o exercício físico (nadar, pedalar, correr...) com a busca pela piedade, como se ele estivesse dizendo que o crente devesse praticar o mínimo possível, afinal, "o exercício corporal para pouco aproveita". Todavia, a verdade é diferente do que este primeiro entendimento gerado pela conjunção adversativa "mas", que exprime a ideia de Paulo estar opondo o exercício à piedade. 

Tudo se resolve quando lemos os primeiros versículos do capítulo 4 da presente carta:

"Mas o Espírito expressamente diz que nos últimos tempos apostatarão alguns da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores, e a doutrinas de demônios; Pela hipocrisia de homens que falam mentiras, tendo cauterizada a sua própria consciência; Proibindo o casamento, e ordenando a abstinência dos alimentos que Deus criou para os fiéis, e para os que conhecem a verdade, a fim de usarem deles com ações de graças; Porque toda a criatura de Deus é boa, e não há nada que rejeitar, sendo recebido com ações de graças. Porque pela palavra de Deus e pela oração é santificada. Propondo estas coisas aos irmãos, serás bom ministro de Jesus Cristo, criado com as palavras da fé e da boa doutrina que tens seguido. Mas rejeita as fábulas profanas e de velhas, e exercita-te a ti mesmo em piedade" (1Tm 4.1-7).

Observemos que o apóstolo, em verdade, está lidando com aqueles que se apostariam da fé, falariam mentiras e chegariam a proibir "o casamento, e ordenando a abstinência dos alimentos que Deus criou para os fiéis". Daí, então, Paulo continuar dizendo que "toda a criatura de Deus é boa, e não há nada que rejeitar, sendo recebido com ações de graças", de modo que não haveria necessidade de se deixar de comer determinados alimentos, "Porque pela palavra de Deus e pela oração é santificada" - não existindo qualquer comida proibida aos cristãos.

Após isso, o apóstolo prescreve que Timóteo deveria rejeitar "as fábulas profanas e de velhas, e exercita-te a ti mesmo em piedade" e, finalmente, com um motivo: "Porque o exercício corporal para pouco aproveita". Mas de qual exercício o apóstolo está falando? A resposta é clara: do exercício corporal de se abster do casamento e abstinência de alimentos. Este entendimento fica muito claro quando vamos ao texto original (em grego) e lá percebemos que a palavra usada para exercício, já transliterada, é "gumnasiva" e significa "o exercício do corpo na arena ou escola de atletas; qualquer exercício; o exercício de conscientização do corpo com respeito à característica dos ascetas e que consiste na abstinência do matrimônio e certos tipos de comida" [1].

Aqui, o que a Escritura nos ensina, longe de ser uma repreensão ao exercício físico, pois, noutro lugar disse ele, se valendo da analogia do mesmo, "Não sabeis vós que os que correm no estádio, todos, na verdade, correm, mas um só leva o prêmio? Correi de tal maneira que o alcanceis" (1Co 9.24), é que devemos receber todas as coisas com ações de graça, inclusive o casamento e todos os alimentos, nada adiantando sofrermos no corpo (abstenção sexual e de certos de comida), porque isso pouco proveito terá à piedade (entendimento com prática cristã).

Desta forma, pratique exercícios, se case (caso seja chamado para isso) e coma tudo o que o Senhor lhe der, fazendo todas as coisas para a Sua glória (1Co 10.31).

Nota: 
[1] - http://www.biblestudytools.com/lexicons/greek/kjv/gumnasia.html

sexta-feira, 11 de julho de 2014

Se o Domingo é o "dia do Senhor" (Ap 1.10), como entender Romanos 14?


Ora, ao que é fraco na fé, acolhei-o, mas não para condenar-lhe os escrúpulos. Um crê que de tudo se pode comer, e outro, que é fraco, come só legumes. Quem come não despreze a quem não come; e quem não come não julgue a quem come; pois Deus o acolheu. Quem és tu, que julgas o servo alheio? Para seu próprio senhor ele está em pé ou cai; mas estará firme, porque poderoso é o Senhor para o firmar. Um faz diferença entre dia e dia, mas outro julga iguais todos os dias. Cada um esteja inteiramente convicto em sua própria mente. Aquele que faz caso do dia, para o Senhor o faz. E quem come, para o Senhor come, porque dá graças a Deus; e quem não come, para o Senhor não come, e dá graças a Deus”. (Romanos 14:1-6)

Aqui Paulo tratou de problemas de relacionamento na Igreja entre os “fracos” e os “fortes”. Os “fracos” eram os que tinham problemas para entender corretamente determinadas áreas da vida cristã e os “fortes” eram os que tinham maturidade suficiente para entender. Dentro disso, Paulo cita duas polêmicas. É muito importante entender exatamente o que estava sendo discutido, pois o que Paulo diz pode ser facilmente tirado do contexto, o que pode nos levar a conclusões e aplicações erradas.

A primeira questão que estava sendo debatida era que o forte “crê que de tudo se pode comer, e outro, que é fraco, come só legumes”. (Rom 14:2) Essas palavras precisam ser lidas no contexto do debate que havia na Igreja do primeiro século. O lado que dizia que “tudo se pode comer” não estava defendendo que poderíamos cair no pecado da glutonaria (Lc 21:34) de consciência limpa e também não estava defendendo que não há problemas em alimentarmos nossos filhos com fezes em vez de pão. As palavras, “tudo se pode comer”, devem ser entendidas no contexto daquele debate específico que era sobre a liberdade de comer carne que havia sido anteriormente consagrada a falsos deuses antes de ser vendida no mercado, como I Coríntios 8-10 deixa claro.

É por isso que os “fracos” comiam “só legumes” (Rm 14:2). Eles acreditavam que se um animal houvesse sido consagrado a um ídolo antes de ser vendido no mercado, a carne ficava contaminada e, portanto, era pecado comê-la. Como no Império Romano, a maioria dos vendedores eram pagãos, o risco da carne estar “contaminada” era alto. Os “fortes”, por outro lado, entendiam que “do Senhor é a terra e a sua plenitude” (I Co 10:26; Sl 24:1) e por isso defendiam o seguinte princípio: “comei de tudo o que se puser diante de vós” (I Co 10:27). Um caso parecido hoje seriam cristãos que se recusam a tomar Coca-Cola ou usar determinadas marcas por acreditarem que foram consagradas a demônios antes de chegar nas lojas. Sendo assim, quando lemos que havia um lado do debate que dizia que “tudo se pode comer”, não devemos entender que se trate de uma defesa da glutonaria ou de comer fezes como sinal de força espiritual e nem que um vegetariano seja necessariamente fraco espiritualmente. As palavras precisam ser lidas no contexto do debate original.

O mesmo, aliás, deve ser dito sobre as palavras de Paulo aos Colossenses: “Ninguém vos julgue pelo comer, ou pelo beber” (Cl 2:16). Se isso é verdade, então por que ele mandou aos Coríntios: “Não vos associeis com aquele que, dizendo-se irmão, for... beberrão” (I Co 5:11), pois “os bêbados... [não] herdarão o reino de Deus” (I Co 6:10)? Isso não é julgá-los “pelo beber” como ele manda os Colossenses não fazer? Isso mostra a necessidade de ler o que ele diz no contexto do debate original. O que estava sendo debatido não era se alguém podia ser beberrão ou não. O que estava sendo debatido eram leis cerimoniais do Antigo Testamento.

Da mesma forma, quando ele explica que o fraco “faz diferença entre dia e dia” e o forte “julga iguais todos os dias” (Rom 14:5), devemos entender as palavras de Paulo no contexto do debate que havia. O que estava sendo debatido era a necessidade de guardar os dias santos do Antigo Testamento, listados em Levítico 23. Os “fortes” eram os que entendiam que a necessidade de guardar esses dias havia sido ab-rogada. Os “fracos” tinham acabado de sair do Judaísmo e por isso ainda não haviam sido suficientemente instruídos para saber que os dias santos do Antigo Testamento eram dias comuns. Eram estes dias que os fracos diferenciavam dos demais e que os fortes igualavam aos demais.

Isso significa que quando João falou do "dia do Senhor", ele não poderia estar falando dos dias santos do Antigo Testamento. Colossenses 2 e Romanos 14 mostram que havia sido cancelada a obrigação de guardar os dias dias santos do Antigo Testamento, listados em Levítico 23. Isso significa que o dia do Senhor era um novo dia instituído na era do Novo Testamento. Colossenses 2 e Romanos 14 falam somente da ab-rogação dos dias de festa do Antigo Testamento, mas em nenhum momento negam a existência de um dia santo do Novo Testamento. Se negassem, estariam em contradição com João, pois o Apocalipse diz que ainda há um "dia do Senhor". E se este dia não eram nenhum dos dias santos do Antigo Testamento, só resta uma alternativa quando analisamos o Novo Testamento - o primeiro dia de cada semana é o Dia do Senhor.

- por Frank Brito

domingo, 6 de julho de 2014

5 Coisas que todo homem casado deveria fazer quando em companhia de mulheres solteiras


Certa vez, um sábio homem me aconselhou que, quando eu estiver reunido com mulheres solteiras,especialmente atraentes ou interessantes, devo mencionar minha esposa e minha família logo no início da conversa. Percebi que esse conselho foi útil em muitas ocasiões. 

Caros maridos companheiros, aprendi o conselho acima, como também outras dicas abaixo listadas, essenciais para manter o meu casamento saudável e forte. Quero que meu casamento seja forte e saudável e você também! Na verdade, é uma das maiores responsabilidades no seu casamento. 

Então, vamos nos aprofundar neste assunto. Em quais situações você se encaixa? Para muitos, isto poderia facilmente acontecer no trabalho. Você poderia estar iniciando em um novo emprego e encontrar-se cercado de mulheres jovens e agradáveis. Se for esse o caso, você precisa escolher entre atrair a atenção delas ou impor-se de forma amigável, mencionando sua bela esposa e família. 

Outros podem estar trabalhando com as mesmas mulheres há mais tempo. Você pode ter optado por envolver-se em flertes ou sair com os colegas de trabalho após o expediente. Se este for o seu caso e sua esposa estiver em casa esperando por você, então é hora de voltar atrás e reavaliar a sua posição como o marido e líder, tomar as medidas necessárias para tornar a sua relação com sua esposa a mais importante e não se esquecer disso. Liderança, senhores, liderança! 

Mesmo que tenham sido apenas alguns rápidos exemplos, sei que alguns precisam intensificar o seu papel de marido. Estes exemplos não se aplicam a você? Então, pense em suas amizades na academia, no supermercado, na padaria, na internet ou em qualquer outro lugar.  Estes "simples" locais poderiam produzir relacionamentos difíceis que podem prejudicar tanto o seu relacionamento quanto o seu amor pela sua esposa. Tome coragem e faça o que precisa ser feito para o seu casamento! 

Agora que tenho sua atenção, aqui estão cinco coisas que todo homem casado deve fazer ao encontrar-se em companhia de mulheres solteiras:

1. Mantenha sua aliança no dedo. Há muito poucas exceções quando o anel precisa ser tirado, como ao operar máquinas pesadas, nadar em águas infestadas de tubarões e afins. Se você está prestes a entrar alguma situação que o faça olhar para o seu anel e considerar se você precisa dele no ou não, saia! Corra! Afaste-se! Sério, saia dessa situação; seus votos, casamento, filhos e muito mais dependem dessas decisões importantes. (Leia Lucas 16:10.)

2. Tenha fotos da sua esposa no trabalho. Um homem casado, nessa situação, seria sábio ao escolher um par de grandes e divertidas fotos dele e da sua esposa e mantê-las exibidas em seu escritório ou local de trabalho. Escolha uma situação que tenha sido divertida por dois motivos: você se lembrará porque gosta tanto dela, e será um ótimo assunto para conversa quando em companhia de outras pessoas, especialmente mulheres. Atualize a foto quando necessário, para que as pessoas ao seu redor vejam o crescimento no seu relacionamento. Separe esta foto ainda essa semana e apague o fogo. (Leia o Salmo 119:37.)

3.Mantenha contato simples e breve. Não leia isso da forma errada; não estou dizendo para ser rude. Estou falando para ser cuidadoso para onde viajam seus olhos e por quanto tempo eles viajam quando você está perto de uma mulher atraente. Você sabe que, ao se deter no primeiro olhar, você estará assinando na linha pontilhada para maiores problemas. Mantenha o olhar breve, mantenha-o decisivo e siga em frente. Olhe novamente para a foto em sua mesa. Faça isso! (Leia Mateus 5.28)

4. Mantenha a conversa geral e profissional. Se você trabalha com mulheres solteiras, não há dúvida de que a conversa vai acontecer. Cabe a você como falar com elas. Você pode optar por manter os diálogos curtos e generalizados, pode optar por mantê-los profissionais, ou você pode permitir que a conversa tome rumos que não deveria. Seja educado, mas muito intencional em suas conversas. Se necessário, mais uma vez, esteja sempre pronto para falar sobre a sua esposa ou sua família. Puxe o pino do extintor, mire e extinga a chama. Segurança em primeiro lugar. (Leia Romanos 6:13.)

5. Fale sobre a sua esposa e faça isso com frequência. Já mencionei sobre a importância de falar sobre a sua esposa em suas conversas? Acho que sim, mas esse último tópico solidifica essa idéia.  As mulheres solteiras com quem você lida diariamente, não devem ser páreo para a sua esposa e para a sua família. Sua família deve ser a sua primeira prioridade onde quer que você esteja e com qualquer pessoa que se encontre diariamente. Sim, cada dia e todo dia. Seja breve, seja simples e mencione sua linda esposa. Agora dê um tapinha nas suas costas e ânimo. (Leia Efésios 5.25-33)

Nota Importante: Não importa o que você tenha feito em seus relacionamentos atuais com mulheres solteiras, esses passos podem e devem ser iniciados a qualquer momento. Os sentimentos da sua esposa são e sempre serão mais importantes do que os da mulher com quem você precisa dar início a esses passos. Seja firme.

Eu o desafio a dar esses passos de forma confiante, por você, pelo seu casamento e pela sua família. Novamente, é sua a responsabilidade de liderar!

- por Bryan Van Slyke

segunda-feira, 30 de junho de 2014

Conheça o Confraria Reformada!


Saudações a todos!

Muitos já conhecem e acompanham nosso canal no youtube/reformahoje. Acontece, porém, que não filmamos somente  os cultos e os estudos na Confissão de Fé de Westminster, e sim o programa chamado "Confraria Reformada", no qual eu - Filipe Luiz C. Machado -, converso com alguns irmãos em Cristo através do Hangout do Youtube.

O objetivo do bate-papo é interagir com outros crentes, a fim de crescermos em graça, conhecimento e proximidade, a fim de partilharmos daquilo que temos visto e ouvido, conforme slogan que adotamos (Atos 4.20).

Se você quiser interagir conosco e eventualmente participar, pode entrar em contato comigo através da página do Confraria Reformada no Facebook. Caso queira apenas acompanhar, basta clicar no link da transmissão.

O programa é transmitido ao vivo, todas as terças-feiras às 22:15 (salvo mudanças anunciadas) e o link para acompanhar é sempre variável, pois a cada transmissão o Youtube cria um novo link - portanto, se você deseja acompanhar semanalmente ou interagir, "curta" nossa página no Facebook e fique por dentro dos links, horários e demais informações"

Um grande abraço a todos!

terça-feira, 24 de junho de 2014

Mulheres não foram feitas para sofrer!


Começo esta rápida reflexão reafirmando o que segue no título desta postagem: mulheres não foram feitas para sofrer! E não foram feitas mesmo! Não porque elas são "menos" e os homens "mais", e sim porque elas devem ser tratadas com todo o cuidado e respeito. Sim, eu sei que elas irão sofrer por muitas coisas, mas não precisam buscar aumentar este sofrimento.

Hoje mesmo me deparei com a seguinte notícia: “Chega disso! Nós não fomos criados todos iguais” No breve artigo, a capitã da U.S. Marines, uma excelentíssima força militar americana, destaca algo que todos deveriam saber, mas acabam por ignorar: que a anatomia feminina não foi criada para ser exposta a tantas brutalidades que o cenário da guerra necessita. Não! Não sou eu quem está dizendo, e sim a capitã de uma das mais renomadas forças militares do mundo! Noutras palavras, ela não afirmou que a mulher não é capaz de chegar a tal grandeza - ela é a prova disso -, e sim que o fato de alcançarem tais posições não lhes retira o ser mulher que são.

Neste sentido do artigo, conversando com um Suboficial dos Fuzileiros Navais do Brasil, o mesmo comentou algo interessante: que o exército de Israel havia feito uma experiência, utilizando mulheres na linha de frente do combate, mas acabaram não dando seguimento a esta alternativa, pois perceberam que naturalmente os homens do exército, muitas vezes, acabavam deixando de fazer o que estavam executando para irem ajudar as mulheres feridas ou necessitadas. Noutras palavras, perceberam que o homem, pela forma como foi feito por Deus, possui a certeza de que deve cuidar da mulher e de que elas não foram feitas para tamanho perigo e algumas ocupações - qual homem consegue ver uma mulher em perigo e não a ajudar?

Assim, o mais interessante disto tudo é que a Bíblia já prescreve este padrão de vida percebido pela capitã e pelo exército israelense, isto é, onde o homem é o sustentador da casa e a mulher é gentil mãe de filhos, conforme o Senhor concede os mesmos: "E disse Adão: Esta é agora osso dos meus ossos, e carne da minha carne; esta será chamada mulher, porquanto do homem foi tomada. Portanto deixará o homem o seu pai e a sua mãe, e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma carne" (Gn 2.23-24); "Quem é como o Senhor nosso Deus, que habita nas alturas? [...] Faz com que a mulher estéril habite em casa, e seja alegre mãe de filhos" (Sl 113. 5, 9). É verdade que muitas não chegam a casar, mas de modo algum isso significa que foram criadas para serviços pesados e desgastantes - "O solteiro cuida das coisas do Senhor, em como há de agradar ao Senhor" (1Co 7.32); ou seja, fazendo a Sua vontade.

Escrevendo esta reflexão, lembro-me de certa vez, quando uma moça comentou em determinada postagem em uma rede social acerca de que defender tal posicionamento era "machismo" de minha parte. Bem, discorrendo brevemente, não vejo qualquer "machismo" em querer o bem das mulheres, desejando que elas possam ficar em casa, terem tempo para saírem, se divertirem e conforme Deus envia, cuidarem dos filhos; não vejo "machismo" em preferir que elas não tenham de sair às 06:30 de casa, pegarem o ônibus lotado, ficarem o dia inteiro se estressando no trabalho, depois irem para a faculdade e por fim voltarem às 23:00 para casa, tendo de andar no escuro e com medo do que pode lhes acontecer. Em vez de "machismo", vejo amor, carinho e o desejo de que tudo com elas vá bem.

Por isso, excelentíssimas mulheres, creiam que quando a Escritura prescreve um viver mais "tranquilo" e "caseiro" (quando comparado ao ambiente extremo da guerra ou de empresas - sei, porém que por vezes o ambiente familiar se "assemelha" a eles) para vocês, de modo algum está dizendo que vocês não são aptas a trabalharem em grandes corporações ou servirem ao exército, e sim que vocês são especiais o bastante para que sejam cuidadas e amadas - não queiram inverter os papeis (e homens, assumam os seus!), pois diz a Escritura: "Tu és bom e fazes bem" (Sl 119.68), de maneira que vocês serão muito mais felizes ouvindo e obedecendo a Santa Bíblia.

Sei, ademais, que muitas mulheres são obrigadas a diversas coisas - algumas, inclusive, são forçadas a irem trabalhar pelo marido ou por alguma circunstância excepcional. Aqui, Provérbios 31 é bastante claro quanto à questão do trabalho e necessidades da mulher - quando preciso, ela chega a ajudar seu marido nos afazeres exclusivos dele, inclusive examinando e vendendo coisas; sendo necessário, ela viaja e busca o mantimento onde for necessário; ela é realmente "uma ajudadora idônea para ele" (Gn 2.18). No entanto, ela sempre mantém à mente de que sua vida é "menos brutal" que a de seu marido, pois o Senhor legou a ele o cuidar de você e sustentar a casa.

Desta forma, não lutem por "direitos iguais", mulheres cristãs; não caiam na armadilha do feminismo e das vãs filosofias deste mundo. Lutem, sim, para serem conforme a Escritura prescreve: "prudentes, a amarem seus maridos, a amarem seus filhos, A serem moderadas, castas, boas donas de casa, sujeitas a seus maridos, a fim de que a palavra de Deus não seja blasfemada" (Tt 2.4-5).

Que Deus as abençoe e igualmente transforme muitos homens, a fim destes entenderem e assumirem o seu papel.

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