"Eu me confesso ser do número daqueles que, aprendendo, escrevem; e escrevendo aprendem" - Agostinho

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quinta-feira, 19 de maio de 2016

A Bíblia nos ensina a desobedecer*


*Confesso que o título foi para chamar a atenção. O original era "É lícito desobedecer as leis humanas, quando houver um padrão mais elevado a ser seguido", mas ficaria grande demais. Perdoem minha falta de criatividade.

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Neste blog, procuro abordar os mais diferentes temas, mas alguns acabam sendo ampliados, como é o caso deste pequeno artigo. Em 2013, escrevi sobre A importante diferença entre legalidade, moralidade e licitude. Já em 2014, fui além e comentei sobre que Nem sempre é um pecado desobedecer o governo. E hoje continuarei, demonstrando que o mero seguir das Leis humanas, não pode ser considerado um sinônimo de bom cristianismo.

Se por um lado o interesse na Bíblia é algo excelente e digno de louvor, por outro algumas pessoas têm confundido e entendido errado algumas passagens, como o famoso capítulo treze do livro de Paulo aos crentes em Roma. O famoso trecho invocado é este: "Toda a alma esteja sujeita às potestades superiores; porque não há potestade que não venha de Deus; e as potestades que há foram ordenadas por Deus. Por isso quem resiste à potestade resiste à ordenação de Deus; e os que resistem trarão sobre si mesmos a condenação" (Rm 13.1-2).

Segundo aqueles que defendem uma obediência total às leis do homens, desde que não firam diretamente a lei de Deus, se existe uma regra de conduta no Código Civil (CC), por exemplo, quando o cristão o desobedece, ele peca. 

Num caso prático, nosso CC assim preconiza: "Art. 1.284. Os frutos caídos de árvore do terreno vizinho pertencem ao dono do solo onde caíram, se este for de propriedade particular." Por essa lógica, de acordo com estas pessoas, se o "dono" da árvore não quiser deixar o vizinho pegar os frutos que caem na propriedade do mesmo (porque o galho se estendeu até lá), estaria pecando, pois o CC diz que "pertencem ao dono do solo onde caíram" e desobedecer isso seria um pecado. Não importa o que aconteceu na construção das casas, no plantio das árvores... Nada importa. Se está escrito é para ser cumprido na literalidade.

Todavia, o erro de tais pessoas é não entender (por não ter estudado Direito ou não estar familiarizado com ele e a Bíblia) que as leis são uma construção social e que visam estruturar a vida em sociedade, buscando (em tese) uma vida pacífica, saudável e segura para todos. Quer dizer, de acordo com tais pessoas, invocando Rm 13.1-2, todos devem se sujeitar aos poderes superiores, porque eles foram investidos de tal honra por Deus e uma vez que eles criam as leis (seja o legislativo ou o judiciário, aqui entendido na forma de que as decisões, as vezes, devem ser cumpridas pelos demais entes e aí adquirem força de lei), as tais devem ser obedecidas.

Quer dizer, não podemos imaginar que todo o crente deve obedecer cegamente as autoridades, pura e simplesmente porque foram ordenadas por Deus, pois quando o apóstolo escreveu isso, certamente não tinha em mente o poder romano como um exemplo a ser seguido e com isso estava dizendo que os crentes em Roma tinham um governo justo e que incentivava o bem. Ora, nos versículos seguintes ele diz: "Porque os magistrados não são terror para as boas obras, mas para as más. Queres tu, pois, não temer a potestade? Faze o bem, e terás louvor dela. Porque ela é ministro de Deus para teu bem. Mas, se fizeres o mal, teme, pois não traz debalde a espada; porque é ministro de Deus, e vingador para castigar o que faz o mal" (Rm 13.3-4).

O governo romano não sabia distinguir o que era bom ou mau, de acordo com a vontade de Deus. Lembremos que Jesus foi morto, porque Barrabás foi solto, o que era uma prática em vigor naquele momento. Isso significa que aqueles romanos estimularam a paz em Jerusalém ou estariam contribuindo para a paz onde os crentes viviam? É claro que não. Assim é que devemos entender: em Romanos, capítulos treze, Paulo dá uma descrição sobre o que o governo deve ser, e não um relato do que o governo era naquela época, pois é fato consumado que ele era muito, mas muito aquém daquilo que deveria ser.

Dito isso, quero ilustrar com um exemplo próprio. Ainda na época da faculdade, um colega me disse que no escritório onde trabalhava, estavam defendendo um homem que tinha contraído financiamento para pagar seu caminhão, mas não estava conseguindo cumprir com o pagamento das parcelas, por uma série de razões econômicas, familiares e coisas da vida. O homem não deixara de pagar por malandragem, e sim que realmente não estava conseguindo. Certo dia, então, o oficial de justiça ligou para o escritório dele e disse que estava próximo do caminhoneiro e que iria pegar o caminhão, pois havia um mandado de busca e apreensão. O advogado, então, pediu um tempo para o oficial, pois o dono do caminhão estava justamente indo fazer uma entrega e o dinheiro recebido seria usado para quitar a dívida. Resultado: o oficial de justiça não apreendeu o caminhão, o homem fez o frete e conseguiu pagar ou quitar parte da dívida (e seguir pagando), podendo continuar a trabalhar.

Lembro-me que à época do relato, fui veemente contra a atitude do oficial de justiça, pois dizia eu que ele não tem que "dar uma segunda chance" para quem está em atraso; quem deve, deve pagar e ponto final, pensava. Porém, passado alguns anos, voltei a analisar o ocorrido e compreendi a boa moralidade que o oficial de justiça teve, ao descumprir a lei (regimento, código de conduta, não importa - uso lei no sentido de obrigação) e permitir que o caminhoneiro conseguisse seguir adiante e depois honrar com sua palavra e efetuar o pagamento devido.

Vejam que pera mera legalidade, o oficial agiu errado. Pela letra fria e sem sentimentos, não se deve ser flexível com coisa alguma, doendo a quem deve sofrer. Mas a Bíblia nos ensina a misericórdia e inclusive nos mostra que as vezes o descumprimento da lei é compreensível, tendo em vista de um bem maior: "Não tendes lido o que fez Davi, quando teve fome, ele e os que com ele estavam? Como entrou na casa de Deus, e comeu os pães da proposição, que não lhe era lícito comer, nem aos que com ele estavam, mas só aos sacerdotes?" (Mt 12.3-4)

Pela Lei de Deus (moral, cívica e sacrificial), Davi violou uma regra do Estado de Israel. No tocante aos sacrifícios, ele não poderia entrar no tabernáculo e comer os pães, nem os que estavam com ele. Notemos, entretanto, as palavras de Jesus ao se referir a este incidente: "Mas, se vós soubésseis o que significa: Misericórdia quero, e não sacrifício, não condenaríeis os inocentes" (Mt 12.7). Cristo não estava defendendo a ideia de que a lei pode ser constantemente violada e que o importante é sempre agir com misericórdia. Urge, no entanto, a necessidade de se entender que a lei literal é um padrão que em determinadas circunstâncias, pode ser desobedecida, para se dar vida a sua finalidade, porque "a misericórdia triunfa do juízo" (Tg 2.13).

Relembremos que toda lei possui um alvo maior, além do que as palavras podem expressar. No caso da árvore que fica em linhas divisórias, a finalidade é a bondade para com o próximo e o repartir daquilo que a natureza dá, sem discussões sobre algo tão pequeno, quando comparado com outras coisas. No caso do oficial de justiça, a finalidade da ação de busca e apreensão é o pagamento da dívida, mas e quando existe uma outra possibilidade no meio do caminho e que brevemente sanará o problema? Por que não desobedecer a lei, a fim de cumprir o justo objetivo dela, ainda que de uma maneira não literal? No caso de Davi, a finalidade dos pães era suprir e nutrir os sacerdotes, mas e se outra pessoa estivesse morrendo de fome, especialmente Davi e seus homens (1Sm 21.6)? Seria lícito deixar um pedinte ir embora, apenas porque pela formalidade da lei, os pães não eram destinados a eles?

Assim sendo, querido leitor e se você for crente, de maneira especial, peço que tenha um pouco mais de humanidade bíblica em seus juízos e não creia que o mero seguir das leis estabelecidas pelos homens, dignifique alguém ou seja um demonstrativo de excelente cristianismo. Seguir a lei de Deus e as leis dos homens é muito mais do que cumprir, muitas vezes, uma literalidade.

Que Deus os abençoe.

quinta-feira, 12 de maio de 2016

10 coisas que aprendi em 10 anos de relacionamento



Dia dez deste mês de maio, completei dez anos de relacionamento com minha esposa. Quase sete anos de casamento e mais três de namoro. Sei que não é uma eternidade, mas numa época em que os votos valem muito pouco, estou muito feliz pelo acontecimento! E por isso gostaria de compartilhar algumas que aprendi durante este tempo.

1. As pessoas sempre encontraram uma desculpa para seus fracassos.

Lembro-me do início do relacionamento, quando as pessoas me perguntavam se brigávamos muito e eu respondia que "não". A contra resposta era sempre a mesma: "isso é porque vocês começaram a pouco tempo". Passaram os três anos de namoro e agora eles diziam: "é porque vocês ainda não casaram". Casamos, um, dois anos de convivência e o argumento deles era: "no começo do casamento é assim, esperem mais um pouco...". Quer dizer, parece que se nós não brigássemos muito, algo estava errado!

Isto me ensinou que as experiências alheias são muito, mas muito importantes, mas não devem ser uma regra. E não devemos procurar nos desculpar, somente porque os outros cometem erros. Conversemos, sejamos parceiros e evitemos problemas, ainda que eles sejam comuns.

2. Somente um relacionamento totalmente transparente, pode durar e ser eficaz.

Não lembro se li, ouvi ou recebi de alguém este ensinamento, mas como casal, ainda na época do namoro, sempre procuramos ser o mais sincero possível com o outro. Sim, isso inclui contar aqueles pecados em quem incorremos mais vezes, as dificuldades com a vida, algumas vontades obscuras e também os sonhos e desejos para o porvir. Não deve haver segredos. E é claro que isso não significa dizer tudo o que se passa na mente de cada um (ambos sairiam correndo, não é mesmo?), e sim compartilhar, a fim de ser ajudado e poder ajudar.

Isto me ensinou que se não soubermos quais são as fraquezas do outro, além de projetarmos um relacionamento irreal, tenderemos ao desânimo, pois acreditaremosmos que o cônjuge é alguém que, na verdade, nunca foi e jamais será.

3. Brigas e discussões fortalecem o relacionamento.

Se comecei falando que não brigamos muitos, não significa que nunca tenhamos discutido. Aliás, descobri que as intrigas, muito embora sejam um obstáculo para amar o próximo naquele exato momento, ao longo do tempo, quando são tratadas e o vínculo estabelecido outra vez, trazem maior união e fortalecem o casal. Não estou incentivando a discussão, e sim o que se deve fazer com este problema. O silêncio e o "deixar passar", quase nunca funcionam bem. Falhamos, sim, mas procuramos resolver as pendências o quanto antes, a fim de termos paz conosco mesmos e também para o próximo; para termos sossego ao deitarmos na cama, cientes de que não devemos perdão ou mais amor a quem está ao lado.

Isto me ensinou que toda dificuldade pode ser revertida em benefício, bastando o casal estar unido no mesmo propósito.

4. Se algo dá errado, a primeira culpa é do homem.

O homem deve ser, bondosamente, o cabeça do lar. Quer dizer, deve guiar em harmonia, paz e ordem os seus, a fim de que tudo lhes vá. Portanto, a conta é simples: se algo dá errado, uma discussão vira briga e desencadeia para coisas piores, a culpa é do homem. Aqui, considero válido o provérbio popular: quando um não quer, dois não brigam. Se o homem quer colocar a culpa na esposa porque ela "fala demais", que ele seja macho o suficiente para se controlar e contornar a situação. O homem de verdade não é o que "explode" nas situações, mas age com calma e compaixão, visando o futuro do relacionamento, sempre.

Isto me ensinou a tentar ser sereno e paciente, mesmo quando minha vontade é outra. Graças a Deus minha esposa não é uma pessoa explosiva e isso ajuda muito, mas não invalida a necessidade de se auto controlar, a fim de tentar resolver a situação. Aprendi que tenho muito a aprender, a fim de buscar um maior auto controle.

5. Minha esposa, minha melhor amiga.

Nestes dez anos, ninguém ouviu mais ou soube mais da minha vida do que ela. É para ela que eu corro, muitas vezes, quando estou aflito. Ela me conhece e eu a conheço - sabemos quando o outro não está bem. É verdade que eu tenho meus amigos homens, mas quem vive comigo é minha esposa e por isso ela deve ser a pessoa mais especial para mim. Se eu não conseguir a enxergar como alguém para as alegrias e tristezas da vida, então algo está errado e precisamos resolver isso.

Isto me ensinou a procurar o cultivo da boa convivência e interdependência, a fim de que possamos enxergar no outro, mais do que um companheiro ou alguém a quem devemos lealdade, mas como um complemento; alguém para ajudar quando caímos ou para nos alegrar ainda mais nos momentos de júbilo.

6. Nunca fale mal de seu cônjuge em público ou para outra pessoa.

Certa vez ouvi de alguém algo que procurei levar a sério e até agora, ao menos, tem dado certo: nunca depreciar minha esposa em público. Não importa se a comida tenha ficado ruim ou a camisa não esteja tão bem passada desta vez - estas coisas não interessam aos de fora e muito menos devem ser ditas em tom de crítica pesada, como que buscando rebaixar o cônjuge. Se minha esposa ouve alguém falando mal do seu marido, como já aconteceu, ela não continua a conversa e fica falando dos meus "podres" (ela mesmo me disse isso), pois a não ser que o intuito seja se solidarizar com a pessoa, a fim de mostrar de que o seu cônjuge tem coisas semelhantes a melhorar, não faz o menor sentido a mera crítica, uma vez que só demonstra a infidelidade, porque em vez de prezar pela união, trata o cônjuge com desrespeito.

Isto me ensinou a valorizar minha esposa pelo que ela é; a vê-la como minha aliada e não como uma oposta a mim. Aprendi que devo ajudar meus amigos em dificuldade com suas esposas, mas que jamais devo "colocar lenha na fogueira", tornando a conversa uma roda de fofoca e maledicência. 

7. Valorize seus sogros e os trate como pais

No começo de nosso relacionamento, iniciando o namoro, meu sogro simplesmente não gostava de mim. E não podia ser para menos: a primeira vez que apareci a ele, foi vestindo roupas de heavy metal e em uma reunião da família dele. O que esperar de alguém com descendência alemã e na casa dos 64 anos, ao ver um jovem rebelde de 17 anos querer namorar sua única filha, à época com 23? É claro que foi vacilo meu. Mas pela graça de Deus, o tempo passou e nos tornamos bons amigos. Já antes do casamento as coisas estavam resolvidas e ele além de dar todo o apoio, ajudou nos custos da festa e até hoje faz o que pode para nos ver bem.

Isto me ensinou que a união familiar vai além de trazer o cônjuge para dentro de sua família. Deve-se ter o cuidado sobre como você será visto na nova família e que seus sogros sempre estarão por perto ou no mínimo, se forem pais responsáveis, gostarão de saber se tudo vai bem com seu(ua) filho(a) e se a relação com eles não for boa, acredite: sua vida terá sérios problemas.

8. Guarde algum dinheiro o mais rápido possível

Nunca tivemos grandes somas de dinheiro guardadas, até porque nunca ganhamos altos salários. Nunca tivemos tudo, embora tenhamos ganho e recebido muita ajuda daqueles que nos amam. Mas mesmo com salários baixos, procuramos, ainda hoje, manter uma pequena reserva, para o dia da adversidade. Situações difíceis acontecem: é preciso comprar remédios, coisas que começam a quebrar e não é uma escolha sábia gastar tudo o que se ganha e ficar com uma dívida impagável, sabendo que ela só impagável, porque você foi negligente, certo? E aqui também fica uma sugestão aos que vão casar: em vez de gastar dez, vinte, trinta mil reais na festa de casamento, que tal convidar menos pessoas ou fazer algo um pouco mais simples, a fim de guardar este dinheiro? Pode ser que um dia, ao longo do casamento, uma quantia dessas seja a solução para um grande problema.

Isto me ensinou a dialogar com minha esposa e em especial, ouvir os seus conselhos sobre quando não deveríamos comprar determinada coisa. Aprendi que o futuro se projeta agora e para isso é preciso manter uma mentalidade que poupa e investe naquilo que é essencial. Sim, diversão e algumas frivolidades são essenciais na vida, mas de nada adianta querer comprar, se não há dinheiro para isso. Preferimos viver com menos, mas sossegados, do que ostentar e nos preocupar sobre o pagamento das contas.

9. Entenda como seu cônjuge se sente amado e o trate desta forma.

Cada pessoa demonstra seu amor e gosta de ser amada de uma forma diferente. Quando conheci minha esposa, achava que ela gostava, acima de tudo, de ganhar presentes. Então eu dedicava quase todo o meu salário de solteiro em presentes para ela. Lembro-me que ganhava muito pouco no início do namoro e comprometi dois meses de salário, a fim de dar a ela um tênis bem bacana. Todavia, depois de algum tempo, fiquei sabendo que ela gostava daquilo que chamam de "tempo de qualidade" ou simplesmente que saíssemos para passear, conversar e estar juntos. Não precisava sempre de um presente, como eu imaginava. Bingo (e economia0. A partir daí, além de não ficar gastando todo o dinheiro, passei a entender como ela gosta de ser amada e ela também o mesmo para comigo. Isso evitou investir em coisas que não dão retorno e também em conseguir fazer o outro mais feliz.

Isto me ensinou a buscar o conhecimento de quem minha esposa é e em como posso a fazer feliz. As vezes não é uma grande presente ou uma magnífica viagem que vai trazer a máxima alegria, mas um filme a sós ou um dia inteiro passeando pelo parque. Aprendi que muitas vezes podemos despender tempo e dinheiro no lugar errado, não colhendo os frutos que havíamos imaginado e começando a achar que o relacionamento não está bem, quando o problema é a forma sobre como os cônjuges estão se entendendo.

10. Filhos são bênção de Deus e isso deve ser incentivado com amor.

Quando nos conhecemos, nenhum de nós queria ter filhos. Hoje, olhando para esta mentalidade, entendo não ser apropriada, pois a Bíblia é clara sobre ter filhos e em como eles são bênçãos para nós. Seja como for, o fato é que não visualizávamos uma criança em nosso meio. Mas Deus tem seus caminhos e no tempo certo nos mostrou um meio mais excelente de pensar, de modo que depois de dois anos com esta mentalidade renovada, nasceu o Nathan (hoje com um ano e dois meses). Somos muitos felizes com ele, ainda que como absolutamente tudo na vida, dê trabalho, correria e algum stress de vez em quando.

Isto me ensinou sobre a importância de ensinar os solteiros sobre um dos propósitos do casamento e em como os cônjuges devem sem francos um com o outro sobre este assunto. O que vai ser de um casal onde um quer ter filhos e outro se nega constantemente? Como poderá haver harmonia no lar, quando ambos não desejam o mesmo caminho, ao menos em algo tão importante? Assim, aprendi que o quanto antes entendermos a bênção de ter filhos, melhor buscaremos nos preparar e com mais amor trataremos deste assunto.

Que Deus nos abençoe, conceda muitos anos de casamento para nós e também leve você, leitor, a ser edificado, de alguma forma, com este texto.

quinta-feira, 28 de abril de 2016

Dia da Terra, ambientalismo e mordomia


Hoje, 22 de abril, é o dia da Terra, e já que ainda não escrevi sobre essa tolice, deixe-me fazer isso agora.

Você foi treinado para pensar — embora condicionado a pensar seja um modo mais acurado de dizer isso — que o debate sobre o meio-ambiente é um debate entre aqueles que querem cuidar do planeta e aqueles que não querem. Mas, como Lao Tzu talvez diria, “não é isso”.

C.S. Lewis certa vez expôs, em A abolição do homem, que quando falamos do homem conquistando a natureza, geralmente falamos de homens conquistando outros homens, com a natureza sendo usada como instrumento. Este é o caso aqui.

Se houvesse dez de nós em uma sala, e alguns pensassem que a sala está quente demais e outros que ela está fria demais, e alguém se pusesse na posição de termostato com um revólver com o objetivo definir e controlar o debate, seria pouco acurado dizer que ele tivesse simplesmente “controlado a temperatura”, embora fosse isso. Se quiséssemos entender o que estava acontecendo, teríamos de reconhecer que ele controlou as pessoas na sala, usando a temperatura como sua “causa” alegada, a questão que finalmente o forçou a agir.

Pense nisso. Para que serve o revólver? Ele não pode balear a temperatura.

Ambientalistas não podem controlar o meio-ambiente. Eles podem controlar você, usando o meio-ambiente como instrumento. Ah, não, de modo algum, você diria, eles não querem dirigir a vida de ninguém… Aguarde um momento, eu tenho de separar o meu lixo.

Eles são os únicos empunhando multas e penas de prisão, e usando o clima como seu instrumento.

É claro que se o debate fosse entre defensores da boa mordomia cristã e defensores da má mordomia, os cristãos iriam querer estar do lado certo, o dos bons mordomos. Mas a mordomia somente se aplica se você tiver autoridade, a qual só é possível se estivermos falando de propriedade privada. Mas quando um homem do governo surge e ameaça você por coletar água da chuva ou algo do tipo, ele não está mostrando boa mordomia sobre a terra, está demonstrando má mordomia sobre você.

Entendo que os ambientalistas são mordomos, mas de um tipo bem peculiar:

"Se aquele servo disser consigo mesmo: Meu senhor tarda em vir, e passar a espancar os criados e as criadas, a comer, a beber e a embriagar-se, virá o senhor daquele servo, em dia em que não o espera e em hora que não sabe, e castigá-lo-á, lançando-lhe a sorte com os infiéis." (Lucas 12.45-46)

- por Douglas Wilson

segunda-feira, 21 de março de 2016

Relato dos 23km na Ultra Trail Rota das Águas!


Hoje é segunda-feira. Estou um pouco dolorido. O corpo reclama em algumas partes, mas a mente está renovada. Nada melhor que muita trilha e barro para começar bem a semana!

Todo indivíduo, ao prestar algum serviço, deveria ter em mente o claro objetivo: proporcionar felicidade, segurança, descontração, resolução de problemas ou seja lá o que for. Não importa qual o serviço prestado - quem compra, quer ficar satisfeito. E eu fiquei satisfeito com o serviço recebido! Satisfeito com a presteza em responder dúvidas via Facebook e por proporcionarem uma solução para um problema financeiro que tive. Registro aqui os parabéns ao Maicon Cellarius, Débora Wanderck, Maurício Pamplona e Márcio Maciel

Vamos ao relato. 

Lá pela metade de janeiro deste ano, fiquei sabendo da primeira edição da Ultra Trail Rota das Águas (nas modalidades de 8km, 23km e 50km), que aconteceria na cidade de Gaspar/SC. Como prefiro correr aos sábados, fui logo conferindo se ela cairia neste dia e para minha felicidade, deu tudo certo. Assim, era tempo de treinar e focar nesta prova. Não, eu não sou profissional - mas até os mais mega-bancarés-amadores também precisam treinar, não é mesmo?

Chegando perto da data da prova (19/03/2016), me dou conta de que minha mochila de hidratação não vai muito longe e resolvo comprar outra. O sacrifício foi grande para comprar - ou achava coisa de péssima qualidade, ou custava 600 reais. Foi difícil, mas encontrei essa Mormaii por R$ 129,00 e em princípio, fiquei muito satisfeito.


Como a prova escolhida tinha a sido na distância de 23km e com um desnível positivo acima dos 1.100m, o jeito foi treinar subida de morro e fortalecimento no barro e em tudo quanto pudesse simular o dia da prova (veja aqui um vídeo).



No dia anterior da prova, aconteceu o tradicional congresso técnico, onde os atletas puderam escutar algumas particularidades da prova e retirar suas dúvidas. Foi bacana ver a preocupação da organização, especialmente por se tratar de um trajeto bastante alternativo e com muitas chances do atleta se perder. Creio que a explicação das fitas e do cal no chão foram valiosas (encontrei gente durante a corrida que não sabia disso - e se não tivesse dito a eles, alguns seguiriam reto nas marcações com cal).


Finalmente chega o dia da prova e o relógio toca: 05:15. A largada ficava a mais de 20km de minha casa e além disso, eu gostaria de ver o pessoal-monstro-indivíduos-diferenciados saindo às 07:00 - enquanto a minha seria às 08:00. Levanto, faço café, como as coisas de costume (nunca invente moda no dia da prova!), reviso a mochila nova e parto para o local! 


*Não, eu não levei todas essas bisnaguinhas, ok? 
No fim das contas nem precisaria ter levado.

Aqui, registro meus agradecimentos especiais à Capacitar - Gestão Empresarial, onde tenho orgulho e alegria de trabalhar! Uma empresa voltada à gestão de empresas e que tem prestado um excelente serviço na área de Consultoria Empresarial (nos mais variados ramos - gestão organizacional, administração financeira, análises, custos...). Se quiser entrar em contato, pode escrever nos comentários ou ligar para (47) 8476-3385 (meu número). E eles até forneceram uma camiseta personalizada para mim. :)


Após ver o pessoal dos 50km largando, já bateu aquela ansiedade por logo passar pelo pórtico e começar a corrida!


O bom de se chegar antes nas provas (e em qualquer lugar, na verdade) é que você pode se "ambientar" e bater um papo com o pessoal que vai correr com você. Não sei nos outros esportes, mas o companheirismo é fundamental na corrida e sem ele você está completamente perdido. Então passei aquela uma hora restante conversando com algumas pessoas, trocando experiências e se preparando para a prova. Ouvi vários indivíduos mais velhos e foi muito bom ver pessoas já com seus 50 anos (ou mais) começando a participar de provas em trilhas e morros!

Enfim. dada a largada em minha distância, já morro acima, resolvi passar alguns atletas que estavam à minha frente (eram 153 inscritos para os 23km), para não pegar o "trânsito" que logo iniciaria na primeira subida (já para matar) da prova.

Conforme avancávamos, uma coisa era certa: ainda bem que eu havia escolhido os 23km. A todo momento eu me agradecia por não estar nos 50km. rsrs As subidas eram íngremes demais, a ponto dos atletas subirem andando "em passos de lesma", respirando fundo e só olhando pra baixo. Foi realmente desafiador, mas foi tudo muito excelente. Abaixo, fotos feitas pela Foco Radical.




Chegando perto dos 8km de prova, bem fisicamente, mas "cansado" de ver e passar por tantas subidas, coloco a mão embaixo da mochila (que havia comprado dois dias antes da prova!) e constato: estou carregando uma piscina nas costas. No compartimento para água simplesmente abriu um pequeno furo e tudo que entrava, vazava. Resultado: mais de meia prova carregando uma mochila por causa das barras de cereais, chave do carro e celular - do contrário, não tinha serventia alguma! Foi uma grande decepção com a Mormaii e essa mochila (estou indo trocar a mochila daqui a pouco - se obter êxito e eu me lembrar, volto pra atualizar essa postagem. Editado 1: a loja ficou com a mochila e ficou de trocar ela. Editado 2: depois de 2,5 semanas, recebi outra e até melhor que a primeira - vídeo sobre ela).

Como disse acima, a corrida é feita de companheirismo. Creio que para quem disputa o pódio, existe uma rivalidade bem maior e não hajam tantas conversas pelo caminho, todavia, para quem estava correndo no mesmo ritmo que eu, o importante era fazer companhia pelo caminho e ir se ajudando mutuamente. Fiz várias "breves amizades" pelo trajeto. Constantes "vamos lá" ao próximo, "a piscina está chegando", "na chegada tem comida e cerveja" e outras palhaçadas eram ditas, a fim de minimizar o sofrimento e dar novo ânimo. Várias pessoas passaram por mim e perguntaram se eu estava bem, na hora em que parei para tentar colocar um esparadrapo no dedo que acabou ficando machucado. Foi uma prova "sozinha", mas cheia de pessoas, conversas e fraternidade.


Quando estava perto do fim da prova, pude ver o parque de longe (a prova teve o início e chegada na Cascata Carolina) e bateu uma forte dose de animação. Se eu vi o parque e a chegada era nele, estava muito perto. Ou não! Mal sabia que lá se iriam quase mais uma hora de prova. E para "piorar" a sensação de "quase lá", um tempo depois de avistar o parque, passei correndo pela frente da linha de chegada e vi os meus familiares sorrindo, incentivando e desejando bom fim de prova! Esposa, filho, irmão, pais e até a vó veio estimular! Com tanta animação e tão perto da chegada, achei, realmente, que era só dar mais "uma voltinha" e em questão de minutos estaria abraçando eles!


Por algum motivo que eu não sei explicar, os corredores pagam pra participar deste tipo de prova. Ou traduzindo, pagam para sofrer. rs Meus "minutinhos" que supostamente faltariam para a chegada, na verdade eram ainda pouco mais de meia hora, pois resolveram colocar uma baita subida e descida, justamente quando o atleta já está só no mental, porque o corpo quer parar há muito tempo!

Entretanto, dane-se a última subida! Dane-se a bolha no pé! Dane-se a mochila sem água! Dane-se tudo! Quando enxerguei a linha de chegada e percebi que estava há poucos segundos de encerrar o sofrimento e ao mesmo tempo explodir de alegria, tudo compensou! Foi aquele momento de "acabou! mas que pena que acabou! tem como começar de novo?!"




Não corro pela medalha, troféu ou suco ao final. Não corro porque uma hora o sofrimento acaba. Não corro só para manter o corpo "em dia". Nem corro só porque sempre fiz exercícios. Corro pela experiência que o esporte proporciona e pelas virtudes que ele agrega aos que se dedicam a ele. 

Meus sinceros agradecimentos, mais uma vez, ao pessoal da organização, os quais proporcionaram um excelente sábado, com uma significativa experiência a todos e certamente contribuíram para o amadurecimento mental e pessoal de muita gente! Muito obrigado!



segunda-feira, 7 de março de 2016

A curva da felicidade e o número de filhos


A melhor surpresa do mundo chegou-me em forma de vida: quando estava de “assunto despachado” (já ninguém sequer ousava perguntar quando é que vem o quarto, naquele jeito tão português de se meter na vida alheia), nada de fraldas ou chuchas pela casa, três filhos crescidos e respetiva parafernália infantil oferecida a perder de vista, eis que fiquei grávida outra vez. Faz hoje dois anos que a minha vida voltou ao rebuliço das noites mal dormidas, fraldas sujas, choros e febres. A melhor coisa do mundo.

Ter filhos faz mal à carteira (sobretudo em Portugal) mas tão bem à alma. Sei, por experiência própria, que os filhos multiplicam as alegrias e dividem as tristezas. Fazem disparar os decibéis, mas encolher as angústias. Subtraem-nos tempo, mas acrescentam capacidade de organização e superação. Fazem aumentar a carga de trabalhos mas relativizar as preocupações com o trabalho. Causam estrias, dores de costas, rugas e cabelos brancos, mas fazem-nos descobrir melhores versões de nós próprios, mais completas, mais generosas, mais bondosas.

Que me perdoe Pitágoras, mas tenho a certeza que em matéria de número de filhos, a soma das partes não é aritmética linear. A cada nova adição, a felicidade cresce mais do que o produto que lhe foi somado. Um mais um não é igual a dois. Dois mais um não é igual a três. E então três mais um não é mesmo igual a quatro. É muito mais, é muito melhor.

Os filhos são, de longe, os melhores ansiolíticos e anti-depressivos. Não sou só eu que o digo. No relatório sobre a satisfação de vida dos europeus do Eurostat - onde Portugal figura como sempre bastante abaixo da média europeia, apenas atrás da Bulgária e ao lado de países como Grécia, Hungria e Chipre – uma evidência ressalta: as famílias com três ou mais filhos são as mais felizes. Numa escala de 0 a 10, em que zero é o máximo da infelicidade e o 10 um êxtase, os homens sozinhos com menos de 65 anos foram os que se disseram menos satisfeitos com a vida (6,6 pontos), enquanto os agregados familiares com dois adultos e pelo menos três filhos estão no topo no ranking da alegria, com 7,4 pontos. Muitos outros trabalhos científicos conduzidos em países desenvolvidos apontam no mesmo sentido. A curva de felicidade entre os casais é sui generis - o segredo é não ter filhos, ou ter muitos, concluiu um estudo mais antigo (de 2011) da The State of Our Union (um observatório sobre o estado do casamento na América, bastante conservador, note-se). Um estudo da universidade Edith Cowan, em Perth (Austrália), divulgado no ano passado, conduzido por psicólogos durante cinco anos, concluiu que famílias com quarto ou mais crianças têm mais satisfação com a vida.

O quarto filho é em tudo igual ao primeiro. O mesmo entusiasmo pateta com as primeiras conquistas, a mesma alegria irracional a cada etapa normal do seu crescimento. Só que ao quarto filho já nos esquecemos das fraldas e das chuchas quando saímos, não metemos gorros em dias de vento e não ligamos nenhuma à introdução alimentar faseada nem às tosses com expetoração ou às febres abaixo dos 40ºC.

Perguntam-nos frequentemente, como é que damos conta do recado, se ambos trabalhamos. Dando, pois então. Com a enorme vantagem de termos emprego e uma vida confortável – quantos não têm a mesma sorte? E falhando, é certo, muitas vezes. Falhamos grandiosamente em todas as frentes – não somos os pais mais presentes do mundo, não somos os trabalhadores mais workhalic de Portugal, não somos os filhos e netos mais fantásticos, não somos os amigos mais divertidos para os copos. Mas falhamos o melhor que conseguimos. Procurando fazer a cada dia um bocadinho melhor, com a certeza que amanhã vamos descabelar-nos na mesma, berrar e violar muitas das bonitas regras dos livros de psicologia infantil.

- por Mafalda Anjos
Fonte: Visão

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

5 coisas que eu gostaria de saber antes de me casar


Os primeiros seis meses do meu casamento foram alguns dos meses da minha vida em que mais abri meus olhos. Até aquele momento eu pensava que ser uma esposa e uma auxiliadora era uma coisa fácil. Eu me sentia totalmente preparada para o meu papel como esposa.

Grande ilusão.

Depois de seis meses de casamento eu percebi o quão totalmente despreparada eu estava em determinadas áreas. Para ser honesta, havia cinco coisas que eu gostaria de ter sabido antes de me casar. Se você é uma garota solteira e está esperando se casar algum dia, este conselho é para você.

1. Seu relacionamento com Deus é a CHAVE para ser uma esposa feliz.

Eu tinha uma relação boa com Deus enquanto garota solteira. Eu tentei ler a Bíblia e orar diariamente, mas eu não era muito consistente. Alguém se identifica? Como resultado, os meus primeiros meses de casamento foram os mais emocionais para mim.

Naquela época, eu estava olhando para o meu novo marido como minha segurança e preenchimento em vez de Deus.

Eu queria que Zack me fizesse feliz, contente e segura – o tempo todo. Como resultado, eu me tornei uma montanha russa emocional.

Não me tornei uma esposa alegre e feliz até que eu fosse consistente em meu tempo de leitura da Bíblia e oração. Eu aprendi que eu só seria “feliz e contente” se eu estivesse na Palavra de Deus. Quando me firmei na verdade de Deus, me tornei uma esposa muito mais feliz.

2. A “atitude independente” destrói a unidade.

Nossa cultura diz que ser independente de sua mãe, pai, família e futuro marido é uma coisa ótima.
Se tem uma coisa que eu aprendi durante os meus primeiros seis meses de casamento foi isto: independência destrói a unidade.

Deus nos deu um padrão de como os casamentos devem funcionar e é tipo assim: o marido é o líder da casa e a esposa é o braço direito. O marido dá a sua vida por sua esposa e a esposa mostra respeito ao seu marido (Efésios 5:22-33).

Uma das maiores coisas que uma mulher pode fazer para ajudar a sua família a ter sucesso é ter uma visão de família como um time, em vez de ter um espírito independente. Zack contou-me que estar com ele tendo uma mentalidade de família como um time foi a maior bênção que eu poderia lhe dar.

Comece agora servindo a sua família e desenvolvendo uma mentalidade de família como um time.

3. Boa comunicação vai te salvar de horas de luta.

Eu pensava que era uma grande comunicadora… até que me casei . Meus primeiros meses de casamento rapidamente revelaram alguns hábitos pouco atraentes no meu coração.

Quando você fica irritada com algo você é o tipo de garota que se cala ou explode? Você prefere o tratamento silencioso ou o tratamento do grito? Para mim, era o tratamento do silêncio. Eu era uma comunicadora horrível por causa disso e nosso casamento sofreu muitas horas desnecessárias de lutas como resultado.

Seja você uma garota calada ou que explode, eu não posso incentivá-la o suficiente para trabalhar em suas habilidades de comunicação agora. Os padrões que você definir agora para resolver problemas e trabalhar através do conflito irão segui-la em seu casamento.

4. Habilidades práticas serão uma grande bênção para sua família.

Antes de me casar eu sabia como limpar uma casa, lavar roupa, e cozinhar uma refeição básica, mas minhas habilidades eram limitadas. Como uma garota solteira, eu não fiz esforços para avançar em minhas habilidades domésticas. Como resultado, a minha curva de aprendizagem foi muito mais difícil quando eu me tornei a gerente da minha própria casa.

Se você deseja honrar a Deus como uma esposa e gerente da sua casa um dia, então você precisa educar-se sobre o que isso implica. Assuma fazer a refeição para sua mãe por um mês e se force a aprender a fazer as compras do mês. Defina um orçamento para si mesma e só gaste o que você tem permissão, em seguida, prepare todos os jantares da família por uma semana.

Além disso, aprenda com sua mãe (ou uma mulher piedosa) sobre como limpar a casa, lavar roupas, passar ferro, pagar contas, cuidar do jardim, cuidar de bebês, trocar fraldas, etc. Essas habilidades práticas vão ser um grande trunfo para o seu marido e futura família.

5. Aprender disciplina financeira é importante

Segundo os pesquisadores, a maioria dos divórcios são acionados por causa de questões de dinheiro. Quando eu era solteira, eu trabalhei em tempo integral por alguns anos e ganhei muito dinheiro. Eu não fiz um orçamento e livremente comprei tudo o que eu queria. Eu não era disciplinada em meus hábitos.

O casamento foi um despertar chocante para mim. Aconteceu de eu casar com um consultor financeiro que me colocou em um orçamento rigoroso no dia em que voltamos de nossa lua de mel. Eu quase entrei em choque durante os primeiros seis meses de casamento por causa disso. Meus maus hábitos estavam colidindo com a realidade.

Felizmente, eu tenho dado valor a ter um orçamento e poupar dinheiro. Eu não posso exortá-la o suficiente para evitar o ganho de dívida agora e em seu futuro. Se você fizer isso, você vai evitar problemas ENORMES de dinheiro em seu futuro casamento. Coloque-se em um orçamento e cumpra-o. Saiba como se tornar financeiramente responsável.

Então, aí está!

Cinco coisas que eu gostaria de saber antes de me casar. Se eu pudesse voltar no tempo, gostaria de trabalhar diligentemente em cada uma dessas áreas. Quanto mais tempo você gasta se preparando para o casamento agora, melhor seu casamento vai ser no futuro. E mesmo que o casamento não esteja no plano de Deus para você, essas habilidades ainda virão a calhar!

Convido você a levar essas cinco dicas a sério e começar a trabalha-las hoje.

- por Kristen Clark

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

Seu amigo tem uma esposa? Veja a nudez dela! Ou não!


Suponha que uma noite um vizinho bata na porta de um cristão e diga: 

-"Gostaríamos de fazer um convite a vocês esta noite..."

-" Oh, muito obrigado!", ele responde, sem suspeitar do que se trata.

-" Calma, calma, deixe-me terminar de dizer. Gostaríamos de convidar vocês para entrar em nosso quarto e nos assistir enquanto fazemos sexo. Isso pode ser algo realmente excitante para todos nós".

O cristão recusa horrorizado:

-"Não podemos! Você sabe, somos cristãos".

-"Ah, claro", responde balançando a cabeça. "Isso poderia ser um pouco demais pra vocês. Então, vamos fazer o seguinte: Nós temos uma câmera de vídeo. Por que não gravamos tudo, e eu trago aqui pela manhã? Então vocês podem assistir quando quiserem".

O cristão explica que isso também não seria possível.

-"Não estou entendendo", diz o vizinho, com um olhar perturbado. "Semana passada vocês nos convidaram para a casa de vocês e nos sentamos todos para assistir a um filme na tevê. Nele havia umas poucas cenas de nudez. Por que você está disposto a assistir a mulher de outro homem, mas não a minha? Minha esposa pode não ser uma miss, porém..."

Aqui o pobre cristão interrompe e explica que a aparência da mulher do vizinho não tem nada haver com a recusa. E passa a explicar que não são cristãos comuns. Eles pertencem a um grupo muito especial - o dos hipócritas.

Hipocrisia é uma palavra muito forte? Penso que não. Muitos cristãos estão disposto a assistir, por meio de uma câmera cinematográfica, aquilo que jamais sonhariam ver em pessoa. Não entrariam num bar onde há garotas com seios á mostra, mas assistem alegremente a filme nos quais há muito mais.

Estaria a maioria dos homens cristãos disposta a dar voltas pela vizinhança, observando as mulheres na janela? Certamente não. Mas, e se descobrissem uma mulher que tenha percebido a presença deles e esteja disposta a se despir em frente à janela? Isso seria pior ainda. E se ela estivesse ganhando muito dinheiro, tivesse um produtor e diretor, e fizesse tudo isso para as câmeras, com milhões de homens vendo-a pela janela e desejando-a? Isso seria absurdamente diferente, tornando a questão muito "complexa ", não é mesmo?

Alguns tentam relevar esse tipo de comportamento com base nos padrões contemporâneos. Os cristãos não querem ser diferentes naquilo que assistem. Não querem admitir que seus discipulados se aplicam nessa área. E também não querem admitir que a atividade sexual e nudez na tela é para eles sexualmente excitante.

Mas aqueles que negam que tais coisas têm efeito sobre eles estão simplesmente enganando a si mesmo. Não há como assistir - por diversão - cenas sexuais e exposição de nudez sem ser de alguma maneira afetado negativamente. Mas existem homens que negam que tá as coisas os afetem. Tal negação parte de dois tipos de homens. No primeiro grupo estão os mentirosos. Eles estão mentindo para si mesmos ou para os outros, e muito provavelmente nos dois casos. O homem é excitado ou despertado sexualmente por aquilo que vê, mas como cristão, sabe que não é socialmente aceitável dizer isso. Então vai ao cinema com seus amigos cristãos, e fala desse modo: "O filme foi realmente muito bom. Foi lamentável ter tido aquela cena". Mas em seu coração, aquela única cena foi a guloseima que ele engoliu. 

Há outro tipo de homem que nega que isso o afete, e está dizendo a verdade. Mas por que aquilo não o desperta sexualmente? Porque seu coração está endurecido,r sua consciência cauterizada: "Todas as coisas são puras para os puros; todavia, para os impuros e descrentes, nada é puro. Porque tanto a mente como a consciência deles estão corrompidas" (Tt: 1:15). Este sujeito tem a consciência tão insensível que seria necessário muito mais do que aquilo para mexer com ele. 

Mas o coração pode ser muito enganoso. Há um terceiro modo de pecar neste tipo de coisa. Essa reação reconhece o impacto que tais conteúdos têm, e tenta fazer uso dele. As pessoas, mesmo cristãs, frequentemente justificam o ato de ver ou ler materiais imorais dizendo que isso os ajuda na vida sexual do lar: "Não importa de onde veio o seu apetite, contanto que você coma em casa." Essa abordagem ao menos tem a virtude de ser honesta. Ela admite que material sexualmente explícito é sexualmente excitante. Mas essa abordagem é terrivelmente falha. 

[...] a bíblia diz expressamente aos homens onde a satisfação e a excitação devem estar. Somente em sua própria esposa. [...] Outras mulheres, sejam em filmes, livros, ou revistas, não devem ser fonte de estímulo.  [...] A introdução de outros em um relacionamento sexual (estejam eles em duas dimensões ou não) é somente fonte de frustração a longo prazo. Isso porque é inevitável surgirem comparações, e tais comparações são destrutivas em um relacionamento pactual piedoso.

- por Douglas Wilson
Fonte: Reformando o casamento, Ed. CLIRE, págs. 117-119 | Adquira o livro neste link.

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

O que diabos aconteceu com a GERAÇÃO Y?!

Veja como o nosso ambiente de trabalho é divertido. Te pagaremos mal e não respeitaremos a sua hora de almoço. Hora-extra? Nem pensar! Whatsapp depois do trabalho? Com certeza, afinal de contas, você ainda não tem filhos! Ah, mas te daremos kit kat e café expresso de graça!

Um texto sobre liberdade, responsabilidades e as misérias de uma geração que está se perdendo no meio do caminho.

Na semana passada eu ouvi de um garoto, ainda na faculdade, o seguinte depoimento:

“Seu texto sobre a subserviência das empresas em relação ao cliente deveria ser pregado na porta de entrada de todas as empresas do país, nas salas de reuniões e ser repetido como mantra em palestras de empreendedorismo para todos os empresários do Brasil. As agências de publicidade, especificamente, estão atingindo um nível de servidão pior do que pastelaria.

Na pastelaria ninguém fica acelerando o pasteleiro. Ninguém manda e-mail para o pasteleiro mandando ele entregar o pastel na mesa dele até as 9h da manhã. Para o pasteleiro, quanto mais horas ele trabalhar, mais ele vai ganhar. Falar em hora extra em publicidade só vai fazer as pessoas rirem. Enfim, desculpa o desabafo”.

Somos uma geração de bobos que se acha esperta. Nossos pais davam duro, saiam de casa cedo, trabalhavam como doidos, indo e vindo do centro da cidade, em cartórios, lotéricas e visitas bancárias, muitas vezes em carros sem ar-condicionado, mas ganhavam bem o suficiente para sustentarem uma família com três filhos, carro, cachorro e ainda levavam todos para comerem churrasco aos domingos.

A geração de hoje se deixa enganar pela falsa sensação de divertimento, que nunca tem fim. Transformaram o ambiente de trabalho em um circo, para que você ouça: “Ei, mas aqui é divertido! Dane-se se não te pagamos horas-extra ou se te colocamos para trabalhar por toda a madrugada em troca de pizza. Aqui você pode trabalhar com boné!”.

Quando nossos pais estavam em casa, eles estavam em casa mesmo! Dane-se que o trabalho tinha sido duro, após as 18:00 eles sentavam naquele sofá da Mesbla, abriam a primeira Antártica da noite e era a hora do futebol. Qual foi a última vez que você esteve realmente desconectado do seu trabalho? Você tenta se convencer de que aquele Whatsapp do cliente às 00:00 não é nada demais, que é coisa pequena, que “pega mal” não responder. E aquele inbox no Facebook às 1:35 da manhã? “Ah, eu já estou aqui mesmo, né. Agora ele já viu que eu visualizei…”.

Provavelmente você caiu no mito do home-office libertador, que te faz perceber, anos depois, que ele só foi capaz de te “libertar” do horário comercial. “Ah, mas você trabalha em casa!” — pronto, é sinal de que receberá demandas ou mensagens a qualquer hora da madrugada.

Provavelmente você ainda não se ligou, mas você produz dezenas de vezes a mais do que o seu pai ou os seus tios conseguiam. Antes, para atender um cliente, você precisava ir na loja ou na casa dele, lá na [censurei]. Hoje? Skype. Antes, era FAX ou mandar documentos pelos correios. Hoje? E-mail. Antes, você estava limitado à sua cidade. Hoje? Internet, meu filho!

Entretanto, quanto é que você está ganhando? Acorde para a vida! Agências com mesa de sinuca, totó, chocolates à vontade, cafezinho expresso, pula-pula e vídeo-games significam apenas que você está pagando por tudo aquilo e que o seu salário, ao final do mês, sentirá a pancada.

“Tudo bem, porque eu amo o que eu faço!”.

Na semana retrasada eu ouvi isso. Estava contratando os serviços de uma START-UP de tecnologia para um dos meus negócios e havia esquecido de perguntar alguma coisa. Já eram 23:00 horas. Fui ao Skype, me certifiquei de que a menina do suporte estava OFFLINE e deixei uma mensagem. Poderia ter feito isso pelo Facebook, mas eu sabia que iria apitar lá na casa dela e não queria esse tipo de coisa, ainda mais naquele horário. Enfim, enviei a mensagem e deixei escrito: “Só me responda quando chegar ao escritório!”.

Faltando quinze minutos para uma da manhã, a menina me responde, pelo Facebook. Eu digo: “O que você está fazendo aqui? Te deixei uma mensagem no Skype! Vá dormir, namorar ou assistir aquelas séries no Netflix!” e ela me disse: “Ah, é que eu entrei no meu skype só para ver se estava tudo bem com os clientes. Vi a sua mensagem e retornei. Não custa nada, nem se preocupe. Eu amo o que faço. Rs”.

Eu amo o que faço…erre esse. À uma da manhã de terça feira. Com o teu chefe te pagando, provavelmente, entre dois mil e quinhentos a três mil reais para isso…e somos nós quem somos a geração dos “desapegados, que querem viver a vida”.

Estamos nos tornando uma geração de trintões cujas preocupações são os próximos shows do Artic Monkeys, a cerveja gourmet da moda e a próxima temporada de House of Cards. Uma geração sem filhos, que foge das responsabilidades, se iludindo com a ideia de que o seu chefe é seu amigo e que por isso você “quebra alguns galhos para ele”.

Ouvimos de todo tipo de especialista, que somos a geração livre por excelência, que preza pela mobilidade e pela qualidade no ambiente de trabalho, mas de alguma forma nós erramos o caminho e nos tornamos aquele tipo de gente que fica conversando com o cliente às 20:00 horas, enquanto janta com a mulher. E nos achamos o máximo, quando batemos o pé: “Ai, que saco, o meu chefe não me deixa em paz!”. Que corajoso!


O resultado? Uma nação de escravos!


Olhávamos para nossos pais e avós e pensávamos que eles eram escravos da própria família. Que haviam tido muitos filhos e que isso, de alguma forma, os prendeu em uma vida cheia de amarras e limitações, mas, hoje, advinha só? Da sua idade ele já tinha casa própria e carro na garagem. E você? Figuras de ação do Mega-Man.

Em algum ponto entre o final da faculdade e o começo da vida adulta, nós perdemos a mão. Não estamos estabelecendo relações saudáveis de empregador e empregado, mas um misto de coleguismo com parceria e com prováveis projetos que poderão mudar o mundo, mas que não ajudam a pagar o aluguel.

Ah, mas você não é empregado? Tem o seu próprio negócio? É um empreendedor em início de carreira? As notícias também não são muito boas…

Você também é um escravo!


Com a popularização da tecnologia e da conectividade, os super-heróis deixaram de ser os esportistas e os homens engravatados de Wall-Street e passaram a ser os empreendedores do vale do silício. Aquele tipo de pessoa que usa camiseta sempre da mesma cor, tênis, vai trabalhar de bicicleta e mantém uma dieta ecologicamente adequada. [...]

Com isso, surgiu a cultura da motivação constante e da satisfação do cliente a qualquer custo. Não importa o que aconteça, a experiência do seu cliente deve sempre ser a melhor possível; ainda que ele seja um babaca!

Eu posso te falar uma coisa? Nem sempre o seu cliente tem razão. Nem sempre ele sabe o que é o melhor para o negócio dele e nem sempre aquele “logo dourado com bordas vermelhas, estilo a da propagada da mortadela Seara” é a melhor opção. O problema é que dizer isso na cara dele agora se tornou um crime! Não é proativo e engajado discutir com o cliente, ainda que ele esteja escandalosamente errado!

A cultura desses caras, importada para cá de uma maneira incompatível com a nossa realidade, diz que devemos buscar a composição sempre, fazermos reuniões intermináveis até que todos estejam satisfeitos e sorridentes. Dar pesos e medidas iguais aos especialistas e aos curiosos. O que acontece? Tentar extrair o dente do paciente com uma colher de pau.

Estamos na décima sétima alteração e o contrato diz que só faríamos até cinco? Sem problemas! A satisfação do cliente em primeiro lugar! Ele acha que não precisa fazer um contrato com você? Sem problemas, lá fora muita gente deixa isso para lá! O que? Agora ele não está te pagando? Cuidado! Não o cobre de maneira que possa parecer ofensiva! Não é isso que a Amazon faria!

Você está preso em uma camisa de força verbal.


A camisa de força verbal é um dos institutos comportamentais que mais causa dano à mente e à consciência de qualquer pessoa. No empreendedorismo, 90% dos profissionais sofrem desse tipo de mal.

A maior libertação, para qualquer proprietário, é quando este alcança certo grau de autonomia, que pode chamar a atenção do seu cliente e fazê-lo perceber que aquilo é para o seu próprio bem. Que, identificando o erro, ele está é justificando o seu dinheiro, ao dizer que ele está fazendo merd*.

Aqui no Brasil, a educação ganhou status de religião. A mãe que paga a escola não quer ver seu filho criticado, afinal de contas, o boleto é caro. Do mesmo modo, o cliente chato — e insistente — não quer ser repreendido; ganha-se o mantra do “o cliente sempre tem razão”, em desfavor da alma do próprio empresário.

Vá à Itália e peça a comida do jeito que você quiser e ouvirá, imediatamente, um sonoro: “Não. Vá comer em outro canto”. Isso para o brasileiro é criminoso. Faz com que ele se insurja, contando aos amigos: “Acredita que eu pedi para fazer o macarrão mais mole e me disseram que não dava? Que ignorantes!”. Ele não enxerga que ele mesmo é que é o pé no saco. Que não respeita nada nem ninguém. Vê no empreendedor alguém que deve servi-lo, independentemente de quão imbecil e sem propósito sejam os seus desejos.

O brasileiro de hoje está acostumado ao mando, porque paga. O código de defesa do consumidor criou um monstro, que custa a saúde emocional e física de milhões de empreendedores. O meu maior conselho a vocês, é: construa uma empresa que você possa mandar o cliente indesejado [censurei]. Faça isso ou adoeça.

Entretanto, no mundo de arco-íris e pôneis da geração Y, que é feita de vidro, isso é ser rude, preconceituoso, antiquado, grosseirão. Às custas da própria saúde e do caixa da empresa, ele manterá aquele cliente chato, pentelho, arrogante e que — muitas vezes — nem te paga. É isso ou você não estará seguindo “o manual da cordialidade do Facebook”.

A conclusão? Não sei.


Da geração que iria mudar a maneira com que o mundo se relaciona a um bando de bebês de meia idade, que mora de aluguel e que o ponto alto do ano é o lançamento de mais um filme da guerra nas estrelas.

Gente que ama a liberdade, mas que está presa a um computador. Do tipo que está na décima quarta START-UP, sempre atrás daquele round de investimento que o tornará milionário. A menina que tem vergonha de dizer que é vendedora e que se apresenta como “líder-team da equipe de vendas” e do blogueiro que é articulista e CEO no perfil do Facebook.

Aonde é que fomos parar? O que é que aconteceu com a GERAÇÃO Y? Assim como o garoto do começo do texto: desculpem o desabafo.

- por Ícaro de Carvalho
Fonte: Medium

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

Mulheres - Deus não quer sua virgindade!


Você é virgem? Considera a virgindade um “tesouro precioso” e está comprometida em guarda-lo a sete chaves até o casamento? É do tipo que não dá ouvidos às pressões das amigas descoladas e, não importa o quanto te rotulem, está decidida a manter o padrão bíblico de pureza sexual? Se sua resposta foi afirmativa para qualquer destas perguntas, deve estar tão assustada quanto eu mesma fiquei ao ler a afirmação que dá o título a este artigo.

Fui surpreendida com essa chamada na linha do tempo de uma amiga meses atrás. Pronto, confessei!… o título não é fruto de minha originalidade nem do lado polêmico que pulsa dentro de mim. Tomei-o emprestado – razão de estar entre aspas. Quando li este título, conhecendo bem o perfil da autora original e sabendo de suas lutas que como conselheira cristã de jovens e adolescentes, já imaginei o que ela tinha em mente. Resumidamente, minha amiga escreveu sobre sua indignação diante dos discursos sobre virgindade que não são acompanhados por uma vida de pureza sexual como nos orienta a Palavra de Deus. Um trecho do que ela escreveu:

Uma questão em particular tem pesado em meu coração: as pessoas estão usando anel, fazendo votos de castidade e mais outras promessas para Deus que garantem ‘virgindade’ até o casamento! Lindo, se não fosse trágico! O problema é que estão prometendo apenas o hímen e não a pureza e santidade que Deus exige! [1]

E então volto com a primeira pergunta que te fiz: você é virgem? Se sua resposta é “Sim, eu sou virgem!”, vamos pensar juntas o que isso quer dizer e o quanto você está – ou não – glorificando a Deus com sua virgindade.

Se você é virgem mas não perde a oportunidade de se oferecer aos garotos, seja pelas roupas que usa – mostrando mais pele do que deve ou destacando “todas” as suas curvas – seja pelo seu “jeitinho manhoso” de falar, pelo modo como você olha ou pelos selfies provocantes que você compartilha… devo te alertar: Deus não está interessado nesse tipo de virgindade.

Se você é virgem no mundo real mas descobriu na privacidade do mundo virtual – chats, pornografia, jogos eróticos,… – a alternativa para saciar seu apetite sexual, sem correr o risco de ser descoberta… cuidado: você não entendeu que para Deus, nesse momento, sua virgindade não tem valor algum.

Se você é virgem, está namorando um garoto que também é cristão, pretende se casar com ele e até fizeram um pacto de pureza, mas juntos perceberam que não é tão fácil assim manter o placar em 0 x 0 e, aos poucos, foram descobrindo que carícias mais ousadas e conversas mais picantes poderiam deixar o namoro mais interessante… e desde então vale “quase tudo” quando vocês ficam sozinhos… lamento: você “quase” entendeu como glorificar a Deus com sua virgindade, mas não entendeu.

Se você é virgem, tímida, nunca fez mal uso da internet, não tem um namorado, é romântica e sonhadora, fica imaginando o dia em que o “príncipe” virá ao seu encontro e vocês serão felizes para sempre… ops, o que eu disse? “sonhadora”?… Talvez tão sonhadora que já não consiga mais controlar as próprias fantasias. E, no mundo das fantasias, mesmo as mais tímidas e românticas, nem sempre são tão puras e certinhas. Qual é o conteúdo dos seus pensamentos nesta vida paralela? Você “ainda é virgem” em suas fantasias? Não se iluda… porém, saiba Deus está mais interessado em restaurar a pureza da sua mente, do que em ouvir de sua boca uma promessa de castidade.

Espero, sinceramente, que você não se identifique com nenhum destes perfis. Mas não os ignore; eles são reais e demonstram como as armadilhas de Satanás podem nos enganar e desviar nossa atenção do que realmente importa para o nosso Deus. Também não estou diminuindo o valor da virgindade, pois ela é parte fundamental no plano divino para o casamento. Só estou dizendo que virgindade e pureza sexual precisam andar juntas; uma não tem sentido sem a outra. Paulo deixou isso muito claro quando escreveu:

Quanto ao mais, irmãos, já os instruímos acerca de como viver a fim de agradar a Deus e, de fato, assim vocês estão procedendo. Agora lhes pedimos e exortamos no Senhor Jesus que cresçam nisso cada vez mais. […] A vontade de Deus é que vocês sejam santificados: abstenham-se da imoralidade sexual. Cada um saiba controlar o próprio corpo de maneira santa e honrosa, não com a paixão de desejo desenfreado, como os pagãos que desconhecem a Deus. Neste assunto, ninguém prejudique a seu irmão nem dele se aproveite. O Senhor castigará todas essas práticas, como já lhes dissemos e asseguramos. Porque Deus não nos chamou para a impureza, mas para a santidade. Portanto, aquele que rejeita estas coisas não está rejeitando o homem, mas a Deus, que lhes dá o seu Espírito Santo. (1Ts 4.1, 3-8)

Paulo não gastou tempo fazendo uma lista do que ele chama de “imoralidade”, mas entendemos perfeitamente o que ele disse. Não devemos nos envolver em quaisquer tipos de práticas ou pensamentos que despertem desejos sexuais – em nós ou nos outros – que não nos seja permitido satisfazer fora do casamento. Isso é muito mais do que desfilar por aí com uma camiseta de campanha, ou exibir um anel de compromisso, ou postar discursos impactantes em redes sociais. Pureza sexual é mostradas por uma vida de desejos controlados, inclusive quando não há ninguém por perto e até onde o acesso é restrito, como por exemplo o campo dos pensamentos.

Estou ciente de que vencer os apelos do mundo sobre o sexo e as reações naturais do nosso próprio corpo não é tão simples assim. Até parece que Deus está exigindo algo que vai além de nossa capacidade; mas isso não é verdade. Ele não espera que lutemos sozinhas, mas que aprendamos a depender dEle em nossa fraqueza. A luta não é fácil e, em muitos casos, uma vitória não significa vitória definitiva. Porém, quando recorremos à força de Deus e estamos decididas a viver para agradá-lo, nós o glorificamos por meio da luta, ainda que aconteçam fracassos no meio do caminho. Portanto, não desista, não se entregue!

Agora, se você está mais preocupada com a sua virgindade do que em viver para a glória de Deus, isso é um sinal de “virgindade falsificada”. Deus não está mais preocupado em que Suas filhas se casem virgens do que em que elas se casem “puras”.

[1] Sara Maria Vieira
- por Flórence Franco

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